30.4.07

BOCAS DE PEDRAS 2 PARTE

No ano de 2000 fiz com blocos maciços de argila essas BOCAS e NARIZES para demonstrar que se pode deixar de lado os olhos, e não se perde a expressão do rosto. Foram colocadas nesse nicho para serem conservadas uma vez que não são locadas e nem queimadas. Estão no atelier de escultura da PIACABA. Mede 120X80 cm
FORAM POSTADAS NO VARAL DIA 20 de março de 2007. Como foi muito grande a repercussão da postagem e do trabalho, resolvemos tornar público mais umas bocas de nosso arquivo.

Uma das bocas da primeira postagem
Novas bocas
Cheias de expressão
Serenas
Ou pensativas, meditativas
Carnudas

Risonhas
Enigmáticas


Sérias

VARAL SURREAL

VARAL DO DIA Foto : MARIAN BANTJES

JOSÉ MALHOA ( 1855-1933 )

Praia das Maçãs , 1918 - Óleo sobre madeira - 69x87cm - Museu do Chiado (Lisboa)
Outono -1919 - Óleo s/madeira - 46x38cm - Museu do Chiado (Lisboa)
O Fado - 1910 - Óleo s/ tela - 150x183cm - Museu da Cidade (Lisboa)
Os bebados ou Festejando o S. Martinho - 1907 - Óleo s/ tela - 150x200cm -
Museu José Malhôa ( Caldas da Rainha )

Conversa com o vizinho - 1932 - foto: José Pessoa.


Malhoa, de seu verdadeiro nome José Victal Branco Malhoa, nasceu numa família de agricultores, nas Caldas da Rainha. Cedo evidenciou qualidades artísticas; e assim, muito novo, seguiu para Lisboa para aprender o ofício de entalhador na Escola de Belas-Artes. Contudo, por indicação do artista Leandro de Sousa Braga, o irmão inscreve-o na Real Academia de Belas-Artes em Outubro de 1867. Aqui haveria de prosseguir estudos durante 8 anos, obtendo as melhores classificações.
Na Academia, foi aluno do mestre romântico Tomás da Anunciação, que o iniciou na pintura de paisagem – a grande paixão da sua vida –, de Miguel Ângelo Lupi e de José Simões de Almeida, entre outros. Ainda estudante, passava as tardes a desenhar os arredores de Lisboa, sobretudo a Tapada da Ajuda e Campolide. Assim que acaba o curso, decide concorrer a pensionista do Estado com o fim de ir estudar para fora. Mas não é admitido (só realizará a primeira viagem a Paris em 1906). Decide então empregar-se na loja de confecções do irmão, onde ficará três anos.
É desta época a obra Seara Invadida (1881), que envia a uma exposição em Madrid, onde obtém o melhor acolhimento. Entusiasmado, e apesar de ter entretanto casado, Malhoa decide deixar a loja do irmão e consagrar-se inteiramente ao ofício de pintor. Ainda antes de 1885 chegam as primeiras encomendas artísticas: um tecto para o Real Conservatório (A Fama Coroando Euterpe) e outro para o Supremo Tribunal de Justiça (A Lei) são alguns exemplos.
Nesse ano, o pintor Silva Porto regressa a Lisboa, vindo de França, onde fora aluno de Daubigny, e recebe na Academia a cadeira de Pintura de Paisagem, que entretanto tinha vagado. À sua volta, na Cervejaria do Leão, em Lisboa, reúne-se em breve um grupo de artistas dos quais Malhoa faz parte. Esta tertúlia, o Grupo do Leão, que discutia temas relativos à prática artística, influenciou decisivamente a opção de Malhoa pela pintura de ar livre. O Paul da Outra Banda, pintado ainda em 1885, é desta um bom exemplo.
Pouco tempo depois, adquire casa de Verão em Figueiró dos Vinhos. É aqui que descobre os temas populares que sempre o encantarão ao longo da vida. Procissões, cenas campestres, camponesas saudáveis e garridas, animais que pastam, pontuam uma pintura que se vai dedicar a transmitir uma imagem do Portugal sentimental e bucólico que outros tratarão na literatura. Trata-se de pintura naturalista; mas de um naturalismo sem maniqueísmo nem luta de classes, mais próximo de A Cidade e as Serras que de O Germinal – mais próximo do Portugal atrasado desse tempo que da Inglaterra ou da França já industrializadas. Diogo de Macedo, historiador que se debruçou sobre a sua obra, chama-lhe um «historiador da vida rústica de Portugal».

A partir de 1888, Malhoa interessa-se pela pintura de história. Realiza Partida de Vasco da Gama para a Índia, 1.º prémio no Concurso para Quadro Histórico promovido pela Câmara Municipal de Lisboa, e O Último Interrogatório do Marquês de Pombal. Do mesmo ano datam os primeiros dos inúmeros retratos que pintou; o mais célebre, considerado pelo próprio como a sua obra-prima, é o Retrato de D. Laura Sauvinet, que era sua aluna.
Em 1906 já é plenamente reconhecido como um dos mais importantes pintores portugueses do seu tempo. Obras suas são apresentadas na Exposition Universelle de Paris em 1900, pelas quais recebe a medalha de prata Grupo II – Classe VII. Esta foi aliás apenas uma de muitas distinções com que, durante toda a vida, a sua obra foi agraciada. Neste sentido, outras datas importantes são 1901, ano em que é fundada a Sociedade Nacional de Belas-Artes, da qual Malhoa é nomeado sócio honorário, e 1928, quando é aceite como membro da Academia Nacional de Belas-Artes.
Em 1906, o pintor realiza uma viagem ao Brasil, a convite do Real Gabinete Português de Leitura. Aqui deixará uma das suas obras mais importantes, Clara (hoje no Museu do Chiado, em Lisboa), retrato de uma das pupilas do Senhor Reitor de Júlio Dinis, e, decerto, síntese de toda a obra do pintor. Clara é aqui uma rapariga minhota cheia de saúde e vida, alegre e jovem, inserida em paisagem seareira de igual vigor. A partir desta data, contudo, a pintura de Malhoa vai progressivamente escurecer, e o pintor vai optar, pontualmente, por temas mais dramáticos. Festejando o S. Martinho (ou Os Bêbedos), de 1909, e Fado, do ano seguinte, são alguns exemplos deste facto.
Malhoa, que apenas tem a sua primeira exposição retrospectiva em 1928, continuará a pintar incansavelmente até à data da sua morte. Mantendo-se alheio às questões que agitam o mundo artístico durante as duas primeiras décadas do século, simboliza ainda hoje uma qualidade certa, sem inquietações, universalmente aceite. As cerca de 2000 obras de desenho e pintura que deixou, entre paisagens, retratos, pinturas de história, cenas religiosas e cenas de género, testemunham a sua extraordinária versatilidade. Mas, ao mesmo tempo, são as testemunhas de um mundo que, à data da sua morte, já tinha terminado – e artistas mais novos não deixaram de o notar, opondo-se com vigor ao «estilo Malhoa». Em 1933, ainda em vida do pintor, é criado o Museu José Malhoa nas Caldas da Rainha.
Fonte: Luísa Soares de Oliveira, In ArtLink.
Esta postagem é dedicada ao amigo Ruben Valle Santos do blog SÍTIO DO RUVASA 2 a quem agradecemos a enestimável colaboração .

MUSEU ANDY WARLHOL

Foto: HUMO POR ARTE. El museo Andy Warhol ha dado a la ciudad natal del artista, Pittsburg, un brillo artístico y vanguardista que contrarresta su habitual imagen de urbe industrial y llena de humo. - AP -

29.4.07

QUEM SABE COM QUANTOS PAUS SE FAZ UMA CANOA ?

Neste caso, com um troco só de madeira.
Em pleno século 21 aqui em IBIRAQUERA, Santa Catarina, ainda se faz uma canoa como os índios, primeiros habitantes da terra. Isso há 507 anos da descoberta.
Um único toro é lavrada à machado e formão. A canoa pronta será usada na LAGOA para a pesca de camarão.
Em pouco tempo a madeira bruta vira uma canoa. Esta região é uma das maiores
produtoras de camarão do estado.
E o animal pensa que será um cocho para ração. Esta enganado. Fotos:E.P.L

VARAL NO HAITI

Foto enviada pela nossa amiga SONIA MASCARO para o VARAL DO DIA . Mission Haiti

OSSOS DE BALEIA

Na calçada de uma rua de GAROPABA, em frente ao mar, repousa sem sofisticação uma grande vértebra de BALEIA. Mede mais de metro de largura.
Uma escultura ao ar livre.
Há meses atrás postamos uma matéria feita no MESEU DA BALEIA de Imbituba, onde não há um osso sequer deste mamífero de que trata o Museu. Aqui em GAROPABA, sem nenhuma ostentação um lindo osso da baleia.Ao fundo a Ilha do Coral.
Logo em frete, outra COSTELA da BALEIA enfeita um bar.Uma verdadeira escultura natural. Por que o Museu da Baleia de Imbituba não tem uma ossada completa, ou no mínimo um ossinho, para dar ao visitante, uma idéia do tamanho do mamífero? A única explicação é que Imbituba não é GAROPABA! Infelizmente.

VISITAS AOS ATELIERS DOS ARTISTAS

Programa para sábado e domingo, visitar os ateliers dos artistas, e conhece-los pessoalmente em seus ambientes de trabalho, e suas obras num lugar informal e agradavel de se visitar. Uma iniciativa a ser copiada por esse mundo a fora! Essa foi a postagem de Maia Augusta do blog LE JARDIN ÉPHÉMÈRE que convido visitarem, e tomar contato com o texto original da postagem.

28.4.07

Desenho 1991

Dois retratos do meu filho Guilherme em 1991, com caneta a tinta.

ANTIGOS VARAIS

VARAL DO DIA -Beijinhos na lavanderia.

ARTHUR BISPO DO ROSÁRIO by Gabeira

ACHA-SE DE TUDO NUMA PRAIA de COBRA a CENOURA

COBRINHA D´ÁGUA
FAZENDO LINDOS DESENHOS
PÉS DE PATO [esse jé é o segundo] O primeiro virou instalação.
Uma cartela fechada de PARENZYME ANALGÉSICO
Uma cenoura com algas...ou eu é que estou vendo algo?
Fotos: E.P.L. 22/03/2007 DIA MUNDIAL DAS ÁGUAS

FLAMINIO JALLAGEAS - ALINHAVADO

COSTURA NAS ALTURAS . O artista brasileiro Flaminio Jallageas mostra sua última obra chamada Alimhavado numa exposição na Argentina. - REUTERS -

MURAL NA PISCINA DA CASA

Mural na residencia da familia Peizer, medindo 10´X 60´, pintado sobre paredede concreto preparado, com tinta acrílica. Veja mais aqui.

27.4.07

SÉRIE PAISAGEM 1998

Meu sonho de um dia morar perto do MAR só se realizou em 2000.
Tela da SÉRIE PAISAGEM 1998 medindo-120X100 cm -

MARCELLO e SOPHIA no VARAL

Varal do dia e a Sétima Arte:
Houve VARAL mais solitário e desesperado que o terraço onde a Sofia Loren e o Marcello Mastroianni estenderam roupa em 'Una giornata particolare' de Ettore Scola?1977.

COLEÇÃO PIACABA

  Xilo-Gravura - Série CIDADE 6 - datada 1999 medindo 15X21 cm
  Xilo-Gravura - Série CIDADE 2 - datada 1999 medindo 15X21 cm Xilo-Gravura - Série CIDADE 3 - datada 1999 medindo 15X21 cm
Xilo-Gravura -Série CIDADE 4 - datada 1999 medindo 15X21 cm

PIACABA com 4 gravuras a procura do seu autor.

NIÁGARA NA PAREDE

Neste Shopping Center resolveu -se colocar a pintura da NIÁGARA ,
com 28X141 , em tinta acrílica

E ficou assim. Veja mais fotos aqui.

26.4.07

O MORANGO NA MODA - TULUOLGRAFIA

O Morango na Moda -Tuluolgrafia e carvão - 1972/74 -

VARAL DO DIA - Nua na janela.

Eugenio+Eugenio . Fonte : aqui.

CAMILLE CLAUDEL em FLORIANÓPOLIS

Camille Claudel- 1864-1943
FLORIANÓPOLIS de 24 de ABRIL a 30 de MAIO estará expondo trabalhos vindos da França, de museus e coleções particulares ,no MUSEU DE ARTE DE SANTA CATARINA (MASC)
Poderão ser vistas 16 esculturas de CAMILLE e 3 de RODIN

BREVE BIOGRAFIA
Fascinada com pedra e terra desde criança, como mulher ainda jovem estudou no Académie Colarossi com o escultor Alfred Boucher. (Naquele tempo, as mulheres barradas na Beaux-Artes do DES de École de se registravam para estudar .)
Em 1882, Claudel alugou uma oficina com outras mulheres novas, na maior parte ingleses, incluindo Jessie Lipscomb. Em 1883, encontrou-se com Auguste Rodin, que ensinou o escultura a Claudel e a seus amigos.
Ao redor 1884, começou trabalhar na oficina de Rodin. Claudel assentou bem em sua fonte da inspiração, em seu modelo, em seu confidente e amante. Nunca viveu com Rodin, que era relutante terminar um seu relacionamento de 20 anos com Rosa Beuret. Embora grávido, Claudel nunca teve crianças com Rodin; perdeu a criança em um acidente , que a colocou em uma profunda depressão. O conhecimento do caso agitou sua família, especialmente sua mãe, que nunca concordou completamente com a participação de Claudel nas artes. Consequentemente, saiu da casa da família.
Em 1892, talvez após um aborto não desejado, Claudel terminou o namoro e intimidades de seu relacionamento com Rodin, embora vissem um ao outro regularmente até 1898.
Começando em 1903, exibiu trabalhos nos franceses do DES Artistes do Salon ou no d'Automne do Salon. Seria um erro para supor que a reputação de Claudel sobreviveu simplesmente por causa de sua associação notória com Rodin. Era de fato uma escultora brilhante em sua própria direita, e o Octave famoso Mirbeau do crítico da arte escreveu sobre ela como “uma revolta de encontro à natureza: um gênio de mulher”. Seu trabalho mais desenvolvido é similar ao de Rodin no espírito, mas mostra uma imaginação e um lirismo completamente seus ,particularmente no Waltz de bronze famoso (1893). A idade de Maturidade (1900) é uma alegoria poderoso de sua ruptura com Rodin, Seus onyx e onda small-scale de bronze (1897) eram uma ruptura consciente no estilo do seu período com Rodin, com uma qualidade decorativa completamente diferente do sentimento heróico de seu trabalho mais maduro. Nos anos adiantados do 20o século, Claudel teve empresários, negociantes, e o sucesso comercial não teve nenhuma necessidade do pretígio de Rodin
De 1905 teve um surto de destempero mental. Destruiu muitas de suas estátuas, desapareceu por períodos de tempo longos e agiu de forma paranóica. Acusa Rodin de roubar suas idéias e de conduzir a uma conspiração para matá-la. Após o casamento de seu irmão (quem a suportou até então) em 1906 e seu retorno a China depois que uma estada na França, ela viveu reclusa em seu atelier de esculturas.
Seu pai que aprovou sua escolha, na carreira de artista, tentou ajudar, mantendo-a financeiramente. Quando morreu em 2 de marçode 1913, Claudel não foi informada de sua morte. Março em 10, 1913 na iniciativa de seu irmão, foi admitida ao hospital psychiatric de Ville-Évrard em Neuilly-sur-Marne. O formuláriodizia que tinha sido internada “voluntariamente”, embora sua admissão fosse assinada por um doutor e por seu irmão. Alguns historiadores especulam que seu irmão, também um artista, fez a internação para isolar a irmã, devido sua força na arte. Há uns registros para mostrar que quando teve os distúrbios mentais , era completamente lúcida nos seus trabalhos com a arte. Os doutores tentaram convencer a família que não necessitava continuar internada na instituição, mas assim mesmo ,a mantiveram internada, sem visitas de seu irmão ou mãe.
Camille Claudel morreu em 19 de outubro de 1943, tendo vivido 30 anos no asilo em Montfavet (conhecido então como o Asile de Montdevergues, agora o hospital psiquiátrico moderno Centro Hospitalier de Montfavet) em total e brutal isolamento. Sua mãe morre em 20 de junho de 1929. Algumas biografias dão sua morte como tendo sido em 1920. Seu corpo foi enterrado no cemitério de Monfavet.
Embora tenha destruído muitos de seus trabalhos de arte, aproximadamente 90 estátuas, esboços e desenhos sobreviveram.
Em 1951, seu irmão organizou uma exposição no Museu Rodin, que continua a expor suas esculturas. . Uma grande exibição de seus trabalhos foi organizado em 1984.
Em 2005 uma outra grande exposição dos trabalhos de Rodin e de Claudel foi exibida na cidade de Quebeque, no Canadá e no Detroit, Michigan, EUA.
Com a publicação de diversas biografias nos 1980s ganhou o reconhecimento de sua arte.

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