22.2.17

Alvaro Abreu no VARAL

Alvaro em Corumbau, na foto de Carol Abreu

Crônica diária

Escrever é mais destruir do que criar

O escritor norueguês Karl Ove Knausgard em a "Morte do Pai", seu primeiro livro, dos seis volumes com mais de 3 mil páginas denominados "Minha Luta", definiu literatura de maneira exemplar. Segundo ele o pré-requisito da literatura é que tudo deve se sujeitar à forma. Se o estilo, a trama, o tema, ou qualquer outro elemento literário for mais forte que a forma, o resultado será insatisfatório. Essa é a razão por que autores com estilo forte costumam escrever livros ruins. E também por que autores com temas fortes costumam escrever livros ruins. A força do tema e do estilo deve ser destruída para que possa surgir a literatura. É a essa destruição que chamamos "escrever". "Escrever é mais destruir do que criar"

Comentários que valem um post



Selena Sartorelo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Brincando no VARAL":

Olá meus amigos,

Ontem quando a Li disse que tinha me visto aqui fiquei surpresa e quando vi, muito feliz. Saudades seu João um beijos pro senhor tambéms, Jorge...obrigada Gaspar, triste não sei se era esse o sentimento, mas certamente é essa a aparência..Li e a Fátima nos vemos sempre rsrs Obrigada Eduardo ...a razão e as histórias dessas fotos são ótimas.

Postado por Selena Sartorelo no blog . em segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017 19:21:00 BRT 

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21.2.17

Brincando no VARAL

João Menéres

Crônica diária





A famosa garrafa Contour

O sucesso da Coca-Cola inicialmente comercializada em copos, depois em garrafas com rolha e etiqueta de papel, aguçou a concorrência. Foram obrigados a incentivar os consumidores a não aceitarem imitações. Foi a primeira razáo para criarem uma garrafa própria. Em 1916, a Root Glass Company, uma empresa do estado de Indiana, iniciou a fabricação da famosa garrafa “Contour”. O consumidor poderia identificar mesmo no escuro ou de olhos vendados, devido à sua forma. E devido às suas curvas foi apelidada de “Mae West”, famosa atriz de cinema, conhecida na época por sua sensualidade e curvas insinuantes. A partir de então, a garrafa foi reverenciada por designers em todo mundo. O desenho curvilíneo dessa garrafa foi baseado em um conceito original sugerido por dois sopradores de vidro, o sueco Alexander Samuelson e Earl R. Dean, funcionários da empresa Root Glass Company, inspirado em um desenho de uma semente de cacau, de forma convoluta e marcada por sulcos que correm verticalmente por toda a casca.  Em 1950 a garrafa transformou-se em celebridade sendo o primeiro produto a aparecer na capa da prestigiosa revista TIME. Entre 1951 e 1960, a garrafa passou a ser protegida pela Lei de Direitos Comuns como um símbolo de identificação da Coca-Cola. Ainda em 1960, o U.S. Patent and Trademark Office concedeu à garrafa o status legal de Marca Registrada, uma honra conferida a poucas embalagens na história. A garrafa Contour, reverenciada através da pop arte em obras de Andy Warhol e Keith Haring, ganhou ares de modernidade e apareceu em nova versão, diretamente moldada no alumínio, sem recortes ou remendos, que ficou conhecida como “M5” (Magnificent 5). Como curiosidade você sabia que em  1985 a COCA-COLA se tornou o primeiro refrigerante consumido no espaço, quando os astronautas da estação espacial Challenger beberam o produto? E que em 1998, um estudo realizado no Reino Unido revelou que as pessoas confiavam mais na marca Coca-Cola do que na Família Real? E que eu prefiro o Guaraná da Antártica?  

20.2.17

Brincando no VARAL


Maria Tomaselli

Crônica diária

 História da onda da Coca-Cola

Todo publicitário ou pessoas ligadas aos fabricantes conhecem essa história. Quase todo mundo sabe que foi John S. Pemberton (1886) quem criou o xarope, cujo amigo e contabilista Frank M. Robinson sugeriu que o nome fosse com os dois "C"s em maiúscula para sobressaírem na publicidade. Criada a marca usando tipos Spencerian tornou-se a mais conhecida do mundo. Uma grande modificação a marca sofreu entre 1890 e 1891 quando usaram letras ligeiramente góticas e cheias de arabescos. Mas logo voltaram à antiga. Em 1950 a cor vermelha foi definitivamente incorporada à marca. Mas foi só em 1969 que passaram a usar a "ola", "wave" ou "onda" sob o nome Coca-Cola. A ideia inicial era revolucionária e ambiciosa. Com o passar dos anos eles iriam paulatinamente sendo usadas nos caminhões distribuidores, outdoors, geladeiras, e retiradas as letras da marca, que seria reconhecida no mundo todo, em todas as línguas, pela cor vermelha com a onda branca. Na época, quando eu soube dessa história, me pareceu genial. E fui acompanhando as pequenas mudanças. Em 2003 e 2007 fizeram novas pequenas modificações, voltando tudo ao normal, Coca-Cola com a já tradicional onda, até que em 2017 acabaram com ela, nas latas e garrafas atuais. Agora um disco vermelho unifica os vários produtos da "marca única". Houve uma radical mudança dos planos. Ao invés de acabarem com as letras, acabaram com a onda. O que resiste até hoje é a silhueta da famosa garrafa Contour. Sobre a história dessa garrafa correm várias lendas, e tratarei delas amanhã.

19.2.17

Brincando no VARAL

Selena Sartorelo

Crônica diária

Ciranda familiar

Cesar Maia foi o Prefeito Rio de Janeiro que mais tempo permaneceu no cargo. Tem um filho Rodrigo Maia que é Presidente da Câmara dos Deputados, que por sua vez tem um sogro que é o  ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco.Estes dois últimos citados nas delações premiadas e investigados pela Operação Lava Jato. Mas tem a família Sarney com filha e filho políticos. Os Lobão pai e filho, ambos investigados. Bolsonaro com dois filhos deputados. Jader Barbalho e um filho político. Só para citar uns poucos. Onde esta a renovação na política? Fazer da política negócio de família pode ser desastroso para a Democracia. Política deveria ser ou por vocação ou mérito. Nunca como o negócio familiar. 

18.2.17

Brincando no VARAL

Mariana Vargas

Crônica diária

 Corrupção na Itália

Tenho um amigo alemão que vive em Frankfurt e que já morou na Itália. Hoje só passa férias na península.  Por que? Perguntei. E ele foi bem objetivo como são, em geral, os alemães. "Porque a Itália é um país muito corrupto. Não dá para trabalhar com gente corrupta." Só para lembrar a "Operação Mãos Limpas" na Itália é que inspirou a nossa "Lava Jato". Ela, na Itália, estava focada nos políticos e partidos. A nossa é bem mais ampla. Porém, o que não nos anima é saber que a bonita e jovem, de 37 anos, prefeita de Roma, Virgínia Raggi, recém eleita com um discurso anticorrupção, esta respondendo na justiça exatamente por corrupção praticada por um irmão de um ex assessor. Assim não dá. Corrupção é um problema cultural antes de ser econômico e educacional. Vamos ver se o brasileiro não resolve trilhar pelo mesmo caminho. Ou já é tarde...

17.2.17

Brincadeiras no VARAL

Maria de Fátima Santos no VARAL

Crônica diária

O prazer da nova comida

São Paulo e especialmente o Itaim é pleno de bons restaurantes. Eles não costumam durar muito. Mas abrem novos numa velocidade maior do que os que fecham. Há dois meses na Rua Manuel Guedes, 160 esta funcionando o MOMA, que é a abreviação de Modern Mamma Osteria. Um sucesso. Lotado no almoço e no jantar. Noventa e poucos lugares. Polenta e Nhoque e outras iguarias da cozinha italiana, e mediterrânea, com uma qualidade, serviço e preço perfeitos. Cardápio enxuto, boa carta de vinhos, nada de couvert fazem com que você fique na dúvida no que comer. E depois de uma salada, que se chama Mix de folhas, com queijo de cabra, nacos de laranja e nozes carameladas, e um prato principal, sobremesa e café, fica a certeza de que você terá de voltar umas outras tantas vezes para conferir as  massas, peixes e carnes, de aparência deliciosa, que passaram a caminho de outras mesas.

16.2.17

Lembranças de 5 anos atrás

No FB e aqui no VARAL

Crônica diária


A palavra do ano já esta eleita

EMPODERAMENTO. Como sabem todos os anos surgem palavras que como peste, como um vírus, toma conta dos textos escritos ou falados na mídia. Dela para as redes sociais. E o mundo se contamina. Não há vacina que imunize o leitor, ou o locutor de rádio e TV. Todos são aos poucos vítimas dessa palavra. O ano de 2016 a palavra foi PÓS-VERDADE. No inglês post-truth, foi eleita a palavra do ano pelo Oxford Dictionary. Segundo o próprio dicionário o verbete significa "relativo a, ou que denota circunstâncias nas quais fatos objetivos são menos influenciadores na formação da opinião pública do que apelos à emoção ou à crença pessoal." Em outras palavras: é quando a versão ou boato é mais importante que o fato. É quando a mentira vence a verdade. A campanha e vitória do Trump, e o referendo do Brexit foram determinantes para essa consagração. O ano de 2017 mal começou e a palavra "empoderamento" já sai na frente como franca favorita  aqui no Brasil. Se você procurar no Dicionário Michaelis vai encontrar o seguinte: "empandeiramento, embandeiramento, e empanturramento", mas nada sobre empoderamento. Já no Aurélio trás o seguinte: "Ato ou efeito de empoderar ou empoderar-se." Fica claro que essa palavra veio do ato de dotar "poder" a alguém ou alguma causa. Temos lido e ouvido o termo ligado ao feminismo e racismo. O empoderamento feminino e o ativismo pela igualdade racial. Como esses dois assuntos prometem só aumentar, a eleição de "empoderamento" como palavra de 2017 esta garantida.

15.2.17

Dois aniversários

 A família reunida
 Fernando de olho na Lara, fantasiada de mulher maravilha
 A velinha ficou por conta da alegre Lara
E no "bolo" da vovó Paulinha, quem soprou foi o Luiz. Soprou e comeu tudo...

Paulinha dia 6 e Fernando Almeida dia 11. Comemoramos os dois num único jantar em família. Era para ser o MOMA (Modern Mamma Osteria), mas não havia mais lugar as sete da noite. São Paulo é assim, entrou na moda, esquece. Vai ter fila. Atravessamos a rua e fomos jantar no DUI CUOCHI. Bom também. São Paulo é assim.

Crônica diária

Mais uma piada pronta

 Eu estava postando minha crônica sobre escritores prolixos, livros longos, e minha aversão pela verborragia usada pelos advogados quando leio os comentários que transcrevo abaixo. Minha crônica tinha por título "Curto e bom nº2". Não darei os nomes por razões óbvias. Mas acreditem, é absoluta verdade.
AW- CV, o estribo de sua pena (rectius teclado) não fica longe do talento....
AW - Esse corretor substituiu estro por estribo. Pode isso?
CV - hahaha, aw (no minutivo, demonstrando intimidade e carinho) não fez diferença a troca, pois não sei o que é estribo nem estro. Mas à primeira vista li "o estribo de sua perna"...aí fiquei intrigada.
AW - Desculpe meu "latinório", CV, porque é vezo de advogado velho. Esclareço,
  pois, que rectius significa, mais ou menos:"ou seja" e "quer dizer". No texto, estro (substituiu pena, caneta no sentido poético de estravasar inspiração). Assim estaria no lugar de teclado. Certo?"

14.2.17

Já fui pintor um dia

Agora escrevo. Mas durante 50 anos pintei. Nada mais justo do que devezemquando encontre pela internet fotos de telas minhas. Me dá grande prazer, evidentemente. Essa tela de 1,20 X 1,20 m é do casal Chantal e Marcelo Aranha. É uma cena de Vento na Taboa. Hoje em seu apartamento no Guarujá, SP.

Crônica diária

"A marcha fúnebre pelos campos de alho"

"O Pai Morto" de Donald Barthelme é um verdadeiro carnaval literário em que vale quase tudo. Fábulas de moral duvidosa, diálogos íntimos improváveis, definições enciclopédicas, reflexões metafísicas, aventuras sexuais, detalhes orgânicos (tamanho da língua) das girafas, e por aí a fora. Tudo dito sem nenhuma ordem com o objetivo de divertir o leitor, contrariando todas as normas e conceitos até então estabelecidos (1975) numa liberdade artística completa. O autor, revelado nos anos 1960 nas páginas da revista The New Yorker, escreveu livros de ensaios, contos e romances. A subversão e irreverência de sua narrativa influenciou inúmeros autores e sua obra é considerada um dos grandes momentos de renovação da literatura do século XX. Logo nas primeiras páginas da leitura de "O Pai Morto" lembrei do estilo do Olivier Perroy e lhe escrevi perguntando se conhecia Barthelme. Até agora não obtive resposta, mas aposto que ele o conhece desde 60.

13.2.17

Blog do Chapa

Ando com saudade do meu blog CHAPA

O QUE É CHAPA

Você já deve ter visto nas margens das estradas e rodovias brasileiras, umas pessoas "acampadas" , próximo da entrada das cidades. Geralmente, se identificam, como CHAPA.
São os GUIAS para motoristas, no perímetro urbano, e ajudam nas cargas e descargas do material transportado.

Há muitos anos acalento a idéia de publicar um LIVRO com fotos dos CHAPAS DO BRASIL.
Enquanto esse sonho não se realiza, vou postar, aqui as fotos do futuro LIVRO.

Crônica diária

Demonstração de autoridade

Sei que muito antes o pais já padecia desse mal, e muito se escreveu sobre isso. Mas em 1958, portanto cinquenta e nove anos atrás, o genial Rubem Braga, mais uma vez ele, escreveu: "O falso sentimento de dignidade funcional, de "importância" do servidor público brasileiro é um dos aspectos mais antipáticos de nossa vida cotidiana. Ele nunca se sente, na realidade um servidor; ele só se sente "autoridade" -- e como tal não se julga obrigado a  dar satisfação a ninguém. " E termina a crônica dizendo: "O homem do povo não tolera desprezo, a superioridade, a empáfia dos funcionários pagos para servi-lo." Tudo continua do mesmo tamanho e forma. Talvez até pior, porque o povo anda, ainda menos indignado, e mais servil. 

12.2.17

Camel

NOVA YORK, TIMES SQUARE, 1943
(foto de autor desconhecido)
Enviada por José Luiz Fernandes

Crônica diária

Bizarro país

Foi o senador Ronaldo Caiado, quem escreveu recentemente sobre a bizarrice dos brasileiros que "amam um emprego, mas odeiam quem os cria". É verdade, o empregador no Brasil é considerado um inimigo, apesar de ter criado o que o povo mais ama: um emprego. Até os governos são odiados, apesar de serem os maiores empregadores. Grande parte da culpa esta na mentalidade sindical, que parte do princípio de que o patrão explora o empregado. No Brasil existem segundo o Ministério do Trabalho 11.257 sindicatos, além de confederações e centrais, todos sustentados pelo imposto sindical, pago inclusive pelos não sindicalizados. A nota abaixo se fosse dada pelo Vão Gôgo, e  Stanislaw Ponte Preta, ou ainda pelo Macaco Simão, ninguém estranharia: "Há no país um Sindicato dos Empregados em Entidades Sindicais (SP) –o sindicato dos sindicalistas–, sem falar em outro das Indústrias de Camisas para Homens e Roupas Brancas de Confecção e Chapéus de Senhoras (RJ)". É a piada pronta. Enquanto isso temos mais de 12 milhões de desempregados, loucos por um emprego, e ávidos por poder fazer uma greve, e portar cartazes contra quem os empregou. País bizarro, este. País em que a triste realidade é tão absurda que vira anedota.

11.2.17

Um prato delicioso

 
Linguiça calabresa, rúcula e polenta cremosa com queijo ralado 
MOMA - Modern Mamma Osteria, SP
***
De entrada comemos um Mix de folhas, queijo de cabra, laranja e nozes carameladas.
 
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MOMA ou  Modern Mamma Osteria
Fica na Manoel Guedes, Itaim.

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Imperdível

Crônica diária

 Qual das notícias (ruins) vamos comentar

A quantidade de notícias ruins que se sucedem diariamente é incrível. Se pegarmos de primeiro de Janeiro para cá, entre rebeliões em presídios, greves de policiais, morte de ministro em acidente aéreo, troca de titular no Ministério da Justiça, eleição no Senado e na Câmara, só para citar as mais rumorosas, precisaríamos de laudas e laudas todos os dias. Não é o nosso caso. Dispomos de dez linhas, e as vezes meus leitores ainda acham longas. Por que disse que  eram notícias ruins? Porque estão inter-relacionadas. E isso é mau. O governo, absolutamente legítimo, porque eleito pelo voto popular, e não por mim, enfrenta problemas gravíssimos herdados de seus antecessores. Eles na oposição só atrapalham. Negam qualquer responsabilidade. Governos estaduais quebrados. Polícia mal remunerada. Presídios depredados com superlotação. Justiça morosa. Governo central aumentando ministérios, quando a promessa era corta-los drasticamente. Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, autor da tese de quem ocupa cargo no governo não pode assumir cadeira no STF. Ele, autor da tese, saí do Ministério da Justiça, onde criou várias trapalhadas, para ocupar a vaga do Teori Zavasky. E para completar, o legislativo trabalha célere no sentido de mudar leis, garantindo aos políticos e partidos benesses junto ao TRE. Gilmar Mendes reagiu, Rodrigo Maia voltou atrás, mas foi indiciado pela Lava Jato, como represália. Lobão, homem do ainda poderoso Sarney ganha a batalha para presidir a mais importante comissão do Senado. Constituição e Justiça. Como todo mundo sabe, Lobão e seus padrinhos Renan e Romero Jucá já são investigados em vários processos. Sabatinar o Alexandre  de Moraes, seu  possível juiz, é muito conveniente. Como veem, o Congresso volta das férias, e ao invés de se dedicar às urgentes e relevantes pautas nacionais, cabeludíssimas, como Reforma da Previdência, e Reforma Política, tratam de cuidar de seus próprios interesses. Como sempre. Mais uma vez em total dissonância com a opinião publica.

Comentários que merecem um post



João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "VARAL do Canadá":

Em Pintura não me lembro de ter visto alguma vez um varal !

E gosto de ver a saia a esvoaçar...
Até me lembrei da Marilyn !...

Postado por João Menéres no blog . em sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017 08:25:00 BRST


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Crônica do Alvaro Abreu



Vergonheira


Saí de férias logo depois das prisões explodirem no norte e no nordeste do país, com relatos impressionantes de afronta à condição humana e à justiça. Bandidagem contra bandidagem, medindo força, delimitando território, mostrando que nem tudo está sob o controle do Estado. A ausência de notícias me fez bem. A alienação tem lá suas vantagens.

Ao chegar de volta, soube da greve do pessoal da polícia militar, com familiares portando faixas e cartazes, batendo panelas diante das câmeras, bloqueando a saída da tropa. No domingo à noite, me disseram que meus netos não retornariam às aulas na manhã seguinte porque as escolas estariam fechadas, por medida de segurança. Confesso que achei um tanto exagerado. Na manhã da segunda feira, fui trabalhar ouvindo no rádio notícias sobre saques de lojas, roubo de carros, assaltos à mão armada, muitas mortes, ruas vazias. Acabava assim minha desinformação sobre as dimensões do descalabro que se instalou por aqui, que aterroriza e faz pensar nos seus significados e desdobramentos. Mas ainda nada sei sobre as reais razões e interesses que o motivaram e o sustentam.

A falta de policiamento ostensivo nas ruas abre espaço para bandidos profissionais agirem livremente e, bem pior, cria ambiente para que pessoas comuns também se aventurem na atividade saqueadora, como ocorre quando um caminhão tomba na estrada e derrama a mercadoria no acostamento. Saqueia-se em ritmo frenético, livre de culpa. É o lado bestial orientando pernas e braços, estimulando a conquista de bens alheios, mesmo que ao preço de porções de vergonha e de honra de cada consciência. Sabe-se como é difícil e demorado educar, civilizar, uma pessoa. O que dói e chateia é constatar que esse esforço de fixar valores sociais básicos pode ser aniquilado por esquemas que estimulam corrupção e por decisões que facilitam a prática de violências e crimes em larga escala. É fato que o ser humano precisa de leis e aparatos que o protejam de seus próprios instintos predatórios. Os homens responsáveis pela ordem pública jamais poderiam desconsiderar essa verdade.

Vitória, 08 de fevereiro de 2017
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

10.2.17

VARAL do Canadá

JAMES LUMBERS
(Canadá, nascido em 1929)
Enviado por José Luiz Fernandes

Crônica diária

A mulher manca

De fato Diogo Mainardi tem razão. Não sei exatamente de quem estava falando pois quando liguei a TV o programa Manhattan Connection já estava no final e só ouvi: "...as mulheres mancas são as melhores na cama"... ou coisa parecida. Digo que tem razão não por experiência própria, mas pelo relatado pelo Leonardo, meu amigo, de quem falo devezemquando, sobre uma sua aventura amorosa. Leonardo é um experimentado amante. Casou-se três vezes. A primeira com sua paixão juvenil. Depois teve um casamento burocrático onde gerou três filhos homens. E  finalmente é casado com uma mulher 25 anos mais moça do que ele. Quase da idade de seu filho mais moço. Antes, e nos intervalos entre seus casamentos, namorou muitas mulheres. Nunca teve casos durante os casamentos. Foi sempre fiel. Mas teve mulheres casadas, solteiras, viúvas, moças e mais maduras. É realmente um homem experiente sexualmente. Confidenciou-me o seguinte: "Nunca transei com uma mulher tão boa de cama como a Juliana.". Perguntei o que a diferenciava das outras. "Ela era manca". Como assim? "Pois é, linda de rosto e de corpo, mas tinha as pernas levemente em X, e mancava um pouco. Tinha 32 anos na ocasião, e era separada do marido. Ele, um pastor protestante, achava que a Juliana era tarada. Não deu conta do recado, pegou o chapéu e a deixou. Juliana era um assombro na cama. Talvez para compensar o complexo do seu defeito nas pernas ela extrapolava em sensualidade e sexo. Quem a via socialmente não dava muita coisa. Até nem percebia o leve defeito. Ela sabia vestir-se e comportava-se de forma a não chamar atenção para seu ponto fraco. Mas quando tirava a roupa e partia para o amasso era imbatível. Insaciável. E muito competente em se fazer desejada. Se seu comportamento fogoso era para compensar o problema, criava outro, assustando seus parceiros. Só não casei com ela, me confessou o Leonardo, com receio de que com os anos eu também não desse conta do recado." O Diogo tem razão.

Comentários que valem um post

"SÃO PAULO É UMA ILHA CERCADA DE BRASIL POR TODOS OS LADOS" E.P.L.

Li Ferreira Nhan deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Uma das melhores definições de São Paulo!!!

Postado por Li Ferreira Nhan no blog . em quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017 00:52:00 BRST 

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 Fernando Cals Devo ter tido sorte em duas ocasiões com o grande Lucio Costa. Na primeira vez, ao precisar fazer uma consulta sobre um projeto, fui atendido por ele mesmo - que era o diretor - de uma maneira tão acolhedora e - humilde para quem já era o cara que projetada o plano piloto de Brasília - que até me emocionou. Na segunda vez - quando ele estava praticamente recluso em seu apartamento no Leblon - novamente foi atencioso e amigo. Nessa ocasião, no entanto, já era uma estranha figura, arredia e doente. Fiquei tão impressionado com deu triste aspecto físico - bem como com o deplorável estado de abandono do seu apartamento - que telefonei para sua filha - Maria Elisa, amiga minha - pra saber se ela sabia das condiçōes em que se encontrava seu pai. Ela me disse que sabia de tudo mas ele não queria mudar nada. Realmente, apesar da solicitude do mestre Lucio Costa nessas duas vezes que estive com ele - como disse, devo ter tido sorte - sua descrição e bem ele. Grande Lucio Costa! Abração Eduardo.
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9.2.17

Mais VARAL

Autor desconhecido - Enviada por José Luiz Fernandes

Crônica diária

Padrão comportamental

Ser misantrópico não é doença nem mania, é padrão comportamental. Rubem Braga descreve o urbanista Lúcio Costa como "uma pessoa de exagerada modéstia e uma rude misantropia, capaz de responder a um amigo que o hospeda um fim de semana e lhe pergunta quando voltará: "Nunca mais". Misantropia por definição é a aversão ao ser humano e à natureza humana no geral. Também engloba uma posição de desconfiança e tendência para antipatizar com outras pessoas ou um determinado grupo de pessoas. Um misantropo é alguém que desconfia da humanidade de uma forma generalizada. Seu antônimo é afabilidade, cortesia, sociabilidade, cordialidade. Todos nós temos em doses moderadas um pouco de tudo isso.

8.2.17

Ultra leve

Céu azul

Crônica diária

Caí na estrada

Já fazia um tempo que não viajava para interior de São Paulo. De carro. De avião e ônibus não se vê, e não se sente tudo, como de automóvel. E não se tem a liberdade da velocidade e paradas desejadas. Fui sem pressa. Fui com olhos de ver, e recordar um trajeto que fiz dezena de vezes na vida. Mas fazia tempo que não fazia. Conclusão: São Paulo é uma ilha cercada de Brasil por todos os lados.

7.2.17

Brincando no jardim

Paulinha, anos atrás brincando de jardineira na Piacaba

Crônica diária

Quem seria o Trump no Brasil

Falei do efeito Trump no mundo, e uma leitora  perguntou-me quem seria o "Trump" no Brasil? Trump´s surgem de formas e maneiras muito diversas. Sempre quando o clima político é favorável. Uma das condições importantes para esse surgimento é a rejeição aos político profissionais. Nessas circunstâncias Trump´s florescem  com facilidade. No caso atual do Brasil a cruza de Roberto Justus com o Bolsonaro daria um Trump perfeito. Bolsonaro em recente eleição para a presidência da Câmara obteve dez minguados votos entre 513 eleitores. Logo, estamos livres desse perigo, pelo menos por enquanto.

6.2.17

Pichadores italianos

Humor e arte

Crônica diária

Não erga só um braço

Pergunto-me como pude viver 73 anos sem saber disso. E não se trata do odor das axilas. É coisa séria que pode salvar sua vida. A verdade é que nunca fui escoteiro. Mas trabalhei nas selvas amazônicas. Não sabia que em caso de emergência, quando se esta precisando de ajuda, e uma pequena aeronave sobrevoa a região, e se tem a sorte de chama-la atenção com fumaça ou um pano agitado na ponta de uma vara, nunca erga só um braço. Um braço só significa: "tudo bem". Essa é a convenção internacional. Pedido de socorro precisa que levante os dois braços. Aprendi essa importante lição com o alpinista e escritor Jon Krakauer. Um colega seu em situação de extrema emergência foi avistado por uma aeronave e quando ela fez um rasante ele ergueu o braço direito. O avião voltou a repetir a manobra duas outras vezes mas o alpinista acreditando estar a salvo havia ido recolher seus pertences para abandonar o acampamento. O braço direito para o alto havia sinalizado para o piloto que estava tudo bem. A aeronave foi embora sem acionar o socorro. Lembrem-se disso numa situação de emergência.

5.2.17

Jamie´s Italian


 Dia 15 de Novembro passado almoçamos no Jamie´s Italian, em São Paulo.
 Algumas das delicias desse almoço entre a família
E viva a Italia.

Crônica diária

Trump e o Mundo
Por solicitação do meu amigo e parceiro lisboeta Jorge Pinheiro, hoje falo sobre política americana. Nunca imaginei que uma figura, para dizer o mínimo: ridícula, como o Trump, pudesse vencer uma primária concorrendo à Presidência da República. Fui defensor e torci pela vitória do Obama no primeiro mandato. Fiquei decepcionado com sua primeira gestão, e não tinha nenhuma simpatia pela Hilary. Tenho amigos americanos que acham Obama e Hilary comunistas. Eu acho graça. Mas eles não. Daí a razão da vitória desse empresário bilionário, que nunca tendo tido nenhuma experiência política, falou mal dos políticos, da imprensa, não conseguiu unir os Republicanos, e venceu as eleições. Com um discurso populista, nacionalista e pouco provável que saia das palavras, o Trump, inimaginavelmente é o inquilino da Casa Branca. A economia americana corresponde a 20% da economia global. Isto quer dizer, poderemos vir a enfrentar algumas turbulências, mas o mundo não vai acabar. Será com certeza uma gestão voltada para dentro, preocupada com o emprego e economia doméstica. No exterior a atenção será voltada contra o Estado Islâmico, contra o terror, que provavelmente será banido com a aliança militar da Rússia e Estados Unidos. Não se deve esperar jogadas diplomáticas sofisticadas entre Israel e Palestina.  É provável que a Alemanha sofra com o estilo Trump. Cuba e México também. Mas afinal, o que representa Cuba para os americanos? Quanto a nós no Brasil, e você em Portugal, caro Jorge, estamos completamente fora do radar da era Trump.

Comentários que valem um post



João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Entre os citados, conheço o Saint-Exupéry e o Ian McEwan ( há séculos ).
Os advogados de defesa dos criminosos de colarinho branco são dos mais prolixos que eu conheço.
Muito mais que esses escritores de obras de 600 e mais páginas.


Postado por João Menéres no blog . em sábado, 4 de fevereiro de 2017 07:20:00 BRST

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4.2.17

Cinco anos atrás

Foi o FB quem me alertou que faz 5 anos que publiquei esta foto. Pesqueiro em Garopaba

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

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Falaram do Varal:

"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes

(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)

..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )

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( Peri S.C. adaptando uma frase do Millôr )
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