17.12.18

Rubem Fonseca

2018

Crônica diária

Interpretando um sonho

Um bode na sala eu já ouvi falar. Mas um hipopótamo, em casa, nunca tinha me passado pela cabeça. Era um sábado com cara de domingo. Não sei exatamente porque, talvez por ter almoçado num lindo e novo restaurante, à convite de  minha irmã Elisa, bebido um Campari tônica, e conversado até as cinco da tarde, na casa dela. Sou mais velho quatro anos e temos muitas afinidades, lembranças e coisas de família para recordar. Foi uma tarde deliciosa. Em plena sexta feira. No sábado acordei cedo como de costume, coloquei minha crônica no Face Book, dei uma olhada na caixa postal, tomei meu café, escovei os dentes, e quase que mecanicamente completei a rotina fazendo a barba. O ato seguinte seria tomar um chuveiro, mas olhando para o espelho, disse para mim mesmo, vou dar mais uma dormidinha. E fui. Sonhei com um hipopótamo adulto, enorme, entrando apressadamente, todo lustroso e molhado, e deitando-se no canto do banheiro. Nem era o nosso banheiro, que na verdade não caberia um hipopótamo. Era um banheiro daqueles enormes, de casa velhas de fazenda, verdadeiras salas de banho, como o chamavam. Acordei achando graça do sonho, e pensando vou escreve-lo antes que esqueça. Fui para o computador e comecei o relato sem saber exatamente como iria terminar. Como iniciei falando da Elisa, e do nosso papo na sua casa, subitamente me veio a imagem de um hipopótamozinho de madeira,  sobre uma pilha de quatro a cinco livros, luxuosamente encadernados, sobre a mesa em frente ao sofá onde ficamos sentados. Matei a charada. Um hipopótamo passou pelos meus olhos, entrou na minha cabeça, sem eu ter reparado.

16.12.18

José Carlos Ferreira (Boi)


Leila Ferraz

Feliz aniversário Zé Boi querido! Parabéns pelos teus 74 anos... um beijo! Mesmo que você não possa me ouvir e já não saiba quem eu sou. Leila. (16/09/2018)

José Carlos Cezar Ferreira-Boi

Linda homenagem que sua ex mulher e minha querida amiga Leila Ferraz presta no dia do seus 74 anos. O Boi sempre foi um amigo suave. Muito inteligente e sensível. Tive e tenho algumas obras suas. A comunicação nos últimos anos anda difícil. Ele optou por ouvir menos. Obrigado Leila por palavras tão lindas nesta data.

Ontem (15/12/2018) ele nos deixou, e com grande pesar mando aqui, de Santa Catarina, meu abraço para a querida Leila, Pedro e toda família.

Luiz Alfredo Garcia-Rosa

2018

Crônica diária

Um burro coça o outro

O título poderia ser qualquer outro, mas nunca tão verdadeiro. O Roberto Klotz me enviou um texto que segundo Tutty Vasques, a atriz e cantora do teatro de revista Virgínia Lane, deu uma entrevista para Roberto Canázio, da Rádio Globo, onde falaram sobre marchinhas de carnaval, e sobre o fascínio que suas pernas ainda exerciam sobre o público. Em dado momento a entrevista descambou para o delírio absoluto. Lane passou a falar da sua relação com o Presidente Getúlio Vargas, tendo declarado que foi sua paixão, e com ele estava na cama, no dia da sua morte. Isso mesmo. Alegou na cara dura que não houve suicídio nenhum. Que o Gegê foi assassinado. Quatro homens encapuzados entraram no quarto, e antes do "velho" receber o tiro no coração, chegou a gritar pelo Gregório Fortunato, seu guarda costa. Mas não deu tempo. Ela, a fizeram pular pela janela, arrancaram sua roupa no jardim, e ainda a xingaram:“vai, vagabunda, vai arrumar outro presidente.

Ricardo Blauth e o INTIMIDADES CRÔNICAS

Faça como o Ricardo, e peça o seu pelo tel: 11 30794433 ou por e-mail: epl.escrir@gmail.com

15.12.18

Patrícia Melo

2018

Crônica diária

 “Il est interdit d’interdire”

Em sete de novembro passado escrevi umas linhas abordando as razões que levaram às manifestações de maio de 1968 em Paris na França. Meu amigo Tariel Djigaouri comentou:

 "Maio 1968. Paris. Eu estava lá me formando. A razão que empurrou todos nos foi se libertar das imposições e do peso de uma sociedade engessada.
Só há uma frase que resuma tudo : “Il est interdit d’interdire”.
O resto é romantismo."
Ao que respondi: Importante depoimento de quem estava lá e viveu os históricos acontecimentos. Tati, Cony e eu só romanceamos.
E ele retrucou: " Mas tem razão, as memórias desta época marcante merecem ser lembradas e embelezadas. Só não podem ser endeusadas e perpetuadas como fazem conhecidas alas "progressistas".

14.12.18

Conceição Duarte

Conceição Duarte

Uma das frases mais incríveis que lí, divido aqui com vcs. Ela se refere, no texto, a escolha de um livro, dentre tantas outras... mas essa frase é a essência de tudo!
Neste texto livre e leve do escritor e dono do blog http://cimitan.blogspot.com/?m=1
Conhecido também como “Varal de Idéias”, com seu blog cultural, genial e amigo.
Dos tempos que muitos de nós tínhamos nossos blogs.
E o dele ainda permanece ativo - Eduardo Penteado Lunardelli alinhavou , arrecadou e (uniu) mais e mais amigos e alguns inesquecíveis, pude conhecer e trocar algumas humildes escritas, dessa época fantástica que vivemos...
Eduardo, Paula Leite Do Canto, a Paulinha! Tosan, Mira.... João Menéres, Francisco A. Coelho e tantos tantos outros lá de Portugal e daqui e dos quatro cantos do mundo, falavam, escreviam e visitavam e ainda mantém contato com ele.
Os acompanho por aqui. Estamos sempre ligados, apesar da distância física.
Essa foi a minha escolha de hoje (também). Certamente, a melhor!


PS- Postado no FB dia 12 de dezembro de 2018, por Conceição Duarte

Edyr Augusto

2018

Crônica diária

Partindo para uma viagem

Quando o livro que estou lendo, e sempre preciso estar com um em andamento, esta no fim, começo a ficar preocupado, se não tiver outro na espera. Há épocas em que tenho meia dúzia na fila. Outras que não encontro nada novo para ler. Aí vou ficando angustiado. Visito livrarias, olho vitrines, leio resenhas nos jornais e revistas à procura de algum livro que me apeteça. Consulto um ou dois amigos apaixonados por livros. Muitas vezes funciona. Outras o que estão lendo não me apetece. Sou enjoado na escolha. Best-seller não me interessa. Tão pouco o autor ou livro da moda. Acabo sempre lendo os vinte mesmos autores vivos, de quem não perco um lançamento. Nacionais e estrangeiros. Mas acontece deles  ficarem um ou dois anos sem lançarem nada de novo. Então recorro à aventura. E compro um livro de autor desconhecido, jovem, cuja capa, título e algumas linhas da orelha (do livro, claro!) me digam algo. No presente instante estou com dois aqui ao lado: "A Uruguaia" do Pedro Mairal, e "A bicicleta de carga" do Miguel Sanches Neto. Assim que acabar as leituras digo o que achei.Toda leitura é uma viagem. Umas monótonas e aborrecidas, outras maravilhosas. Como toda viagem.

                                                              Pedro Mairal by E.P.L.

Há exatos 12 meses

Vale a pena ler de novo: 
Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

O mais difícil de limpar são as cobiças inconfessáveis. 


Postado por Jorge Pinheiro no blog . em quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

13.12.18

A receita da calcinha




Tudo começou com a postagem de uma receita de calcinha de tricô da minha avó Nina (Sebastiana Camargo Penteado).

 Em minha crônica fazia a pergunta: " Existirão ainda alguém que faça tricô?
Para minha surpresa muitas leitoras responderam positivamente à pergunta e algumas se dispuseram a tentar interpretar a receita e fazer uma "Calcinha".
Para minha alegria, a primeira calcinha veio através do meu velho amigo José Jaime que delegou para sua esposa Nilda a tarefa. E é ela quem nos explica como foi:
"Daquele café matinal, dia deste, garrei a pensar na simplicidade .
Um escritor, amigo virtual do meu marido JJ, Eduardo P. Lunardelli,  apresentara na sua crônica daquele dia, lida costumeiramente a mesa do café, um assunto para mim surpreendente.
A prova da simplicidade “afetiva”, vamos por assim dizer, veio a tona num papel amarelado talvez por habitar num fundão de gaveta, o incrível TRICO.
Arte milenar, que vem se destacando cada vez mais na moda e como  terapia , além do que cutuca o nosso cérebro: Matemática, bailamos os pontos nas 4 operações. Linguagem, com leitura das receitas. História, sua origem e variações. Criatividade, construção de peças. E assim a conversa vaiiiiiiii.
Como curiosidade, admiração e assiduidade diária nas prosas mútuas, atendi ao pedido do meu JJ e carinhosamente, tentei reproduzir aquela receita de tricô, do papel amarelado, da caneta tinteiro, a receita da VÓ.
Devo dizer que originalmente seria mesmo o tricô para aquecer, com o passar do tempo o trabalho é feito também para o verão com fios de algodão, etc.
Respondendo sua pergunta, ”será que ainda existe “
Sim, existimos. kkk.
Temos muitos grupos de tricô, no Brasil e exterior. Trocamos mensagens sobre novos fios, agulhas e vasto material (inclusive importados ), grupos se reúnem nos seus estados de origem , sendo que meu grupo no ultimo sábado de cada mês, se encontra já por alguns anos num lugar que você deve conhecer bem, Rua Augusta com Rua Antonio Carlos, no Café Athenas, cujo dono é um grego muito simpático e nosso fã, nos reserva um lugar especial.
Alguns homens tricotam magistralmente, mesmo porque o tricô é democrático, charmoso e encantador.
15 de junho ( com algumas variações) é dia mundial de tricotar em publico.
Tricoteira fervorosa que sou corri a colocar minhas agulhas a trabalhar  .
Sua avó, onde   estiver ,  que nos abençoe em nome do tricô.
Att
Nilda Barroso Siqueira"
E são da Nilda e do José Jaime as fotos da calcinha. Eu vou recebe-la pelo correio, e quero desde já agradecer MUITO ao casal. Habemus calcinha!

Euclides da Cunha

2018

Crônica diária

Éramos infelizes e não sabíamos

Foi meu amigo Roberto L.N. quem, outro dia, chamou atenção para o fato de que o Brasil tinha dado um salto qualitativo enorme, com a eleição do tosco capitão Bolsonaro, que nós ainda não nos demos conta. Veja você quem dirigia o destino deste país há um ano atrás: Dilma, Lula, Gleisi Hoffmann, José Dirceu, Palocci e um número expressivo de condenados pela Lava Jato. É quase impensável o perigo e risco de venezuelização que corríamos. O "mito" trouxe uma brisa de esperança para um povo empobrecido e desenganado. Para um país a beira do abismo. Agora cabe a todo brasileiro de boa fé ajuda-lo na árdua tarefa da reconstrução. O Brasil virou uma triste e obscura página da sua história.

12.12.18

D.K. Chesterton

2018

Crônica diária

As escolhas

Depois de uma idade, quando nos desmamamos dos pais, passamos a ter o direito e o dever das escolhas. Passamos a escolher nossos caminhos, nosso futuro. A escolha da cor da camisa, o modelo de sapato, o corte do cabelo, se vamos usar barba e bigode, ou se vamos nos tornar vegetariano. A escolha da profissão, da mulher, e no caso da mulher, a escolha de com quem irá se casar. São sempre escolhas difíceis e que nos marcarão para o resto da vida. Escolher onde vamos morar, que marca de carro vamos comprar, ou ainda se não vamos usar carro, e só bicicleta e condução coletiva. A escolha dos discos e do gênero musical, a escolha dos filmes e dos livros. Cheguei a onde queria. Essa escolha é permanente. Para quem gosta de ler, como eu, um problema. A escolha errada é um suplício. Só superado pelo prazer enorme, inenarrável, dos acertos. Quando se lê um bom livro, nada supera esse prazer. E ler é um hábito que se deve incutir nas crianças. Adulto que nunca leu na juventude, dificilmente lerá na vida adulta. Mas ainda bem que existe o direito da escolha. Certamente vai escolher um time de futebol para torcer, uma boa marca de cerveja para tomar, e bons amigos para trocar figurinhas. 

11.12.18

Eça de Queiroz

2018

Crônica diária

 Voltando à vaca fria, 54 anos depois
                                                                                             Caricatura do Governador Carlos Lacerda. E.P.L.
Só para relembrar, porque falar de 1964 para quem ainda nem tinha nascido é preciso muito mais espaço e tempo, o que não tenho aqui nas minhas crônicas diárias. Mas quem viveu e lembra dos anos e meses que antecederam  a revolução de 64 (e notem, não foi GOLPE, como querem a esquerda atual) os comunistas chamavam quem os combatia de reacionários. Esses eram os dois polos na época. Comunistas e reacionários. E muita gente que não era de esquerda se intimidava com a pecha de reacionário. Isso me incomodava muito. Como ser contra a comunização do país poderia ser vergonha? Como evitar (na época) que o Brasil se tornasse uma Cuba, podia ser vexatório? Essas inversões de valores, na dialética comunista, faz parte, e é uma das armas marxistas. Estávamos em Curitiba (sempre Curitiba) com a delegação da UDN, partido que fazia sua convenção nacional para lançar o governador da Guanabara a  Presidente da República. Horas antes de seu memorável discurso  tive oportunidade de argumentar com o Carlos Lacerda, na presença de uma dezena de jovens líderes estudantis, que nós deveríamos sim, assumir que éramos a reação a tudo que a esquerda comunista preconizava para o país. Na economia, na educação, nos costumes, na política, no sindicalismo, enfim, éramos reacionários porque era preciso dar um basta, e fim, àquela escalada comunista do Jango, Brizola, Darci Ribeiro e assemelhados. Fiquei muito orgulhoso e extremamente envaidecido quando o discurso do Lacerda foi exatamente com essa mesma tônica, isto é, assumindo a palavra "reacionário" como positiva e necessária. Pois bem, passados 55 anos voltamos a nos deparar com as mesmas inversões de valores. Hoje a referência já não é Cuba que se arrependeu do regime, e se torna, apesar da extrema pobreza, lentamente um país "capitalista", com arremedo de uma pré democracia. Hoje a referencia é a Venezuela. Não se usa mais o termo comunista, que passou a ser socialista ou ainda mais brando: progressista. E aos  seus opositores, chamam de fascistas. Mudaram as palavras para denominarem exatamente as mesmas coisas. Comunista, e "progressista" representam o atraso, a falta de liberdade, a miséria, a corrupção, a depravação dos costumes, e métodos populistas demagógicos, como sempre. E aos que fazem oposição à suas ideias, e que são chamados de fascistas, são na verdade os defensores dos valores morais, e éticos, da sociedade. São a reação, e portanto, reacionários sim, ao projeto de comunização da América do Sul (Unasul), ou do Fórum de São Paulo. Desta vez não foi preciso fazer uma nova revolução, como a de 64. O povo teve a capacidade de através do voto, em plena democracia, liberdade total de imprensa, e com todos os poderes constitucionais funcionando, eleger um presidente conservador, civil, deputado e político há 30 anos, que assumirá a tarefa de limpar a máquina pública, da esquerda nefasta, corrompida, devassa, e voltar a dar um rumo de progresso e desenvolvimento ao Brasil, estagnado e corrompido por treze anos de PT. Progressistas somos nós, e não eles.

10.12.18

Monteiro Lobato

2018

Crônica diária


Sobre o "ponto da carne", e outros problemas nos restaurantes
                                                                                                                 Dina by E.P.L.
Hoje pego carona com o Dina. Ninguém em São Paulo conhece mais de restaurante do que ele. Escreveu dias desses o que se segue. E fiz meu comentário. 
Uma coisa que me tira do sério. "O nosso ponto".
Antoine Carême (Principalmente) e August Escoffier embora não tenham sido contemporâneos foram os Chefs Responsáveis entre outras coisas pela métrica da cozinha.
Carnes bovinas, malpassada, antes do ponto, ao ponto e bem passada. Ambos passaram noites em claro para se acertarem nas temperaturas, consultaram os grandes chefs da época e ficou decidido que é a temperatura do núcleo do naco de carne que voce está preparando, e a relação peso/tempo de cocção. Esses dias estive num restaurante argentino e não é o primeiro ,diga-se de passagem, argentino que isso acontece, eu peço antes do ponto e o garçon me diz, antes do ponto pra nós é bem-passada!!!!!.... Calmamente pergunto se o cozinheiro era alfaiate, peço a conta e vou embora."
Comentei:
Convenhamos que em matéria de restaurantes essa "do ponto da carne" é o de menos. Essa equação criada depois de tantas noites de pesquisa e trabalho é tão complicada que jamais nossos operadores de cozinha vão entende-la. A falta de coordenação entre os que atendem, os que servem e os que preparam, esta absolutamente fora do controle dos chefs. Claro que deveria ser diferente, mas na maioria dos casos essas quatro entidades, dentro do restaurante, não falam a mesma língua. E quem paga o pato (sentido figurado) é o freguês e o chef. E a reputação do restaurante. Hoje numa cantina dos Jardins pedi um suco de tangerina, pão italiano e manteiga para aguardar o prato principal. Esperei uns vinte minutos só com o suco. O pão e a manteiga vieram junto com o prato. Mandei devolver.

9.12.18

Saul Bellow

2018

Crônica diária

  Um comentário no post de Segio Blank
Sergio Blank
"Ah, que vontade de escrever bobagens bem meigas, bobagens para todo mundo me achar ridículo..."
*Rubem Braga

Graziella Debbane: Maravilhosa! Eduardo Penteado Lunardelli

Sergio Blank, vim até aqui por conta da minha amiga Graziella Debbane que apresentou-me o Alvaro Abreu, hoje meu grande amigo, e sobrinho do Urso, como carinhosamente a família chamava o Rubem, O Alvaro continua a tradição familiar de escrever bem e meigamente. Tento imita-los e só consigo escrever bobagens e ser chamado de "ridículo". Parabéns pelo post.

8.12.18

George Orwell

2018

Crônica diária

Jan Op De Beeck e Turcios

Ainda sobre caricaturas tenho uma longa história com este famoso belga e mestre na arte. Em 2011 fiz uma caricatura dele e por certo não agradou. Não houve nenhuma manifestação. Era minimalista e com muita economia de traços. Como coleciono e tenho dezena delas feitas pelos melhores do mundo, esperava poder ter algum retorno, mesmo que não fosse uma caricatura minha, como é comum entre artista desse gênero. É comum, mas não regra, muito pelo contrário, houve caso de cobrarem, pelas deles, e outros de ficarem ofendidos com as caricaturas que fiz. É a velha história de "casa de ferreiro espeto de pau". Mas não desisti de provocar o belga, e em 2017 mandei outra. Não lembro de ter tido alguma manifestação. Em 2018 voltei a relembra-lo das duas anteriores e pela primeira vez comentou: "grande progresso". A primeira era minimalista e a segunda tradicional.  E nem me recordava de uma terceira também de 2017 que faz parte do arquivo do artista. Diante da sua manifestação perguntei se haveria a possibilidade de eu ter um trabalho dele. Prontamente respondeu que sim, e que eu escolhesse a técnica pois dependendo de cada uma, o preço variava. Foi direto e claro. Escolhi uma aparentemente simples, em preto e branco, e nunca mais obtive resposta. Mas dois dias depois, o também famoso Turcios, colombiano residente na Espanha, me retribui com uma linda caricatura que havia prometido à  exatos doze meses. O Jan faz caricaturas  tradicionais, enquanto o Turcios é absolutamente original, mesclando traços animais nos caricaturados. Portanto, ainda resta  esperança do Jan, um dia se manifestar. 
                  Jan Op De Beeck 2011                  2017                                         2017
                                 Turcios 2017 feita por mim, e a sua retribuição em 2018

PS- Ele se manifestou: 
 
Ele se manifestou: "Alguns "colegas" parecem pensar que tenho que desenhá-los toda vez que recebo um desenho deles.
1. Provavelmente farei isso quando o conhecer pessoalmente.
2. Desenhar é a minha maneira de ganhar dinheiro, não uma maneira de gastar meu tempo.
 3. Se você quiser que eu o desenhe de graça, venha a uma convenção ou a um minicon."
 
Eduardo Penteado Lunardelli Minha primeira pergunta foi: "Você faz caricatura por encomenda? Quanto custa? E ele respondeu que dependia do tipo, e do tempo despendido. Mandou escolher um modelo, das dele, para que pudesse orçar. Escolhi e enviei. Nunca mais obtive resposta. Isso é tudo. Quando for um dia a Bélgica farei com prazer a "convenção ou a "minicon", e pagarei o preço, não quero de graça.
Eduardo Penteado Lunardelli O original da resposta, que resultou em 72 visualizações e um longo debate com 23 comentários entre seus colegas e amigos. Jan Op De Beeck

Some ‘colleagues’ seem to think that I have to draw them every time I get a drawing by
them.
1. Probably I will do that when I personally know him/her.
2. Drawing is my way to earn money, not a way to spend my time.
3. If you want me to draw you for free, come to a convention or a minicon.
Eduardo Penteado Lunardelli E no debate, em sua página, onde respondeu demonstrou ser MUITO MAU HUMORADO. Não quer mais caricatura do Jan.

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

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Falaram do Varal:

"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes

(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)

..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )

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( Peri S.C. adaptando uma frase do Millôr )
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