12.2.07

URINA DE DINOSSAURO


Urina de dinossauro quase vira calçada em SP
Cláudio DiasDireto de Araraquara
Os dinossauros urinavam? A pergunta parece simples e certamente geraria uma resposta rápida da maioria das pessoas: é claro. Mas, até 2003, não existia nenhuma prova científica que justificasse tal afirmação. Não exista, pois, o paleontólogo e professor Marcelo Adorna Fernandes, do Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e sua equipe descobriram, em Araraquara, no interior de São Paulo, uma amostra batizada de Urólito, dos radicais gregos (Uro - urina e Lithos pedra), ou urina de pedra.

A prova de valor inestimável para o mundo científico foi encontrada durante a retirada de placas de arenito da pedreira São Bento, em Araraquara. A descoberta ocorreu quando o pesquisador fazia um trabalho no local buscando icnofósseis - pegadas e vestígios de seres pré-históricos deixados em rochas fossilizadas. As camadas sobrepostas de arenito - que mantém os icnofósseis - eram retiradas na utilização de placas em calçadas em uma cidade vizinha.
Para Fernandes, a região de Araraquara era habitada por um dinossauro conhecido como Ornitópodo, batizado de pés de aves. Acreditava-se que o animal medisse até cinco metros de comprimento com cerca de três metros de altura. "Achamos que esse Ornitópodo foi que deu origem ao urólito", diz o paleontólogo. A pesquisa sobre a urina do dinossauro foi acompanhada pela bióloga Luciana Fernandes, da UFSCar, e pelo geólogo Paulo Roberto Souto, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
A prova da urina trata-se de duas estruturas, cada um com 34 centímetros de comprimento - com pequenas crateras elípticas de escavação - provocas pelo impacto de liquido em queda, com sedimentos depositados pela ação da gravidade em um plano inclinado. Para o pesquisador, não há como confundi-las com pegadas que tem como marca uma elevação semelhante a meia-lua nas bordas. Além disso, o material pode ter sido conservado porque os dinossauros Ornitópodes (herbívoros bípedes) e terópodes (carnívoros) caminhavam pelas dunas do paleodeserto compactando a areia.
O teste feito com a areia da própria pedreira mostra claramente que a marca encontrada é um liquido. Mas como provar que esse liquido era uma urina? Para Fernandes é muito simples. A chuva não acumulava em um ponto único dessa maneira na areia e, naquela época, não existiam árvores com folhas capazes de reter a água da chuva possibilitando essa queda brusca ao chão. "Estudos referentes à 'palcofauna' da região atestam a presença de pequenos mamíferos e de dinossauros. Assim, o urólito só poderia ter sido provocado por animais de médio ou grande porte como os dinossauros".
Antes, os paleontólogos acreditavam que os dinossauros excretassem em forma sólida. Agora, existe prova de que eles urinavam liquido. Segundo o paleontólogo, biologicamente também já fora comprovado que alguns dinossauros evoluíram para as aves. "Se os compararmos com um avestruz, que é uma ave e urina, o processo faz sentido. É que o avestruz tem uma espécie de bexiga que armazena uma estrutura para absorção de líquido. Quando tem abundancia de água ele elimina esse excesso em forma de urina. Pode ser que esses dinossauros, em um ambiente desértico, poderiam ter a mesma capacidade".
A peça estava depositada na casa do professor e deve fazer parte de um museu a ser criado na região. Pesquisadores de países da América do Sul, Europa, Oceania, Ásia e Estados Unidos ainda procuram informações sobre a pesquisa atestada pela Revista Brasileira de Paleontologia.
A região de Araraquara fez parte do maior deserto de areia da história geológica do Planeta. No final do período jurássico e início do cretáceo, há aproximadamente 140 milhões de anos, a região que vai do Sul de Minas Gerais até o Uruguai foi uma zona desértica de 1,5 milhão de quilômetros quadrados.Essa região era povoada por vertebrados e invertebrados, cujos rastros são pesquisados pela equipe do paleontólogo Marcelo Fernandes.

6 comentários:

claudio disse...

estou curioso é em saber como o dino fazia para chacoalhar, ou o último pingo já ficava na cueca desde os primórdios?

isso pode explicar nosso atavismo masculino quando se trata de tirar água do joelho...

GUGA ALAYON disse...

Interessante.
Gosto muito de trabalhar com arenito, vou prestar mais atenção pra não pisar no mijo.
ahahah abraços

Eduardo disse...

Guga, xixi de dinossauro é afrodisíaco, cara !

Eduardo disse...

Claudio, nos primórdios eles usavam fraldas....

Anônimo disse...

Fala a serio esse dino tinha uma pontaria fantastica

Abraços chicoelho

Eduardo disse...

Chico, que bom ve-lo por aqui. Só uma história dessas para fazer voce deixar um comentario. Obrigado pela visita, e forte abraço.

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