29.5.15

Orvalho

Orvalho - Maio - Piacaba - 2015

Crônica diária



Negócio da China

Houve tempo que fazer uma boa compra era chamado de "negócio da China". Portugal e toda a Europa compravam especiarias e sedas a bom preço. Depois produtos chineses viraram sinônimo de cópias baratas. Hoje tudo vem de lá. Os falsos de "primeira linha", e todos os outros produtos, não tão falsos, mas assim mesmo, baratos. Essas considerações nada tem a ver com o livro Crash, do escritor J.G. Ballard que filho de ingleses, nasceu em Xangai em 1930. Comprei enganado por uma frase do Anthony Burgess que o considera um dos maiores escritores de ficção. Mentira. Falso como um produto coreano. O autor se autodenomina pornográfico, e por isso abusa de sexo. Gratuitamente. Tenta mostra o mundo (1973) como absolutamente dependente e poluído de automóveis. Sexo e carro são suas matérias primas. Infantil e absurdo. Insano e pouco erótico. Automóvel para mim não provoca nenhuma ereção, muito menos orgasmos. E para a sedução de uma mulher há lugares infinitamente mais românticos, confortáveis e seguros. Não sei como fui cair nessa. 

PS- O livro foi filmado em 1996, mas também não verei. Tenho mais o que fazer.

28.5.15

Voltando ao Restaurante Jamie´s Italian

Voltamos para conferir as massas do Jamie´s Italian, em SP, e desta vez estava ótima. Spaghetti, molho de tomate, com almôndegas e na colher"pão dos pobres". Uma delícia.

Crônica diária

 As antas somos nós

                                                                    Toutes choses sont dites déjà, mais
                                                                     comme personne n´écoute, il faut
                                                                     toujours recommencer. ANDRÉ GIDE

Fui pagar a conta de luz, como chamamos a conta de energia elétrica. Consumo menor se comparado com os meses anteriores, mas valor maior em R$66,00 reais. Essa é uma das pequenas partes que me couberam na conta do ajuste fiscal. A Dilma gastou, fez e aconteceu, e eu compulsoriamente ajudo a pagar a conta. Não foi suficiente escrever exaustivamente alertando para esse fato. Meus leitores são testemunhas dos alertas. Nada foi feito contra ela a não ser algumas poucas panelas batidas. A vida continua. Com inflação, custo de vida mais alto, desemprego e greves. Ao mesmo tempo, a oposição que nunca existiu no seu primeiro mandato, continua votando a favor de suas medidas e propostas. O Congresso acaba de aprovar um novo ministro para o STF de passado não ilibado, contrariando o que exige a constituição. O que vai acontecer com o país? A Dilma com as medidas anunciadas pelos tucanos, em sua campanha, e negada por ela, vai entregar o governo em 2018 para o Lula. E a vida vai continuar. Somos literalmente umas antas. Caminhamos bovinamente para o que se pode chamar, "com a devida vênia", de venezuelização.

27.5.15

Terra dos arco-íris

Vista da minha janela na Piacaba - Maio de 2015

Crônica diária



Dalton, por que óculo? e não óculos?

Lendo o Dalton Trevisan (1925) descobri algumas de suas múltiplas excentricidades. Entre elas a questão das zonas dos portos, dos marinheiros. Mar em Curitiba? Ou a do relógio da praça matriz, parado, sempre marcando uma hora, ou são 13? Seus personagens, quase sempre, tem as suas configurações físicas. E nunca usa a palavra óculos, corretamente. Usa no singular: óculo. Por que será? Ninguém fala óculo. Muitas vezes, ao escrever, imita propositalmente a maneira errada com que as pessoas falam. Mas nesse caso nunca ouvi ninguém usar óculo no singular. Tive o cuidado de consultar o Aurélio, e por via da dúvida, o Google. Todos são unânimes em afirmar que embora exista óculo, não se usa no singular. E quando é uma lente só, se diz monóculo. Há alguns vocábulos que devem ser sempre usados no plural, tais como: "bruços" (Dormir de bruços), "costas" (dor nas costas), as hemorroidas, / os parabéns / os pêsames. Existem palavras que têm seu significado alterado quando  passam para o plural: "bem", significa virtude, "bens"=patrimônio. "Féria" é salário, "ferias" período de descanso. Mas um escritor da qualidade e idade do Dalton pode tudo.Pode até inventar palavras como; "desgracida" que usa muito, "frestando", ou "sem parança".

26.5.15

Comidinhas da Piacaba

Frango à Milanesa com arroz e queijo

Crônica diária

Maestro Salvador Callia

No ginásio, no meu tempo, como escreviam os velhos, nos velhos tempos, ensinavam música. Meu professor era o Maestro Callia, que como bom imigrante italiano (1921) tinha um sotaque acentuado. Ao entrar na sala de aula do Dante, onde lecionou 40 anos, proferia uma frase em italiano: "sentem e tomem nota". E nós sentávamos, dois a dois, em carteiras de madeira. Eu era o quatorze da turma. Coincidentemente estou lendo "Um ano", livro do chileno que usava o pseudônimo jocoso de Juan Emar, extraído do francês: "J´en ai marre", "estou farto". Seu verdadeiro nome era Álvaro Yánez Bianchi (1893-1964). Ele também tinha uma certa superstição ou afinidade com o número quatorze, e o usou  várias vezes em seus textos. E quando li a palavra: "inverossímil" no seu texto lembrei me do químico e filho do maestro. Como é nossa memória. Uma palavra pode nos remeter a sessenta anos atrás e voltar no tempo das aulas de música do maestro Callia. Seu filho, como disse, químico, é autor da mais hilária definição de isopor. Ele definia esse material recém surgido no mercado lá pelos idos de 1950 como "um aglomerado de poliestireno expandido de peso inverossímil". Vejam só as voltas que a memória dá. Lendo um autor chileno, o número quatorze me reportou às aulas de música, que por sua vez ao filho do maestro Callia, químico que definiu o isopor. Contado assim, tudo isso pode parecer inverossímil. Mas é verdade.

Comentários que valem um post

Walter De Queiroz Guerreiro tua última frase vale a crônica:" e sua zona preferida é a portuária. Mesmo em Curitiba."
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 Ronaldo Werneck "Fala do mar como velho marinheiro, e sua zona preferida é a portuária. Mesmo em Curitiba". Belo resgate do grande Dalton, meu caro Eduardo. Abraços Ronaldo.
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 Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Comentários que valem um post":

Zazá. Aqui em Portugal o único Rodízio que já experimentei e gosto, é de Picanha. De Pizza nunca comi. Já este de Prostitutas... nem sei que lhe diga: sem pensar apetecia-me dizer também quero; mas pensando melhor, acho que o Ser Humano enquanto tal, deveria dar-se mais ao respeito.

Postado por Gaspar de Jesus no blog . em segunda-feira, 25 de maio de 2015 08:47:00 BRT 
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25.5.15

Abertura da Barra de Ibiraquera


Um acontecimento notável na praia. Abertura da barra.
 Canal sendo aberto da lagoa para o mar
 Água saindo da lagoa para o mar. Agora o próprio mar vai voltar a fechar a barra dentro de um a nove meses. Imprevisível.

Dalton Trevisan

Considerado por muitos intelectuais como o mais importante escritor vivo brasileiro. Rei da síntese. Grande escritor de textos curtos. Curtíssimos. Resolvi fazer a resenha do seu livro "O beijo na nuca" transcrevendo algumas frases do livro. Ninguém melhor do que o próprio para falar sobre sua obra. (Aqui vai, também, uma brincadeira com o escritor que não dá entrevista, não fala sobre sua obra, nem deixa se fotografar).
"...amores pagos sobre colchas vermelhas."
Sobre viagens marítimas: "O mais divertido não é partida nem volta_ é ter de contar."
"Como  atendê-la quando na sua torre doña Inês pinta de azul da china as unhas do pé?"
Diz, em outras palavras, que um texto deve ter o número correto delas, nenhuma supérflua, todas na medida e pesadas. Assim como um pássaro tem o número certo de penas."
" Ah, é? Saco do 38 e  atiro no peito da palavra fugidia".
Noite: "As mulheres são mais queridas a essa hora. O rosto iluminado pelo farol dos carros é promessa de delícias".

Digo eu: a maioria dos seus mini contos passam-se em Curitiba, e alguns outros são registros de viagem à Europa. Fala do mar como velho marinheiro, e sua zona preferida é a portuária. Mesmo em Curitiba.

Comentários que valem um post

Li Ferreira Nhan deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária": Dava um roteiro para um curta.
Acho que essa crônica não criará polêmica.
...
Sei lá, não sou feminista.
:))

Postado por Li Ferreira Nhan no blog . em domingo, 24 de maio de 2015 07:07:00 BRT 
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 Luiz Briquet Adorei a narrativa, embora deteste as putas!.... Nada como a conquista, meu caro, nada como a conquista.

 Eduardo Penteado Lunardelli Luiz Briquet, parodiando o diálogo da colecionadora americana e Picasso, que ao ser perguntado "onde estava o olho do rosto da mulher, respondeu: Isso não é uma mulher, é uma pintura." Aqui também é só literatura, não é apologia à prostituição...srsrs
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 Zazá Do Val Rodízio de putas!?! Igual ao de pizza!?! Bela imaginação! Quanta criatividade! Kkkkk
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24.5.15

A espera dos cardumes de Tainha

Maio, Ibiraquera, SC - 2015

Crônica diária


Uma tarde em Curitiba

Tem ideias que martelam nossa cabeça por mais que tentemos afasta-las. Elas continuam martelando. Faz uns dias que uma dessas me inferniza. Esforço-me em dissipa-la, argumentando comigo mesmo,  que não seria prudente escrever sobre uma coisa tão libidinosa e pornográfica como essa. Por muito menos já perdi leitoras e amigas que me destrataram, me chamaram de misógino, e coisas do tipo. Que palavra feia essa. E pior, o seu significado. Homem que não gosta de mulher, me acusaram as feministas burras. Logo eu! Mas por mais que tentei adiar, ou esquecer, o assunto voltava a me cutucar. Ora como sopro, ora como murmúrio, mas sempre voltava. Voltava propondo novas formas de abordagem. Como um sonho, ou numa história com personagens fictícios. Ao cabo de uma semana me rendi. Ok, vou contar. Era uma casa de mulheres, e a casa era em Curitiba. Uma homenagem ao Dalton Trevisan e ao juiz Sérgio Moro. Diga-se de passagem que os dois homenageados não tem nada com a ideia inicial. Foram aqui encaixados porque são de Curitiba. Um considerado o maior escritor vivo brasileiro, o outro um juiz que poderá mudar a história deste país. Mas voltemos ao que nos interessa. O prostíbulo era singular. Na aparência externa, nem tanto. Dentro é que as coisas se diferenciavam dos puteiros em geral. Os clientes podiam escolher os programas tradicionais ou uma originalidade da casa. Tratava-se de um quarto como os outros, mas que o cliente era atendido por várias profissionais. Nada de "ménage à trois". As moças, lindas meninas, que diziam ter mais do que dezoito anos, mas não aparentavam. Elas se revezavam uma a uma como aquelas senhoras que fazem sinais para mudos na TV senado, e na TV câmara. O freguês continuava na cama e elas, uma de cada vez, iam se revezando no ato de amor pago. Tantas quanto o cliente aguentasse. Entrava no quarto nua e na ponta dos pés, assumindo a mesma posição e função que sua coleguinha havia interrompido. E assim por diante. A casa contava com meninas brancas, negras, mulatas e uma japonesa. A ordem de entrada não competia ao cliente escolher, nem o tempo de cada função. Mas tudo funcionava tão perfeitamente como nas traduções, ao vivo, na TV. 

Comentários que valem um post



Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Nos jardins da Piacaba":

Rotineiramente bato à sua porta, responde-me o Facebook: 'cuidado, esta casa é pouco séria... tem a certeza que quer entar???' mando-os à merda e entro. Mas não é que o Face tem razão; uma pata e quatro patinhos... Um perna longaaaaaaa... Isso é lá coisa que se publique?
Tenha um Bom Dia Eduardo. Muito obrigado por tudo o que aqui partilha connosco.

Postado por Gaspar de Jesus no blog . em sábado, 23 de maio de 2015 06:15:00 BRT 
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23.5.15

Nos jardins da Piacaba

 Uma pata, seus quatro patinhos e um perna longa preto e branco na lagoa em frente à Piacaba

Maio de 2015

Crônica diária

 Já ouviram falar no Stone River?

Quando li e escrevi uma crônica sobre o autor  do "Um ano", Juan Emar, pseudônimo de Álvarez Yáñez Bianchi (1893-1964) me ocorreu que nunca tinha pensado em escrever nada assinando com um pseudônimo. O dele vinha do francês:"J´en ai marre"  que significa "estou farto", e daí: "Juan Emar". A história esta repleta de escritores que se valeram de heterônimos e pseudônimos. Fernando Pessoa usou dezena deles. Victor Leal nunca existiu mas foi usado por Olavo Bilac, Aluísio de Azevedo, Coelho Neto e Pardal Mallet. Machado de Assis foi Victor de Paula, João das Regras, e Dr. Semana, entre outros. Nelson Rodrigues assinou Suzana Flag. Os motivos para escritores usarem pseudônimos são vários. Político, comercial ou inconfessáveis. Eu nunca me vi em nenhuma dessas situações, mas fiquei curioso em saber se tivesse que criar um pseudônimo, qual seria. E levei a brincadeira a sério. Primeiro deveria ser um nome com grande apelo comercial. Que vendesse livros. Chega de ser um escritor quase secreto... Não iria partir para galhofas escolhendo Paul Lapin por exemplo. Mas nome estrangeiro no Brasil faz sucesso. Sofremos do complexo de colonizados, de senzalados, e de terceiro mundo. Fiz uma listinha de possíveis combinações. Ao cabo de uma hora elegi Stone River. Tem grafia e som de nome de escritor de best-seller. Mas precisaria de um tradutor, e criei o meu: Frank W. Assis Jr.. Agora só falta usa-los. Se encontrarem por aí livros assinados por Stone River saibam que sou eu. Comprem meus livros. Divulguem. Recomendem aos amigos.

22.5.15

Submersa


Minha escultura nos jardins da Piacaba submersas - Maio de 2015

Crônica diária

"Um ano"

Este livro escrito por Juan Emar (pseudônimo de Álvaro Yáñez Bianchi) chileno (1893-1964) tem doze pequenos capítulos correspondentes ao primeiro dia do mês de um indeterminado ano, e uma página final datada de 31 de Dezembro. Um diário de um único dia mensal. No mínimo curioso. Curioso o livro, curiosa a forma como escreve, curiosa a origem do seu pseudônimo que vem do francês: "J´en ai marre", "estou farto". Curiosa a biografia desse escritor e me deixou por conhecer sua grande obra póstuma denominada "Umbral" que teve início nos idos de 1940 e prosseguiu durante toda a vida. Morreu em 1964, e essa obra acalentou a lenda de que preenchia todo um baú. Era composta de cinco livros de diferentes gêneros (autobiográfico, metaliterário, paródico, ensaio, ficção científica e alucinação esotérica). Só foi publicado na íntegra no ano de 1996 com cinco mil e quinhentas páginas. Esta claro que não vou ler. Levaria Um ano.

21.5.15

No gramado da Piacaba

Marcelo sob o gramado que costuma cortar no jardim da Piacaba

Crônica diária



“O invasor” de Marçal de Aquino

De uma sentada li o pequeno romance, ou grande novela policial, do escritor paulista Marçal de Aquino. Vou usar as palavras de outro escritor Tony Bellotto, na quarta capa do livro, para falar sobre "O invasor":..."cuidado com as prosas aparentemente simples e as novelas enganosamente curtas. Elas podem ser uma armadilha para enredar o leitor numa grande história". É a pura verdade.

Comentários que valem um post

Silvares deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Por vezes penso se haverá algum povo no mundo que esteja a ser bem governado. Lendo as notícias, ouvindo falar amigos que estão longe, há uma coisa em comum entre todos: o poder é corrupto e a governação vergonhosa! Isto deixa-me a pensar...

Postado por Silvares no blog . em quarta-feira, 20 de maio de 2015 04:37:00 BRT 
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20.5.15

Comidinhas da Piacaba


Uma salada básica de entrada. Alface, tomate, abacate e queijo gorgonzola. Molho: azeite e balsâmico.

Crônica diária



Acabou o ajuste

Domingo no Palácio da Alvorada a presidente Dilma e três ministros trataram do valor do corte no orçamento. Os ministros presentes, Joaquim Levy da fazenda, propugnando um corte de 80bi. A casa civil, com o político Aloisio Mercadante, por um menor do que 70bi. Nelson Barbosa do Planejamento, não sei que posição tomou, o certo é que a presidente é quem dará a ultima palavra. Uma presidente desmoralizada, responsável por todos os gravíssimos erros administrativos, e de política econômica, dos últimos quatro anos, causadores do rombo que precisam tapar. Responsável pela catastrófica gestão como presidente do conselho da Petrobras. Impopular, sem condições de fazer aparições públicas sem ser ostensivamente vaiada. Fragilizada após uma eleição fraudada, onde por maioria apertada ganhou mais quatro anos de mandato. Não se pode esperar que dela saísse uma decisão acertada. Não se pode dela mais nada esperar, a não ser, que saia do governo. Na falta de cortes nas despesas, e nos investimentos, virá inexoravelmente aumento de impostos. Mais uma vez o povo pagando a conta. Duzentos milhões de pessoas sofrendo por conta dos desmandos, da incompetência, e da voluntariedade da presidente. Não havendo ajuste necessário, haverá aumento de imposto. O congresso finge que não gosta, mas vai aprovando tudo que vem do executivo. Até quando? Até o povo sair, definitivamente, às ruas, e dizer basta. Impeachment já.

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