30.11.09

Histoire de l’Oeil


Man Ray


No BLOG VICIADO, postagem de ontem.








Gisela Rosa deixou um novo comentário sobre a sua postagem "A LINGUAGEM DOS ROSTOS":

Querido(s) autor(res) deste blogue...
nem sei que palavras encontrar para o que sinto neste momento...por isso vou contar-vos um pouco do que me vai por dentro e talvez explique a origem deste blogue que vou criando com vários rostos, cuja palavra tem origem etimológica em "raíz".

Tenho uma proximidade afectiva enorme a um tio que é poeta - António Ramos Rosa. Com ele tenho passado inúmeras horas da minha vida, com ele tenho colhido o sabor das palavras mas também de rostos porque o poeta também desenha rostos, sem fim....associando a este meu contacto aos rostos do poeta, tenho formação em relações internacionais e interculturais, um estudo que me realizou profundamente e me deu algum sossego interior porque de certa forma me encontrei.... Também eu sou intercultural, mestiça, com origem em várias culturas, Ocidental, africana e asiática...cosmopolita...talvez esta associação que encontro agora, a da poesia e da minha formação, me tenha feito chegar à linguagem dos rostos, ao que eles podem transmitir, ainda que muitas vezes sem voz....

Queridos, a comunicação pode acontecer em lugares onde menos esperamos, basta que possamos expressar o que sentimos. Muito obrigada a todos e um terno abraço



Ps: como podem observarnem todas as imagens são minhas, maior parte são selecções que faço e às quais associo, ou não, as palavras...



Postado por Gisela Rosa no blog BLOG VICIADO

COMENTARIOS QUE VALEM UM POST

Andrew Magalhães Morais Santiago deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Jorge Pinheiro, volta ao tema, e vale a pena ler:...":

Texto muito bem redigido.Construído de maneira clara e com argumentos muito relevantes. Adorei o blog e, se me permite, serei o mais novo leitor do Varal de Ideias, pois blogs iguais a este são difíceis de encontrar. Até mais!

www.andrewmagalhaes.blogspot.com

VARAL DO DIA



 fotovaral



Olá, GC,m

Achei, para a Varalândia.
O autor : René Maltête, ano 2006 , título Corons
Abs.
Fernando Zanforlin, arquiteto
www.fernandozanforlin.blogspot.com

Protegendo a natureza, e fazendo economia! Entre nessa onda!



Estamos protegendo a Natureza não descartando o óleo ou azeite de cozinha usados em pias e ralos. Guardamos e estamos fazendo com eles sabão caseiro. Desta forma protegemos a natureza:
1 litro de óleo usado
350 ml de soda cáustica ( líquida ou em flocos)

aquecer o óleo  em fogo brando, sem ferver
dissolver a soda sólida em água
acrescentar, mexendo, por vinte minutos
( coloque, se desejar, essências a gosto) 

e deixe descansar. 
Cortar em tabuleiro de madeira.
E com isso, estamos fazendo economia.
Fotos de E.P.L. da última porção feita na Piacaba.

SÉRIE CADEIRAS


A artista plástica, e blogueira DIS-CURSOS, JUGIOLI,
em seu atelier, ao lado de uma de suas obras! E.P.L.

KIRA LUÁ, convida para assistirem SERES CAMINHANTES


Quem CONVIDA é :"Kira"  

29.11.09

TIZIANO VECELLIO


Tiziano Vecellio (Pieve di Cadore 1480/1485-Venezia 1576), Ritratto dell’arcivescovo Filippo Archinto, 1556-1558 circa
via

RUBEM FONSECA - O SEMINARISTA


O autor policial brasileiro que mais gosto é sem nenhuma dúvida o escritor Rubem Fonseca.
Fico, sempre, impressionado com a simplicidade (aparente) com que escreve. Construções engenhosas, e narração que mais parece sinópse de roteiro cinematográfico.
Li numa sentada, praticamente! Não é longo, mas deixa saudades. Personagens magistralmente desenhados. Canalhas, mulheres, amigos, costurados num tempo real, dentro de uma ficção verossímil. Um ótimo divertimento!

VARAL DO DIA


Campo das Cebolas, Lisboa

FOTO DO PERFIL

SÉRIE CADEIRAS


Artist : Simon Schubert

28.11.09

Aquarelas/colagens - JUGIOLI


JUGIOLI - Aquarela/colagem - 21,5X28 cm
E o melhor: são minhas!

Jorge Pinheiro, volta ao tema, e vale a pena ler:

REDES SOCIAIS - O INVERSO

A semana passada escrevi aqui um texto que mereceu alguma polémica e comentários de grande qualidade. Em resumo, questionava eu as diferenças entre o relacionamento através da net e as eventuais alterações comportamentais daí resultantes, no plano convivencial. Fundamentalmente referia-me às redes sociais, mas também os blogues, sejam eles meros diários, jornalinhos ou verdadeiras obras, podem ser abrangidos nessa virtualização dos contactos que está a alterar o paradidma social. É toda a net que está em causa. A net que nos impede de fazer outras coisas. Que nos deixa em casa. A net que nos aproxima, afastando-nos.
Hoje, porém, vou abordar o assunto ao inverso. A tese é simples. Todos temos um feitio mais ou menos execrável. Todos somos dramaticamente egocêntricos. Todos queremos, muito justamente, exibir-nos. A net consegue um distanciamento que deixa ver o lado bom, sem mostrar o mau. A nossa educação e polimento é mais refinado na net. Ao vivo o tempo de reacção pode ser fatal. Tenho as maiores dúvidas que muitos dos que me lêem tivessem pachorra para me aturar. Conseguimos mostrar coisas a gente distante e receber um “feed back” que muito nos alegra o ego. As pessoas ao vivo tendem a fechar-se. Aqui estão mais disponíveis para partilhar dentro de um anonimato relativo. Por alguma razão os meus principais comentadores (com excepções) não me conhecem pessoalmente. Os meus amigos não me comentam.
Finalmente, e como alguém referia nos comentários ao meu anterior post, aqui há interactividade, coisa que não acontece quando passamos uma noite estupidamente agarrados ao televisor.
Posted by expressodalinha

Henri de Toulouse-Lautrec


Qual dessas duas imagens foram feitas primeiro?

VARAL DO DIA


Enviada por JU GIOLI

SÉRIE CADEIRAS


Found at WebUrbanist

FOTO DO PERFIL

27.11.09

25 Novembro 2009, Virtual Real (1) no DIS-CURSOS da JU Gioli






Ontem, (25/11/09 )  os astros e estrelas estavam favoráveis no céu de novembro,
e seguindo as conjunções astrais, meu querido amigo Eduardo, do nosso conhecido Varal de Idéias  esteve no meu ateliê. E, muitas conversas espalhada por esta tarde
onde as horas foram poucas para falar de blogs, trocar presentes,
e ainda ser homenageada com uma curiosa tela de sua autoria, um tríptico ( confira as imagens no blog)
em homenagem a Francis Bacon, que estará diante dos meus olhos
para ser admirado. Foi uma tarde maravilhosa.
E assim, a blogsfera proporcionando essa troca virtual
que se tornou real, afetiva, e rica na consciência de troca.
Postado 26/11/09 por jugioli
A segunda imagem , é de minha autoria, as outras da Ju Gioli

Henri de Toulouse-Lautrec


Qual dessas duas imagens foram feitas primeiro?

DEGAS


Os artistas e suas modêlos


Infelizmente a fonte não da mais detalhes!

Design Observer


VARAL DO DIA


  Um varal na Bahia de Guanabara



Oi Edu, pra variar, você está sempre em nossos corações, como consegue isso ?
Passeando por Niterói, tive a sorte de avistar um barquinho charmoso navegando na bahia, pronto, ele é seu. rs

Bjão
Giselle Martins

SÉRIE CADEIRAS


Photo by Hubertus Hamm

FOTO DO PERFIL

26.11.09

BULIMIA SEXUAL, ( Tríptico ) Homenagem a Francis Bacon





"BULIMIA SEXUAL", Tríptico, óleo s/ três telas de 30X40 cm, 2004, PIACABA
Homenagem a Francis Bacon - Datado e assinado no verso.

Henri de Toulouse-Lautrec


Qual dessas duas imagens foram feitas primeiro?

COMENTÁRIOS QUE SÃO POSTS

Assunto: 
 Gincana




Jorge
resposta que dei à seu comentário na postagem do Edu , da Gincana :

" Jorge

Não se preocupe com o visual, o Ao Mirante Nelson, na nossa modesta opinião tem o melhor, mais delirante, mais cáustico e mais engraçado texto de todos os blogs que já conheçi. O Nelson Moraes é simplesmente brilhante .
Finésima dica do Edu, mas é para paladares mais refinados. "

O gajo é muuuuuutíssimo bom .
 abraços
 Peri S.C.
**********************************************************

Lina Faria said...
Eduardo, Vamos ficar aqui num ping-pong. Desculpe, Jorge. Você provocou o assunto. Voltei pra chamar a atenção para o Varal. O Varal, ao meu ver, é um revista eletrônica, com secções fixas e que funciona muito bem. Não precisa ser diferente. É o polo de um grupo que se sabe e, automaticamente, quer-se ter noticias. Tuas dedicação e informação pinçam coisas maravilhosas que queremos conhecer ou relembrar. As pessoas, eu faço isso, querem saber o que outros pensam. Teu blog é ótimo! O do Jorge, outro estilo, é de drops. Fragmentos da História que nos deliciam com seu senso de humor. Pronto. A crise é da net, não dos blogs. hehehe
A respeito da postagem, e comentários no EXPRESSO DA LINHA, que foram por sua importância e pertinência, postados também no blog: COMENTÁRIOS QUE SÃO POSTS

SÉRIE CADEIRAS


ffffound

VARAL DO DIA


FOTO DO PERFIL

25.11.09

Henri de Toulouse-Lautrec


Qual das duas imagens foram feitas primeiro?

ANDRE CAILLET Gala wearing the shoe-hat


ANDRE CAILLET Gala wearing the shoe-hat by Sghaparelli

Um texto de JORGE PINHEIRO

REDES SOCIAIS

As redes sociais, desde velho hi5 e Menseger, aos recentes Facebook e Twitter, estão a tomar conta do relacionamento interpessoal. A comunicação tornada obrigatória pelos divinos operadoras do moche, em cifra de sms. Em breve estaremos todos ligados em rede atirando mensagens ao espectro rádio eléctrico na busca de interacção. Uma interacção que virá de qualquer lado. Não importa de quem. Pelo menos estamos entretidos naquele fugaz momento de relacionamento impessoal. Temos muitos “amigos” desconhecidos. Sabemos todos onde estamos, onde fomos, as fotografias que partilhamos. Podemos dizer as mesmas alarvidades em conjunto. Podemos rir das mesmas estafadas anedotas. Dizemos banalidades sem ofender. A verdade é que estamos sozinhos, mas acompanhados. Isolados, mas integrados. Somos parte da mesma rede. Da mesma ilusão social.
Sempre tive um complexo negativo relativamente a este tipo de comunicação. Para mim o relacionamento pessoal continua a ser pessoal e intransmissível. Os amigos são os Amigos e falam. Telefonam. Jantam. Fazem confidências. Estão aqui uns para os outros. Estimam-se e respeitam-se. Nas redes sociais saímos e entramos. Dizemos umas piadolas. Ficamos pelo estritamente necessário. Não nos expomos. Não nos agredimos. Não precisamos de gerir os egos mais do que o tempo necessário de um clique.
A net pode ter um efeito perverso: o de criar mais isolamento, dando a ilusão de estar a criar maior ligação interpessoal. Dizemos coisas na net que, provavelmente, nunca diríamos de viva voz. Porquê? Porque o interlocutor é mediado. Muitas vezes nem o conhecemos. O relacionamento virtual oprime o real e, salvo para intenções muito específicas, prejudica a sã convivência.
A viciação na net tem de começar a ser combatida ou a virtualização da amizade determinará que o isolamento seja cada vez mais real.

VARAL do DIA


Oi Eduardo!
Eduardo e Célia, ele meu sobrinho e afilhado estão morando em Milão. Aos finais de semana saem para conhecer sempre um novo lugar. Desta vez foram até Cinqueterre, La Spezia e Monterosso al Mare no Mar Mediterrâneo.
Este varal é de Monterosso al Mare, a foto é de Célia  e o blog é

Abraço
Liz

SÉRIE CADEIRAS


FOTO DO PERFIL


Yara Tupinambá


Uma visão lírica de Minas Gerais. É assim que a artista plástica Yara Tupynambá traduz o envolvimento com seus trabalhos. Cada um deles retrata um pedaço do Estado – seja em uma bandeirinha de São João ou em um grande painel retratando a Inconfidência Mineira. Nessa entrevista ao portal Descubraminas, ela fala de políticas públicas para a arte, novos artistas e lugares para exposições e alfineta: “Aqui, a arte não é feita para a população comum”.

Por Junia Teixeira  junho 2008



DM - A senhora utiliza diversos suportes para arte – tela, madeira, mural e escultura. Existe um preferido? É  a criação que escolhe o suporte ou o artista?

Yara Tupynambá - A tela é, para todo artista, o principal suporte para a realização de obras de arte. Há artistas que trabalham em madeira – o que exige uma certa habilidade, uma camada mais fina de tinta, que demanda maior cuidado e menores possibilidades de correções. Quanto à escolha do suporte, é o artista quem escolhe que suporte que irá utilizar para cada obra.

DM - É quase impossível não falar da senhora e de sua obra e não citar Guignard. Como foi sua relação de aprendizado com este mestre?

YT - Botticelli é uma das referências de Guignard. Deste artista ele aprendeu a superposição de camadas para criar um terceiro tom, dando transparência. Essa foi uma das técnicas que Guignard trouxe para Belo Horizonte e seus alunos, desde Maria Helena Andrés – que é uma artista abstrata, mas usa a transparência – todos nós adquirimos esta “qualidade”.

De outro lado, ele trouxe o desenho declarativo de Fra Angelico, que é a linha em cima da superfície. Chanina e Santa são algumas das alunas que ficaram com esta característica. Eu às vezes também utilizo esta técnica.

A pintura, se eu disser que é apenas técnica, se torna pobre. E não é só isso. A pintura é principalmente espírito, conceito. Guignard nos passou o conceito foi de uma poética com relação à vida, o olhar sobre  Minas. Essa foi a grande herança que ele nos deixou; cada qual em seu caminho, na sua própria maneira de pensar, mas todos com uma visão lírica de Minas.

Hoje, acredito que essa visão lírica já não seria possível. A vida endureceu, complicou, ficou urbana. Então não vejo a possibilidade de um jovem de 25 anos ter uma visão lírica da vida. A minha geração ainda tem, porque fomos acostumados com isso e temos de certa forma, uma vida transcorrida entre plantas, amigos. Mas isso é algo que termina com nossa geração.

O jovem pintor será urbano, com certeza, mas é difícil saber onde ele vai chegar. Nós acompanhamos e vivenciamos as grandes festas populares. Esperávamos todos os anos a festa do Rosário, em torno da igreja, das barraquinhas. E era muito mais que uma admiração, era vivência. Qual é o jovem que acompanha e vive isso hoje em dia?

DM - Seus painéis retratam diversos momentos históricos de Minas Gerais. Em seu site, a senhora chega a chamar Minas de sua “pequena aldeia”. Qual período da história mineira mais te inspira?

YT - Eu posso falar que tenho uma saga em torno de Minas Gerais. Começando pelo desbravamento do rio São Francisco – que foi uma das vias pelas quais Minas se civilizou, com os baianos entrando pelo norte do Estado à procura de terras para os grandes currais e gado, como Montes Claros e Grão Mogol, cidade que foram criadas antes do ciclo do ouro.

Sobre a Inconfidência Mineira - movimento político mais importante que Minas teve – há, na UFMG, meu mural de 40 metros, que ainda considero meu principal mural.

Sobre entradas e bandeiras, com toda a saga dos bandeirantes entrando em Minas. O mural do Tribunal de Contas que é a descoberta da terra até a indústria do ferro. Tenho toda a história do ferro no mural da Açominas. Tenho a história do comércio na Federação do Comércio. Tenho a história da tecelagem no Sindicato de Tecelagem. O ciclo do diamante no Ministério da Fazenda.

São vários ciclos. Meu mais novo trabalho é sobre Santos Dumont – importante figura mineira – e os ciclos geográficos como Serra do Cipó, Vale do Rio Doce, Jambreiro. Eu praticamente rodeei a história de Minas toda, da história à geografia.

Os murais políticos eu considero como os mais interessantes, pois falam da liberdade humana. Vou fazer o da Câmera Municipal que vai focar a luta do homem pela liberdade e, depois, a paz. São duas faces do ser humano com enfoque político. Esses murais correspondem ao conceito do artista mexicano Diego Rivera, quando ele diz  que “o mural é um livro aberto onde lê o povo.” Todo mural tem que ter um significado. Não há sentido em fazer um mural de flores meramente decorativo.

DM - O Instituto Yara Tupynambá trabalha com a formação e qualificação de artesãos. De onde veio a preocupação com o artesanato?

YT - Foi criado em 1987. Sempre achei que muitos têm mais força que um só. Era hora dos artistas se reunirem para expor juntos, o que também facilita pra gente. Congreguei vários artistas e nós começamos a ter trabalhos conjuntos em exposições, edições de álbuns e atividades.

Fui designada gerente cultural do Centro de Artesanato Mineiro. Sempre gostei muito do artesanato mineiro e conheço bastante desse artesanato. Havia um trabalho burocrático, mas também uma preocupação com o artesanato. Percebi que a qualidade era muito ruim. O mercado se abria para a exportação do artesanato e não dava para segurar um centro com uma qualidade ruim.

Buscamos recursos para realizar cursos de artesanato. O primeiro foi direcionado para a tecelagem em Resende Costa. Trabalhamos dando noções de cor, melhoria de gestão. É hoje este é o principal centro de tear mineiro, na minha opinião.

Depois quis melhorar a cerâmica mineira. Posteriormente, já sob a direção do professor Antônio Machado, ofícios de pedreiro, bombeiro, eletricista passaram a ser considerados por serem realizados manualmente de maneira artesanal.

Hoje, o Instituto Yara Tupynambá trabalha na linha artesanal com diversos cursos e com  linha da construção civil de trabalhos manuais. Mais de 4 mil alunos foram beneficiados pelos cursos. No ano de 2007, trinta mulheres que nunca haviam pregado um botão e nem sabiam pegar numa agulha, aprenderam bainha, corte, costura e no final de nove meses elas realizaram um desfile criando moda. E dentro de sua comunidade elas continuam exercendo a profissão. É muito gratificante. Agora, estamos preparando para elas um curso de alta costura.

Não queremos um artesanato repetitivo, mas criativo. Há um artesanato de carregação – chaveiros, bonecas de geladeira, canetinha – que é uma grande produção associada à industrialização com preço baixo. Há o artesanato de tradição, que conservam o passado, como o tear mineiro, o trabalho em estanho de São João del-Rei. A produção e o preço são médios. Um artesanato de todo é a criação, o que é mais difícil. O fio que divide este artesão do artista é finíssimo, pois a diferença está apenas na repetição de determinados trabalhos. Exemplos desse artesanato criativo é Arthur Pereira, Gentio Diniz que são criadores. O preço é alto e a produção é pequena. Estes não precisam de auxilio.

DM - A falta de políticas de incentivo às artes em Belo Horizonte é clara. Ao mesmo tempo, um novo prédio será construído para a Escola de Belas Artes da UFMG, visando atender ao público dessa escola. Se há pouco incentivo, o que é responsável pelo crescimento, ainda que espacial, de um dos principais núcleos de produção de artes em BH?

YT – Fazer arte aqui está cada vez mais complicado. O aprendizado básico não está sendo feito nas escolas de Belas Artes que é, a meu ver, o desenho. Ficou-se muito nas teorias, nos conceitos exóticos, mas na verdade não tenho visto sair gente jovem com muita qualidade. Não há, efetivamente, a relação entre público e artista. Poucas exposições têm caráter didático. O sujeito entra e sai sem perceber nada, apenas fala se é bonito ou feio. Onde estão os grandes colecionadores, as grandes exposições de coleções. Não tem em Belo Horizonte. É raro uma exposição, como a de Petônio Bax, no Palácio das Artes.

Os lugares como o Palácio das Artes tem sido usado apenas como aluguel. Se eu quiser expor pneu é possível. Não há uma programação cultural permanente. Falta apoio  a estas fundações, falta o artista que conhece história da arte profundamente para delimitar esta situação, falta o governo  entender que é preciso verba e gente com qualidade para fazer, pois uma boa exposição tem alto custo, envolve montagem, livro, produção.

As pessoas que dirigem os grandes espaços não percebem que o mundo mudou. Se quiserem fazer uma exposição com quadros originais de Guignard não é possível, pois os colecionadores não emprestam, fica caro. É preciso o processo de reprodução, de plotagem, que se aproxime do real. Exposições didáticas têm que usar os recursos tecnológicos de hoje. A falta de planejamento é outro fator, pois se trabalho com reprodução, esta mesma exposição pode corres dez cidades, pois há espaço para isso e aí o preço cai pois se divide em dez.

A reprodução deve ser uma parceria de secretarias de governos e empresas que investem em cultura e artesanato como Sesc, Senac,  que serão detentores desse material que vai circular. Mas, essencialmente, deve ser uma iniciativa das secretarias de cultura. É preciso pessoas da área e com vontade de fazer acontecer.

DM - Como a senhora avalia os novos espaços que se abrem para as artes, como o Museu Inimá de Paula e o Centro de Arte Contemporânea Inhotim?

YT - Acho ótimo. Hoje um espaço de coleção parada quase não existe mais. É preciso uma idéia de um museu dinâmico. Uma pequena galeria aberta com bom gosto e com gente boa será sempre um estímulo. Não importa se é um espaço maior, como o Museu Inimá de Paula ou um espaço pequeno, como o da Assembléia Legislativa. O Inhotim tem uma proposta muito contemporânea que ainda não definiu no que vai ser. Algumas coisas são interessantes e outras eu acho que não, mas tudo é história e o tempo em que vai selecionar e veremos o que vai ficar como amostragem do tempo que peneira.

DM - A senhora acredita que a arte á para todos?

YT - Ela, no momento, não é. Poderá ser, desde que haja um trabalho didático de profundidade como existe na Europa, onde os grandes museus levam crianças desde os seis anos de idade com professoras especializadas que ensinam, qualquer chofer de táxi tem uma formação  cultural e acesso aos grandes museus.

Aqui, a arte não é feita para a população comum. Não há acesso. Não basta abrir a porta, é preciso uma formação didática. Não adianta ir ao Inhotim se não se tem um conhecimento de história da arte, vai achar a paisagem maravilhosa, mas vai ficar perdido quanto às exposições, vai achar esquisito e fica por isso mesmo, pois a pessoa não tem uma formação básica, que tem que começar nas escolas. Sem essa formação não se faz cultura.

Esse processo didático é uma política cultural. A parte musical da arte tem sido feita, como as bandas das cidades de Minas, mas a parte de artes plásticas não tem sido feita. Talvez por ser mais complexo, pois um quadro não circula mais.

DM - Da nova geração de artistas quais poderia citar como promovedores da essência mineira?

YT - Vou dizer da arte e não apenas de Minas. Leo Brizola é um artista que considero importante. Ele trabalha sobre os mitos e as angústias do homem. Luiz Vieira; Leonora Weissmann, que trabalha sobre o mundo urbano que ela vive; Marcelo Albuquerque, com uma visão muito interessante. Tem gente jovem com bons trabalhos.

Hoje, muita gente começou a pintar sem um preparo, sem passar por escolas ou passando “mal, mal”. Todo mundo se dá ao luxo de pintar. Eu agora vou ser médica sem estudar. Mas é preciso preparo. Esses que citei, jovens na faixa de 30, 35 anos, passaram por escolas e são muito bons artistas

DM - A série Signo de Minas é um exemplo da presença do Estado em suas obras. Cite sete signos que melhor representa Minas Gerais.

YT - O casario das cidades históricas, festas populares – festa do Divino, bandeirinhas de São João, os santos, os oratórios, velhos bules da roça, os dourados das igrejas, os arabescos, as flores do campo, as coisas do artesanato mineiro, da nossa cultura. Esses signos eu procuro incluir em meus trabalhos.
Enviado por Jose Luis Fernandes
Leia mais sobre a pintora AQUI 

24.11.09

Paul Gauguin


Qual das duas imagens foram feitas primeiro?

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

.

Only select images that you have confirmed that you have the license to use.

Falaram do Varal:

"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes

(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)

..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )

Leiam também:

Leiam também:
Click na imagem para conhecer

varal no twitter

Não vá perder sua hora....

Blog não é tudo, tudo é a falta do blog ....
( Peri S.C. adaptando uma frase do Millôr )
" BLOG É A MAIOR DAS VERTIGENS DA SUBJETIVIDADE " - Maria Elisa Guimarães, MEG ( Sub-rosa )