4.5.16

A força do mar

Smith Hays - Enviada por José Luiz Fernandes
A ciclovia do Rio não suportou.

Crônica diária

Pressa, inimiga da literatura

Esta crônica (ou o que seja isso que escrevo diariamente) será dedicada aos meus amigos leitores e escritores Valter Ferras, Jorge Pinheiro, Aloísio de Almeida Prado, e todos os que escrevem e sabem o prazer que isso proporciona. Na viagem ao Rio Negro, nesta sexta edição, entre outros intelectuais estava a professora de português, e escritora Noemi Jaffe. Na mesa que participou teve oportunidade de falar por uma hora. Respondeu perguntas. Da sua exposição extraí um detalhe. Aliás ela mesmo disse que o importante num texto são os pequenos detalhes. Para exemplificar citou suas celulites. Mas o importante de sua fala foi afirmar que o tempo é fundamental. É preciso escrever por largo tempo. Depois deixar o texto em repouso e voltar a ler e reescrevê-lo, pelo menos mais duas vezes. Depois há um tempo para ser editado. Outro para ser distribuído. Só depois de todo esse tempo o bom texto chega ao leitor, que também deve ler com tempo. Essa lição para mim foi importante. Não que não soubesse dessas premissas, mas nunca as observei. Escrevo de um jato, e muitas vezes nem releio meus textos. Tenho urgência.

3.5.16

Voo de mulheres

Autor desconhecido - Enviada por José Luiz Fernandes

Crônica diária

Sobre Manaus

Fazia muitos anos que havia estado na cidade. Foi no início da Zona Franca. A cidade era velha e pobre, mas havia uma grande esperança e movimento no ar. Volto agora e encontro uma cidade um pouco maior, mas igualmente velha, feia, e pobre. Indústrias fechando. Comércio que era animado, hoje expondo quinquilharias chinesas. Um verdadeiro Paraguai. Tudo que é produzido, ou ainda é produzido na cidade é exportado para o sul, onde é redistribuído para o resto do país. Isso mesmo, tudo que a fábrica de Manaus monta, vai para São Paulo e Rio e volta para Manaus. Acrescido de impostos e frete, evidentemente. Ahh, mas tem uma arena nova. Um verdadeiro elefante branco plantado no centro da cidade. Até alguns jogos da Olimpíada do Rio 16 serão jogados em Manaus. Inacreditável que se tenha que subsidiar uma população inteira que teima em viver de seu cartão postal que é o Teatro Amazonas de 1896.

2.5.16

Crônica diária

Sobre o Rio Negro

São tantas as abordagens e assuntos que gostaria de tocar sobre a recente viagem ao Rio Negro que fico sem saber por qual delas começar. Ontem o meu parceiro e amigo escritor Jorge Pinheiro comentou: " Aguardamos as crônicas. Pessoalmente interrogo-me sobre o interesse em ouvir conferências literárias no meio do Amazonas. Será?" A ele respondi que não foram conferências literárias, mas um intenso e proveitoso convívio literário. Não havia conferências ou palestras, mas o que chamam de "mesa". Um entrevistador e um entrevistado. Assunto? Tudo sobre o escritor, sua obra, seu método, suas manias, enfim, conversa de escritor para escritores, uma vez que a imensa maioria dos cento e vinte participantes ou eram escritores publicados, ou pretensos escritores, ou escritores frustrados. Haviam alguns cônjuges de escritores/as. Além desse clima literário, uma atriz e um compositor, e cantor, de música popular. Não menos importante, passeios pelas águas do rio Negro, e pelas matas da Amazônia. Guias locais fantásticos. Histórias impagáveis. Natureza em sua plenitude. Banhos com botos cor de rosa. Saguis que vem comer banana em sua mão, em plena selva. Preguiças, araras, e seringueiras. Tudo isso num imenso silêncio, longe da dita civilização. Sem internet, sem celular, e sem repelentes porque não há os inconvenientes mosquitos ou pernilongos. As águas escuras do rio são muito ácidas e eles não procriam.

Pé de mulher

Chicago 1922 - Autor desconhecido - Foto enviada por José Luiz Fernandes

Crônica diária

Algumas reflexões

Por que será que quase todos os funcionários da Polícia Federal de plantão nos embarques de aeroporto se comportam de maneira tão grosseira, deseducada e autoritária? Por que a formação policial tem que ser sempre no mesmo padrão do marginal, do bandido? Não seria melhor que fossem, até como exemplo, mais educados? A maneira que nos tratam na revista de aeroportos é similar à que empregam na revista de motoqueiros, ou de motoristas suspeitos, levando-os de mãos para cima, de frente a um muro e de pernas abertas. Foi assim que me senti, com os pés afastados sobre um tapetinho de braços abertos. E o comando do funcionário, que pago com meus impostos, era seco, autoritário, como se estivesse tratando com um traficante ou preso da Operação Lava-Jato. Com seu detentor de metal constatou que o apito da cabine sinalizava o meu relógio e a fivela do meu sinto. Ainda assim me fez retirar ambos e voltar a passar pela cabine. Quando de péssimo humor perguntei para que? Ele rispidamente, como das intervenções anteriores, vociferou: É o procedimento. 
 

Comentários que valem um post

José Luiz deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

O fato de sua viagem ter inspiração literária trouxe-me à lembrança um mineiro de Monte Carmelo: MARIO PALMÉRIO. O autor do monumental CHAPADÃO DO BUGRE viajou pelo Rio Amazonas e seus afluentes durante vários anos. Anda um tanto esquecido pelo público, mas este é o ano do centenário de seu nascimento.

Postado por José Luiz no blog . em domingo, 1 de maio de 2016 21:25:00 BRT 

8888888888888888888888888888888888888888888888

1.5.16

Autoretrato

Foto de Alicia Savage (Self-Portrait). Fonte: Sulphuriclike
Enviada por José Luiz Fernandes

Crônica diária

 "A última palavra"

Esse é o título do livro que ganhei do Paulo meu irmão, e estou lendo. O autor Hanif Kureishi nasceu em Londres, em 1954 filho de pai paquistanês e mãe inglesa. Em 2008 foi incluído na lista do Times como um dos cinquenta melhores autores britânicos desde 1945. Aqui abro um parenteses para perguntar se teríamos hoje condições de fazer uma lista com esse número de bons escritores no Brasil desde 1945. Tenho minhas dúvidas. Voltando ao livro quero ressaltar o humor e cinismo com que trata o tema. Um jovem escritor é contratado para escrever a biografia de um famoso e decadente escritor. A biografia serviria para revitalizar seu prestígio. Desse seu sétimo romance extrai-se pérolas como as que transcrevo: "Larkin o afeito às bundas das suas alunas adolescentes e seu ódio paranoico dos negros." ou "Os coitos de Eric Gill com mais ou menos todos os membros da sua família, inclusive o cachorro." ou "Proust torturava ratazanas e doou os móveis da família a bordéis." ou "Dickens emparedou viva a esposa e a impedia de ver os filhos." ou "Sartre morava com a mãe, Simone de Beauvoir, como uma cafetina, arranjava garotinhas para ele." ou "Mailer apunhalou sua segunda mulher." ou "Duas amantes de Ted Hughs se suicidaram." ou "A literatura era um campo de extermínio, nunca nenhuma pessoa decente empunhou uma pena." ou "Os escritores sempre põe sua arte em primeiro lugar, como deve ser. Mas em geral estão livres à tarde, altura em que a mente deles cede vez para os órgãos genitais."

30.4.16

Sem palavras

Amorim

Crônica diária

Volta de viagem


Agora tenho um monte de coisas pra dizer. Nem sei exatamente por onde começar. Estou com a cabeça à mil. Muitas ideias novas. Mas vamos começar pelo começo. A viagem "Navegar é preciso, 6º edição", uma criação da Livraria da Vila, este ano, como nos cinco anteriores, navega com sete convidados, e cento e vinte passageiros pelas águas do rio Negro, no Amazonas. Literatura é o foco principal, mas tivemos teatro e música como pontos altos do programa. Irei falar ao longo dos próximos dias sobre cada uma dessas atividades, além dos passeios e banhos de rio. No avião, chegando a Manaus, tentei usar minha máquina fotográfica, que havia carregado a bateria, e com memória grande, para uma boa cobertura fotográfica, e não funcionou. Problema de configuração. Vai saber! Chegando no porto de Manaus, com uma guia gentilmente cedida pelo barco, na companhia do amigo Aloísio de Almeida Prado corremos o centro velho de Manaus em nas sete ou oito lojas onde seria previsível haver máquinas fotográficas à venda, não encontramos nenhuma. Aí vai a primeira notícia: os tablets e celulares acabaram com o mercado de câmaras fotográficas. Suspeitamos que a desconfiguração tenha ocorrido no raios-X do aeroporto de Guarulhos. Será? Nunca aconteceu. Podem imaginar com fiquei desapontado em não poder registrar o passeio. Mas contra tempos existem, e precisamos nos conformar com eles. A excursão foi fartamente gravada em vídeo e fotos que aos poucos vamos compartilhando. Falarei ainda da Polícia Federal nos Aeroportos. Mas hoje vou descansar de uma semana de férias. Ela é muito cansativa.

29.4.16

Na casinha

Em foto de Paula Canto, em Berlim, em frente onde estávamos hospedados, em 2013, amanheceu um sanitário para operários de uma obra de reforma do prédio. Nunca havia entrado numa. Muito menos na Alemanha.

Crônica diária

No Rio Negro, longe do mundo

Hoje completa cinco dias longe do mundo. É mais ou menos como viajar para a lua. A excursão pelo Rio Negro tem todo conforto para justificar o preço, mas não tem sinal de internet. O isolamento dos passageiros do navio é quase absoluto. Coincidentemente a viagem acontece numa semana crucial para a política e destino do governo. Saímos de Guarulhos dia 25 pela manhã, com o Senado em plena ebulição. Não é uma semana corriqueira. E isso me fez lembrar o movimento de rua em 2013, que deu início a tudo isso, e que também nos pegou em viagem. Estávamos em Lisboa, voltando para o Brasil. Chegamos com o país surpreso, pasmo, atordoado. E nós com a sensação de ter perdido parte da história. 

28.4.16

Casinha

Escultura em argila crua, homenagem ao escultor DAN FIALDINI. Coleção do autor.

Crônica diária

 Em primeira mão

As últimas três crônicas, como esta, foram escritas antes do embarque em Guarulhos rumo a Manaus. No porto tomaremos um barco com 60 cabines (com aproximadamente 120 passageiros) para um passeio pelo Rio Negro. A excursão denominada "Navegar é preciso" em sua sexta edição terá a participação de sete intelectuais, sendo cinco escritores, como convidados. Durante os cinco dias a bordo, não teremos sinal de internet. Por essa razão as três crônicas anteriores, esta e a de amanhã foram previamente redigidas, e postadas nos blogs automaticamente. Na falta dessa ferramenta (postagens automáticas) o Facebook ficou sem as "Crônicas Diárias". Ficaremos incomunicáveis durante cinco dias. Farei relatos da viagem, na volta. Há até a possibilidade de vir a escrever um conto, ou novela, ou ainda um romance policial, porque meu personagem fictício, delegada Moema estará a bordo. Será divertido vê-la operando entre os maiores escritores do gênero como Mario Prata, Raphael Montes, ou mesmo o comunista amigo do Fidel Castro e do Lula, Fernando Morais, ou ainda o neto do Carlos Lacerda, Rodrigo Lacerda. Se isso vier a acontecer vocês, meus fiéis leitores, foram os primeiros a saberem.

27.4.16

Sem título

Coleção do autor, sobre base de mármore, escultura em argila+cimento+vermiculita

Crônica diária


Humor até na morte


Tenho escrito com insistência que humor é fundamental. Quanto pior a situação, mais importante manter o humor. Nos dias atuais, nem se diga. A propósito vou contar uma historinha verdadeira que li numa crônica do Luiz Toledo. Como devem lembrar os mais velhos, o cartunista Péricles de Andrade Maranhão criador do personagem "Amigo da Onça", no início dos anos 40, na revista O Cruzeiro semanalmente traia seus amigos colocando-os em situações embaraçosas, e portanto cômicas. O Péricles se suicidou em 31 de dezembro de 1961. A data já remete certa ironia. Nem um dia, uma semana um ano há mais...E matou-se abrindo os bicos de gás da sua cozinha, sem antes colocar uma placa na porta do apartamento: "Por favor, não risquem fósforos." O autor da criatura cruel, infiel e sacana, que não poupava nem os amigos, teve o cuidado e delicadeza, antes de se matar, de não criar um acidente maior. Humor até na morte.  

PS- Por mero acaso hoje, 21 de abril, é dia de Tiradentes, o nosso herói da independência, que na verdade não liderou coisa alguma. Coisas do Brasil.A data tornou-se importante porque comemora o dia do enforcado, e como ele estamos todos nós, pelo desemprego, pela resseção, pela inflação, pela carestia, pela falência das industrias e do comércio.

26.4.16

Moça reclinada

Escultura, coleção do autor, vermiculita+argila+cimento sobre base de granito preto

Crônica diária



Humor da esquerda

Adoro o humor do brasileiro. Uma pena a esquerda ser totalmente desprovida dele. Quando me refiro ao humor estou pensando nas tiradas usadas pelo povo. TCHAU QUERIDA, numa alusão à maneira que o chefe da Organização Criminosa se despede dela, Dilma. Ou ainda TEMER, O BREVE numa referência ao eventual mandato do vice. Brincadeiras inteiramente inocentes e bem humoradas. Mas não para a esquerda. Tenho um amigo escritor socialista que publicou em sua página do Facebook: "Tchau, querida” é vulgar, machista. Vai demorar para que consiga apagar da memória o desfile de horrores assistido ontem ( Se referia ao domingo em que a Câmara aprovou o impeachment). Gente escrota, não há outra palavra para descrever o circo exibido, miúda. Papagaios de pirata loucos para pegarem uma carona nas luzes da câmara. Talvez por serem pessoas apagadas, medíocres, sem a menor condição de conquistarem algum respeito não comprado. Não me representam, apesar de terem sido escolhidos pelo voto." Como assim? Vulgar, machista?" É carinhoso, irônico, inteligente e sobretudo bem humorado. Quanto ao resto do seu desabafo estamos todos de pleno acordo. E representam sim, nosso povo. Isso é o que a esquerda não consegue entender. O baixíssimo nível dos deputados dessa legislatura  representam o povo que os elegeu. Todos tem mulher, filhos, sogra, mãe e tias, para justificar e dedicar seus votos.  E se esses Chacrinhas não representam o indignado amigo, mal humorado, é porque intelectual se acha acima dos mortais. Gostam de Cuba e Venezuela, mas compram apartamentos em Paris. Falam em nome do povo, mas são os maiores críticos dele.

Comentários que valem um post

Eduardo Penteado Lunardelli O dia que o país for muito menos pobre, será menos desigual. Mais uma vez o problema é de semântica, e não conceitual. Certo os dois.

**************************************

25.4.16

Varal poético

Imagem, VARAL POÉTICO enviada por José Luiz Fernandes.

Crônica diária

Navegar voltou a ser possível

Lembram meus leitores habituais que com dois meses de antecedência não consegui lugar no navio que faria durante cinco dias, o encontro de sete intelectuais (sendo cinco escritores), nas águas do Rio Negro. Pois bem, vinte dias antes da partida (hoje) duas cabines de desistências me foram oferecidas. Uma ficou com o casal Maria Vitória e Aloísio de Almeida Prado. Outra para a Paulinha e eu. Acontece que a bordo não tem sinal de internet. Serão cinco dias incomunicáveis. Por essa razão aqueles que quiserem continuar lendo este cronista poderão fazê-lo, durante esses dias, acessando: http://cimitan.blogstpot.com.br ou http://elunardelli.blogspot.com.br/ que sendo blogs, aceitam por antecipação, postagens automáticas. Prometo na volta dia 30, histórias sobre a viagem, e seus participantes.

PS- Três dias antes do embarque recebi o seguinte e-mail da empresa organizadora Auroraeco:
 
“Os médicos acham muito imprudente, no estado em que me encontro, fazer uma viagem como a planejada. Não me comuniquei antes com vocês porque tinha esperanças de melhorar, o que não aconteceu. Lamento profundamente.
Receba e transmita aos demais convidados meu pedido de desculpas.
Grande abraço,
Fernando Morais” 


Ele era um dos cinco escritores ao lado do Mario Prata, Rodrigo Lacerda, Raphael Montes, Noemi Jaffe, a atriz Clarice Niskier, e o musico Zeca Baleiro. Da minha parte lamento que o  motivo da desistência seja por doença, mas me sinto aliviado por não ter de compartilhar essa viagem com um comunista amigo do Lula, do Fidel, do Chaves, do Maduro e defensor dessa Organização Criminosa que esta destruindo o país.

Comentários que valem um post

Fotos da Eny, e de Lucius de Mello de autores desconhecidos.
João Menéres disse...
O serviço público e a beneficiência aliadas.

24.4.16

Viva o livro

Adorável biblioteca sobre rodas leva livros para crianças na Itália que não tem acesso à leitura

Enviada por José Luiz Fernandes

 

Crônica diária




Brasil sem heróis

Entre algumas carências nossa terra não tem heróis. E se os tivesse, falta lhes caráter. Macunaíma que o diga. E na falta de heróis para serem homenageados Emy Cezarino (1917-1987) virou nome de viaduto em Bauru.  Depois de um início de carreira como prostituta nos estados do sul, se estabeleceu em Bauru, e no ano de 1947 se torna dona do bordel. Construiu o maior prostíbulo do Brasil. Não é pouca coisa, num país onde a concorrência é grande e competente. Numa construção em área de  doze mil metros quadrados, com quarenta quartos, sauna, piscina, bar e restaurante, abrigava o melhor plantel de putas da época. Era exigente na assistência à saúde das suas meninas, e tinha como clientes ilustres Jânio, Goulart e Vinícius de Moraes. Foi figura nacionalmente conhecida como Eny de Bauru. Benemérita cafetina que mantinha creches, orfanatos e a boa convivência com os poderes constituídos. Na falta de heróis melhores, vamos batizando viadutos em memória de cafetinas. Por que só seus ilustres usuários viram nome de pontes, estradas, aeroportos e ruas?

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

.

Only select images that you have confirmed that you have the license to use.

Falaram do Varal:

"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes

(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)

..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )

Leiam também:

Leiam também:
Click na imagem para conhecer

varal no twitter

Não vá perder sua hora....

Blog não é tudo, tudo é a falta do blog ....
( Peri S.C. adaptando uma frase do Millôr )
" BLOG É A MAIOR DAS VERTIGENS DA SUBJETIVIDADE " - Maria Elisa Guimarães, MEG ( Sub-rosa )