24.7.14

Edoardo Tresoldi






 Edoardo Tresoldi

Crônica diária



A culpa  é do Ford

Alguns homens foram muito importantes para o mundo moderno. Contribuíram com ideias, escreveram livros, filosofaram, outros inventaram, criaram, desenvolveram produtos, instrumentos de trabalho, engenhosas máquinas, arquiteturas, e uma infinidade de coisas que usufruímos em nosso dia a dia. Mas foi Henry Ford quem talvez tenha mais impactado nossas vidas com a fabricação em série do automóvel. Para o bem ou para o mal o automóvel se incorporou no desejo de consumo de todo ser humano. Quem não tem, deseja um dia ter um. Quem tem, gostaria de poder troca-lo todo ano. E há os que tem mais de um. Passou a ser um produto que gera milhares de emprego em centenas de empresas, em dezena de países, mundo a fora. Gera impostos, distribui riqueza. Estimula competição, e movimenta o mercado. Por conta deles as cidades são obrigadas a se modificarem. A vida urbana se transformou completamente por conta do automóvel. Henry Ford, um homem austero e intelectualmente simples, marcou definitivamente nossas vidas.

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Celia Conrado kkk, palavras de mamãe " o homem esfria da cintura para baixo, a mulher da cintura para cima" Palavras de uma amiga com a mesma idade de Leonardo " o poder de uma boa B... ninguém tira passe os anos que passar B... boa sempre será" Agora talvez o Leonardo não deve ter o charme financeiro, carne nova adora ganhar pequenos mimos com valor alto.
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Jacinto Gomes mencionou você em um comentário.Jacinto escreveu: "As suas crónicas são um vício diário. Tornou-se um hábito matinal procurar sua página. Obrigado Eduardo Penteado Lunardelli."
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 Não posso estar mais de acordo consigo Eduardo ! Li e reli o que aqui nos conta e percebi que tal como o personagem desta história também eu fiz este percurso de Vida.
Já ganhei o dia.

Obrigado.
Gaspar de Jesus
Postado por Gaspar de Jesus no blog . em quarta-feira, 23 de julho de 2014 09:27:00 BRT 
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 Jeremias Neto Lunardelli A água está cada vez mais limpa, a luz mais clara. Parabéns.
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 Guaracy Mirgalowska Sessenta e oito ainda tem muito hormonio passeando pelo corpo, bom mesmo e 84 como eu, hormonio acabou e deu espaco para apreciar mais a vida, ler, ouvir musica, um bom vinho, as amizades antigas e queridas e principalmente a natureza com suas cores e vida, arvores, pássaros, flores, o rio que canta. Claro que tenho muita saude....
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 Cassio Penteado Na verdade, o que vc descreve é - digamos - um "sexy" agenário... 
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23.7.14

Encontro com o Lisfer

Aqui no Varal em 13 de Setembro de 2013 postei a crônica que se segue:

O ato de escrever para mim é uma ego trip. Como de resto foi a de desenhar, pintar e esculpir. Não sei como seria se tivesse que ganhar o pão escrevendo. Certamente teria o mesmo fim do artista plástico amador. Essa condição de amador é trágica. Há contra ela um enorme preconceito e desprezo dos artistas profissionais. Espírito de corpo. Corporativismo, sei lá. Tenho que fazer cabriolas todos os dias para manter este espaço para os meus cinco bravos leitores. Será que são tão poucos porque sou amador? Me arrependo não ter aceito um convite para colaborar com uma coluna semanal num jornal diário. O convite partiu do dono da Gazeta Mercantil, Luiz Fernando Levy. Isso foi a mais de trinta anos. E posso dizer com orgulho que fui um quase-colunista num passado longínquo. Agora me resta continuar minhas cabriolas nesta ego trip.
Dia 19 passado encontrei meu amigo Lisfer (Luiz Fernando Levy ) abordo de um avião no Aeroporto de Congonhas indo para Floripa. Foi muito bom reencontrá-lo depois de quase quarenta anos. O Carlito Maia já dizia: São Paulo afasta os amigos e junta bandidos... Foto Paula Canto

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Eduardo Penteado Lunardelli Vou tentar explicar, meu caro Alberto Moura, a culpa sempre é do treinador. Enquanto não mudarmos os velhos CARTOLAS, os velhos hábitos, as velhas maneiras de se tratar o futebol no Brasil, de nada adianta trocar os treinadores. Nem o Dunga ( que é uma piada), nem nenhum outro vai resolver. O problema é muito maior, e mais profundo. Ou se faz uma REVOLUÇÃO, ou vamos continuar a ter essa seleçãozinha...

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Crônica diária

 Personagem Leonardo II

Sessenta e oito anos nem é uma idade muito avançada. Quando ele era menino e tinha lá seus dez ou quinze anos, um velho como seu pai, era muito velho. Hoje, com a mesma idade dele, não se sentia um sexagenário. Tinha o libido mais amortecido mas sua tolerância para com as imperfeições do sexo feminino eram muito maiores. Toda mulher tinha sua graça. Inclusive as feias. As pernas, os seios, tudo despertava enorme prazer em olhar. Já não chamava mais atenção das mulheres como antigamente. Muito pelo contrário, por mais que se fizesse notar, nos seus passeios pelas ruas e praças do bairro, poucas o percebiam. E quando o faziam, respondiam com um leve sorriso de pena, compaixão, ou até mesmo um "oi tio". Voltava para casa cheio de imagens lindas e vontades contidas. Iniciativa para abordar uma mulher da sua idade não tinha, porque eram as mais novas que o atraiam. Faltava coragem para encarar uma relação onde seus hormônios não correspondessem plenamente aos desejos da parceira. Havia sempre a possibilidade de tomar um comprimido azul de Viagra. Mas ele também não fazia milagre.

22.7.14

GILDA VOGT

 Gilda Vogt
(Rio de Janeiro-RJ, 1953)
Auto-retrato com filhos, 1976
Óleo sobre tela
120,2 x 130,3 cm
Coleção Particular
Foto: Paulo Risi

 
Gilda Vogt
(Rio de Janeiro-RJ, 1953)
Sem título, 1984
Acrílica sobre tela
150 x 172 cm
Coleção Vogt Maia Rosa
Foto: Paulo Risi

Gilda Vogt
(Rio de Janeiro-RJ, 1953)
Sem título, 2004
Acrílica sobre tela
130 x 170 cm
Acervo do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul - MACRS
Foto: Paulo Risi



Gilda Vogt (Rio de Janeiro-RJ, 1953)


O Museu de Arte do Rio Grande prepara mais uma exposição monográfica/retrospectiva, agora da artista Gilda Vogt. A artista nasceu no Rio de Janeiro em 1953 e vive a trabalha em São Paulo. A exposição, que irá mostrar cerca de 120 obras de toda a sua trajetória, ocupará todas as galerias superiores do MARGS e está prevista para abrir em 23 de agosto, sábado 11:30. A exposição virá acompanhada de uma extensa publicação com diversos textos críticos, cronologia, uma entrevista e fotos de obras. A curadoria é de Gaudêncio Fidelis.

Crônica diária



Famosos e os famintos por fama

Gertrude Stein já era famosa e Carl Van Vechten seu agente literário convidou-a para fazer palestras nos Estados Unidos. Alice Toklas, que vivia com Gertrude na França, perguntou ao Carl se lá iriam reconhecer  Gertrude e cumprimenta-la nas ruas. Carl disse que achava que sim. Alice, brincando com ele perguntou: "vai contratar uns meninos para fazerem isso, só para me agradar?" Carl respondeu, "talvez não tenhamos que contrata-los". Como de fato, em NY, Gertrude era reconhecida e cumprimentada nas ruas, Carl zombou de Alice. Esse fato me fez lembrar um amigo que todas as vezes que chegava num grande aeroporto, depois de fazer o check in, se dirigia para o balcão de informações e pedia que chamassem um determinado nome. Os auto falantes, com aquelas vozes características, chamavam por ele. Isso fazia-o importante, alimentava seu ego, e embarcava com um sorriso no rosto. Não era candidato a nada. Só tinha o prazer de ouvir seu nome. Tem muito louco por aí.

Comentários que valem um post

Jacinto Gomes Essas caixas de lenços de papel normalmente não dão um único lenço:tira-se um e saiem três ou quatro. É uma técnica inteligente de consumo, semelhante ao aumento do diâmetro da saída das bisnagas . Um centímetro de pasta de dentes, por exemplo, tem o dobro do produto relativamente ao que se gastava quando as bisnagas tinham um orifício mais pequeno.

Eduardo Penteado Lunardelli Jacinto Gomes, as caixas de lenço de papel funcionam relativamente bem. Mas você tem toda razão quanto aos orifícios de bisnagas e latas de talco. Já contei isso, mas vou repetir porque vem ao caso: um publicitário foi contratado para pensar numa campanha para vender mais talco de uma determinada marca. Depois de pensar por algum tempo sugeriu aos fabricantes aumentarem milímetros os orifícios das latinhas. As vendas duplicaram, junto com o consumo maior. Você tem toda razão.

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21.7.14

6º Fotografia para capa de livro

Sexta opção para capa de livro, com fotografia trabalhada em Photo shop

Crônica diária



Grandes pequenas invenções

As grandes invenções se incorporaram de tal forma em nosso dia a dia que nem nos damos conta de suas importâncias e até de suas existências. Mas o que dizer das pequenas? Essas invenções que tornaram nossas vidas confortáveis, práticas e que passam completamente desapercebidas. Uma delas, só como exemplo, é a caixa de lenço de papel. Eles são dispostos de maneira que ao se retirar um outro fica disponível automaticamente. Uma invenção banal, quase óbvia, mas que certamente demandou criatividade e pesquisa. A vida, na verdade, é feita de detalhes e as grandes emoções, os grandes prazeres estão nos detalhes. Eles fazem a diferença.

Copmerntários que valem um post



Silvares deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

O problema, a meu ver, é que a mercadoria dos grandes banqueiros não é o dinheiro, a mercadoria deles são as vidas das pessoas.
:-(

Postado por Silvares no blog . em domingo, 20 de julho de 2014 11:15:00 BRT 
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  Madoka deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

gênios da raça. Adoro autobiografias, vou anotar essa indicação. Gracias em dividir as indicações, preciosas.
Madoka

Postado por Anônimo no blog . em domingo, 20 de julho de 2014 18:01:00 BRT 
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20.7.14

5º Fotografia para capa de livro

Quinta opção para capa de livro, com fotografia trabalhada em Photo shop

Crônica diária

 Definição de amor

Gertrude Stein define amor da seguinte forma: ..."Mike (que era seu irmão mais velho) escreveu o poema que Leo (irmão mais novo) e eu achamos e que dizia que ele sempre havia olhado para um gramado e parecia um gramado para ele e então ele encontrou a quem amava e então quando olhava para o gramado havia pássaros e borboletas no gramado e antes disso nunca tinha havido. Isto é o que era amor." O texto acima esta escrito como Gertrude escrevia. Não me venham corrigir. Para quem não sabe ela revolucionou a literatura moderna americana. Todos os grandes escritores das gerações seguintes beberam em suas águas. Portanto não queiram, também, censurar G. Stein. Era um gênio, e se autoproclamava gênio. Ela e Picasso eram amigos e gênios. Isso foi dito por ela. Leiam a "Autobiografia de todo mundo" que esta tudo lá.

19.7.14

4º Fotografia para capa de livro

 Quarta opção para capa de livro, com fotografia trabalhada em Photo shop

Crônica diária



O animal que conta

Lendo Gertrude Stein, no seu " Autobiografia de todo mundo", ela defende a tese de que a maior diferença entre o homem e os animais é que o ser humano sabe contar e se especializou em contar dinheiro. Fazendo, recentemente, um comentário num post do Rui Silvares, em que criticava duramente os banqueiros, defendi-os dizendo que são empresários como qualquer outro. Se especializaram em contar, e usar o dinheiro como mercadoria. Se fossem donos de uma fábrica de sardinha, não seriam nem menos nem mais úteis ou desprezíveis à sociedade. A única diferença é que podemos passar sem sardinhas e não vivemos sem algum dinheiro, seja ele ganho honestamente, ou de caridade alheia.

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