19.9.17

Bronze do Israel Kinslansky

Uma das três moças, (Israel Kinslansky) da minha coleção, estava ensolarada no final da tarde.

Crônica diária

As férias do Ruy

Ruy Castro, que considero um dos nossos melhores cronistas, vai sair de férias por trinta dias. Vai daí que nos informa sua ida à cidade de Florença, na Itália. Numera as virtudes artísticas do importante  acervo da cidade. Os maiores nomes das artes estão lá representados, ou passaram por lá, ou lá estão enterrados. Mas na verdade a curiosidade do Ruy, desta vez é conhecer San Gimignano, que fica a 50 Km de Florênça. E o que tem essa cidade de tão especial? Uma sorveteria, que segundo o nosso cronista é uma verdadeira catedral das massas. A sorveteria Dondoli na Piazza della Cisterna. Sorvetes de açafrão, gorgonzola, lavanda, azeitona preta, além de todos os outros clássicos. Compara a devoção dos consumidores que formam longas filas aos devotos de "David", da "Anunciação" e do "Nascimento de Vênus". O sorveteiro Sergio Dondoli, segundo o Ruy, tem o mesmo prestígio que Brunelleschi, o arquiteto do Duomo e do Battistero, em Florença. Exageros à parte, tenho em comum com o Ruy a paixão por bons sorvetes. Não chego a marcar uma viagem a San Giminignano por conta deles, mas delicio-me com o Bacio Di Latte na esquina da minha casa. 

18.9.17

Aniversário do Boi

Ontem dia 17 de Setembro foi aniversário do Boi (73). Seu quadro, Retrato de Menina estava ensolarado. Coleção do autor do blog.
Boi-José Carlos Ferreira.

Crônica diária

Um dos tios do Google

Dia desses caiu-me às mãos o volume XVIII do "Tesouro da Juventude". De imediato aquelas páginas amareladas pelo tempo, capa dura azul, gravado em relevo o nome da Enciclopédia Infanto-Juvenil me trouxe muitas lembranças. E não pude deixar de compara-la ao atual Google. Só não consegui encontrar a data da sua publicação, nem o número da edição. que certamente sofreu centena de edições. Com 334 páginas esse volume tem 158 de textos e 176 de Índices. Fartamente ilustrada. Um verdadeiro tesouro até hoje. 

17.9.17

Montanha nº 3 RESTAURADA

 MONTANHA nº 3 depois de RESTAURADA
 Lixada
 
                                                                  Primeiras demão
                                                          Coberta de massa acrílica

Crônica diária

Sob o título de tímido 

Em 20 de dezembro de 2013, portanto há quase quatro anos escrevi que voamos no mesmo voo, Frei Beto e eu. Não nos falamos. Não nos víamos há mais de quarenta anos. Ele não me reconheceu. Eu, por timidez, não me identifiquei. Esta semana ele volta às manchetes para condenar o Palocci pelo que disse do Lula. Ainda bem que não cumprimentei o velho conhecido. Participamos dos ensaios e primeiras apresentações do espetáculo teatral "O Rei da Vela", dirigido pelo Zé Celso, com assistência do Beto. Eu namorava a Itala Nandi. Eram todos esquerda como manda o figurino de intelectual. Mas éramos jovens. E o convívio era possível. Depois, muito depois, ele passa a ser orientador "espiritual" do Lula. E vai para Brasília quando o PT assumiu o primeiro mandato presidencial. Acreditava eu que o Frei Beto estivesse, na época, convencido da pureza das ideias do partido. Tanto que depois de algum tempo se demitiu e voltou para sua vida de pensador e escritor. Achei que ele não havia se corrompido. Pelo menos moralmente. Mas as declarações que acaba de fazer contra o Palocci e em defesa do Lula, demonstram que continua, como o Chico Buarque, defendendo o chefe da quadrilha que roubou, saqueou, o país,  destruindo a esperança de duzentos milhões de brasileiros. E contra esse crime não há cadeia ou perdão que o redima.

16.9.17

Arte?

Carregada nua pelas ruas do comércio de Belém, artista paraense ganha elogios da crítica nacional

                 Quer saber mais? AQUI

Crônica diária

Barquinho de papel

Dizem que andar de bicicleta se aprende uma só vez. Acredito. Não tenho tentado para comprovar. Mas há uns trinta e cinco anos que não fazia um barquinho (origami) de papel. O ultimo deve ter sido ensinando meus filhos que já passaram dos quarenta. Minha neta de três, decepcionada com as frustradas tentativas de voo dos meus aviõezinhos de papel, pediu-me um barquinho. E fui tentar lembrar como se dobrava. Uma vez, duas, dezena de tentativas e a triste constatação: não sei mais fazer um barquinho. Que tristeza. Que vergonha. E foi a Deda, prima da minha mulher, quem sugeriu: "entra no Google". Eu não tinha pensado nisso. Fui lá, e relembrei, passo a passo, todas as dobraduras do barco. Aleluia. Foi quando pensei que se não amarrasse os sapatos todos os dias, já deveria ter esquecido. E ando desconfiado que nó de gravata já era. 

Comentários que valem um post




 Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Meu interesse é por montanhas":

Nesta matéria: eu sou alpinista!

Postado por Gaspar de Jesus no blog . em quinta-feira, 14 de setembro de 2017 19:41:00 BRT

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "MONTANHA nº 3 - Coberta de neve":

Como curiosidade ?
Eu gosto imenso como ela está !

Postado por João Menéres no blog . em sexta-feira, 15 de setembro de 2017 04:09:00 BRT 

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 Li Ferreira Nhan deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Plaquetas, uma tela":

Ótima notícia Edu!!!

Postado por Li Ferreira Nhan no blog . em sexta-feira, 15 de setembro de 2017 00:21:00 BRT 

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15.9.17

MONTANHA nº 3 - Coberta de neve

A MONTANHA nº 3  até parece estar coberta de neve. Na realidade as três primeiras foram executadas com cimento VENCIDO. Sofreram danos no transporte, por mais cuidadoso que fosse. A número 1 se perdeu completamente. Esta foi reparada com massa acrílica, e acabou parecendo neve. Sofrerá ainda no processo de recuperação: lixa, e nova pintura. Mas fica o registro como curiosidade.

Crônica diária

Faltou o defunto

Dia oito passado falei sobre a missa de sétimo dia e foi um sucesso de comentários e curtições. Acho que meu recorde de público.  Entretanto o leitor Thyrso Martins Neto  disse ter "gostado  bastante da crônica como os muitos que a comentaram." Mas... "achou estranho, no entanto, a ausência de algum comentário sobre o defunto, na realidade o protagonista da cena." Neste caso a protagonista estava nas entre linhas. Cada um dos presentes à missa tinha uma relação qualquer com a falecida. Ou eram parentes, ou amigos. Ninguém vai à missa do inimigo. E tem mais, quando a missa é de corpo presente, concordo com o Thyrso que o protagonista é o falecido. Mas sete dias depois, é mais para os familiares e amigos mostrarem sua dor, e solidariedade para com os que ficaram. Isso sobre o ponto de vista social. No aspecto religioso, é para orar pelo morto. No entanto minha crônica falava sobre aqueles que na verdade nem sabem mais rezar. Vão às missas, de sétimo dia, ou as outras, que por ventura aconteçam, para u´a manifestação puramente social. A parte espiritual fica por conta do padre espanhol, e duas ou três beatas cobertas de preto, na primeira fila, que puxam as falas da reza. 

14.9.17

Caricatura

O autor do blog segundo Leandro Spett 2008

Crônica diária

Hora marcada é hora marcada

E esse compromisso de hora marcada deveria valer para ambos os lados. Não valer só para quem agendou. As empresas, laboratórios, escritórios, barbeiros, médicos e dentistas, enfim todos que só atendem com hora marcada deveriam cumprir o combinado. E não vale a desculpa pelo atraso dos outros clientes. Cliente que chega atrasado não deveria ser atendido, e deveria pagar multa. O que não pode é penalizar os outros nos horários subsequentes. Gosto de ouvir aquela companhia aérea que ao fechar a porta do avião diz: "Cumprindo nosso compromisso de regularidade, fechamos a porta no horário previsto." Gosto disso, até como chavão educativo. Já passei por sérios apuros por falta de atendimento em horário marcado. Fazer exames que requerem jejum e alguns preparativos, e sofrer atrasos, é muito dolorido. Já passei por isso. E como nunca chego atrasado, sou o precavido que comete gafes horríveis. Já cheguei em jantar na hora marcada e os donos da casa estavam no banho. Já perdi voo na frente do balcão da companhia aérea, depois do check-in, por conta da antecedência demasiada. Comecei a ler uma revista semanal, naquela altura, importantíssima, e de repente notei que estava absolutamente só no saguão. Fui ao balcão perguntar sobre meu voo. Tinham me chamado nos alto-falantes algumas vezes antes do avião decolar. Eu não percebi nada. E naquele tempo as malas embarcadas seguiam seu destino. Sem roupa e sem escova de dente, voltei para casa para pegar outro voo, internacional, no dia seguinte. Mas  hilária  foi a viagem que com minha mulher embarcamos um dia antes do previsto. O difícil foi convencer o hotel em antecipar a nossa reserva. Tudo porque eu nunca chego atrasado.

13.9.17

Plaquetas, uma tela

Acrílica sobre tela 120 X100 cm
Hoje estou com 147 000 no ultimo exame de Agosto.

Crônica diária

Conversa de bêbado

O mega complexo empresarial criado pelos açougueiros irmãos Batista é de dar inveja a qualquer empresário. Acontece que seus mentores não passaram de açougueiros, completamente despreparados para comandarem empresas do porte das suas. Filhos de Goiás, falam um português pra lá de primário, tosco, e modesto, para dizer o mínimo. Mas tiveram as portas abertas do BNDS que virou seu sócio. As portas de seus jatinhos, e o derrame de dinheiro de origem criminosa, compraram mais de mil e oitocentos políticos em todo Brasil. Tinham acesso ao Palácio do Jaburú, tarde da noite, e fora da agenda presidencial. Zombaram dos poderes legislativos,  judiciário, e executivo. Mas todos esse poder e riqueza não foram suficientes para evitar grandes porres. Porres confessos. O produto de quatro horas de gravações, espontaneamente entregues ao PGR era conversa de bêbado segundo Joseley. Mas o Janot considerou gravíssimas as afirmativas do diálogo. Eu acho ainda mais grave as ações dos corrompidos em favor dos açougueiros. E deixa-los soltos pelo mundo, onde eles tem muitos negócios.  

12.9.17

Meu interesse é por montanhas

Foto de autor desconhecido, naturalmente amante da natureza e como eu interessado em MONTANHAS

Crônicas diária



Mais sujo do que poleiro de papagaio

Sei que não há nada de novo na face da terra. Mas os acontecimentos dos últimos dias/meses acredito nunca tenham tido nada similar. Refiro-me às caixas e malas de dinheiro contendo mais de cinquenta e um  milhões de reais, encontrados no apartamento do Geddel, em Salvador.  Volume em cédulas de cem reais (com suas impressões digitais) que dão a dimensão cúbica do prêmio de uma mega-sena. Os escândalos vão se sucedendo com rapidez e grandeza que deixa a mala do Rocha Loures, amigo do Temer, parecendo merenda para piquenique. E curiosamente todos os atores desse drama, que mais parece uma comédia, se não fosse tristíssima, agem em seu favor. Usam os fatos em benefício próprio. Janot de lanceiro de flechas tortas acabou encerrando sua missão na PGR de forma melancólica. Todos os acusados e investigados pela Lava Jato tem a esperança de verem seus processos anulados por conta das trapalhadas do Janot. Os açougueiros, irmãos Batista, vão certamente pagar pelo que fizeram. Antes das delações, e depois delas. O prêmio foi grande demais. Resumindo, o mundo oficial, político e judiciário, anda mais sujo do que poleiro de papagaio.

Comentários que valem um post

Alvaro Abreu
Meu prezado Eduardo.

Não tenho a mínima paciência com chatos e bêbados.

Afonso, meu irmão mais velho, gosta de dizer que, em Nova York, era comum pessoas dizerem para as outras: "pessoal, vamos desfazer o bolinho porque John Lennon está vindo ali".

Grande abraço.
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Eduardo
Alvaro,

Eu também tenho paciência e tolerância ZERO com bêbados chatos. E com bêbados que geralmente são chatos. E com chatos sem nenhuma dosagem alcoólica.
O John tinha cara mesmo de ser chato... srsrs
Vou levar esse nosso diálogo para a coluna: Comentários que valem um post.
Forte abraço
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11.9.17

A MONTANHA vai virar anel

Um primeiro anel de MONTANHA esta sendo fundido no Israel Kislansky.
Em próximas postagens darei notícia do resultado.

Crônica diária

Ainda sobre os chatos

Dias atrás escrevi sobre chatos de galocha ou de piteira. Tal foi o sucesso que volto ao assunto. O chato segundo longo comentário da minha sempre presente leitora Silvia Büller Souto é a pessoa de "atitudes desagradáveis". O chato não se reconhece como tal. Ele se acha sempre vítima dos que o avaliam. E no seu entendimento as pessoas é que são intransigentes, exigentes, e chatas. O fato é que o chato exala odor antissocial. Ninguém combina: "vamos achar chata tal pessoa". Mas acontece que sem prévias combinações o chato é eleito por unanimidade e anonimamente. E quando a pecha de chato se cristaliza sobre alguém, nada mais é possível fazer para reverter essa maligna maldição. Aqueles que tentam salvar o chato da voz do povo vira um chato também. Há chatos de tantas espécies e categorias que já mereceram livros e tratados sobre eles. E continuam proliferando.

10.9.17

Fundindo a MONTANHA III

 Gesso na cera
 Uma operação que demandou seis horas ineterruptas com três pessoas trabalhando
A cera completamente coberta de gesso
Com lentas pinceladas a cera é totalmente coberta por gesso refratario. Camadas após camadas.
 Com o molde de ponta cabeça, mais gesso.
Camadas de gesso e fibra de vidro.
Depois de muito gesso duas telas foram envoltas no molde. Uma de tecido, mais gesso, outra de arame mais gesso.

Crônica diária

Show de texto

Meu amigo virtual José Lopes Agulhô deu um show de narrativa numa história que escreveu em sua página do FB. Como é sabido, textos com mais de dez linhas ninguém lê. Por mais interessante que possa ser o tema, e por melhor que esteja escrito, nos dias de hoje, e na plataforma digital, as pessoas tem pressa e pouca paciência. O Agulhô tem postado textos relativamente longos sobre momentos de sua vida. Histórias biográficas. Numa delas usou um truque infalível. Numa narrativa leve e bem escrita vai contando sua experiência para conseguir um emprego. Sala de espera da empresa contratante lotada. A todo momento chegando novos candidatos. A incerteza, e dúvida se deveria continuar, ou não, na fila de espera para ser entrevistado. E a ideia de escrever um bilhete para o recrutador. Daí para frente o leitor não consegue deixar de ir lendo. O que terá o Agulhô escrito num papel do maço de cigarro e caneta emprestada? Por que o recrutador mandou a secretária avisa-lo para voltar as dezessete horas daquele mesmo dia? O suspense esta estabelecido. E no final o encontro com o recrutador, os diálogos entre eles, e a mesma curiosidade do empresário em saber o por que o Agulhô havia escrito o bilhete. A resposta do candidato foi de que ele precisava mais do emprego do que o empregador dele como empregado. Portanto faria tudo para acertar. Foi contratado. O que dizia o bilhete? "NÃO ADMITA NINGUÉM ANTES DE ME CONHECER". Show de texto.

Comentários que valem um post

João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Comentários que valem um post":

O Jorge com mais uma das suas brilhantes tiradas !

Postado por João Menéres no blog . em sábado, 9 de setembro de 2017 07:32:00 BRT 

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Quatro cinco um

A revista Quatro cinco um, dedicada à resenha de livros e aos lançamentos do mercado editorial brasileiro nas mais diversas áreas.
Quatro cinco um é uma publicação independente da "piauí", com equipe e redação próprias, sob o comando dos editores Fernanda Diamant e Paulo Werneck, responsáveis pela criação da Associação Quatro Cinco Um, que edita a revista.
Para a piauí, essa é uma oportunidade de apresentar a você uma publicação de qualidade voltada aos livros e à leitura. Até o mês de outubro, a Quatro cinco um estará encartada no seu exemplar de assinante.

9.9.17

7 de Setembro

 Monumento da Independência
 Gloria e Lara pela primeira vez no Ipiranga
 Corridas nos gramados
Uma vista geral do monumento cujo bronze frontal foi recentemente restaurado
 O Museu que se encontra em reforma
A cor predileta da Lara

Crônica diária

O ar dos Alpes Suiços

Se você quer agradar alguém e a notícia não é muito boa, de em duas partes: uma ruim, e outra melhor. A melhor fica ótima perto da ruim. Funciona assim: tenho um aparelhinho portátil da Bonair (francesa) que ioniza e purifica o ar. Uso-o no meu banheiro. Ninguém deveria deixar de ter um desses nos seus. O ar é sempre dos Alpes Suíços. Sem os custos da viagem e do transporte, que no caso de ar é complicado. Minha mulher, num descuido deixou cair sobre ele uma toalha molhada. O cheiro de coisa elétrica queimada foi imediato. Senti como se tivesse perdido um animal de estimação. Levei para o Afonso da "Brupam Eletrodomésticos", em Pinheiros, para ver se dava um jeito. Olharam para a caixinha de plástico perguntando o que era? Uma secretária eletrônica? Não, expliquei. E tem o ionizador que não queimou, e este botãozinho de três velocidades. Estas é que não estão funcionando. Um cartãozinho com o número 36945 e a promessa de ligarem na quarta-feira informando se havia conserto e o orçamento. Saí levemente esperançoso. Mas na quarta o Afonso não ligou. Comecei a ficar  preocupado.  E tenho uns tantos filtros de reserva. Seria uma perda sentimental, quase insuportável. Além é claro do cheiro do ar do banheiro que nunca mais seria o mesmo. No máximo passaria a cheirar Pinos da Mantiqueira. Na quinta-feira não aguentei e liguei para o Afonso. Atendeu a mulher dele. Pediu o número, e eu disse que era o dono do purificador de ar. Ela imediatamente lembrou. Havia sido o primeiro que aparecia na oficina, e do primeiro nunca se esquece. “ Acho que não teve conserto”, disse ela. “Mas vou chamar o Afonso”.  Ele veio ao telefone, e com voz de pêsames deu a notícia: “não deu para consertar. Esta funcionando numa única velocidade.” Diante da notícia terrível  que eu não desejava  ouvir, e a mulher já havia prenunciado, o Afonso começou com a má, para finalmente dar a boa. Minha reação foi de muita alegria. Quase eufórica. “Tudo bem, Afonso. Uma velocidade só esta ótimo. Pego o aparelho  amanhã".

Comentários que valem um post



João Menéres disse...
Muito interessante acompanhar todo esse processo.
É quase como um parto !
Nem falta o corte do fio umbilical...

sexta-feira, 8 de setembro de 2017 03:01:00 BRT
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 Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

São os únicos eventos a que se vai sem ser convidado.

Postado por Jorge Pinheiro no blog . em sexta-feira, 8 de setembro de 2017 15:42:00 BRT 

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Excluir

Crônica do Álvaro Abreu





Manifesto

Um grande amigo meu está com a incumbência de redigir um manifesto à nação, uma espécie de convocação aos brasileiros que estejam dispostos a tentar reverter a descrença e a desesperança que se instalou na alma de muita gente. A demanda partiu de alguns de seus companheiros de luta política em épocas remotas, hoje amigos fraternos que vivem em lugares diferentes. Pelo que sei, são pessoas com idade avançada, dessas que não mais acreditam em política movida a slogans e palavras de ordem e que não escondem suas desilusões com líderes políticos conhecidos.

Não são muitas, mas soube que elas estão inteiramente convencidas de que é absolutamente indispensável, obrigatório mesmo, deixar de lado as tristezas e a sensação de impotência e, com a convicção própria aos sonhadores, partir para o ataque. Todas elas se sentem no direito de voltar a imaginar um futuro mais promissor para o país.  
Sempre troquei ideias com esse meu amigo sobre a conjuntura política, nem sempre com visões convergentes sobre causas e responsabilidades, mas concordando que a sociedade brasileira se encontra em situação bastante delicada sob muitos aspectos. Nos últimos tempos, vínhamos tentando, sem qualquer sucesso, imaginar rotas de saída para o enorme imbróglio em que nos metemos, que se agrava a cada notícia.

Não conheço ninguém que esteja feliz com a roubalheira infernal e a safadeza diversificada que tomam ares de normalidade e, muito menos, quem esteja se sentindo inteiramente livre da crescente sensação de insegurança. Preocupa-me saber que tem quem acredite que vai surgir um salvador da pátria para resolver todos os perrengues.

Entendo dificílima essa tarefa de escrever algo capaz de sensibilizar pessoas dos mais diferentes segmentos da população brasileira, cada qual movido por suas próprias dores e expectativas. Talvez por isso mesmo, tenho tentado listar palavras mágicas e ideias-força que poderiam estar presentes em manifestos aos brasileiros, um generoso e desafiador exercício de cidadania em tempos adversos.

Vitória, 05 de setembro de 2017
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

8.9.17

Montanha sendo fundida II

 A MONTANHA nº 14 serviu de MOLDE para a cera perdida, no processo de fundição. Em contato com o silicone ela ficou bastante danificada. A foto mostra o processo de recuperação com gesso e massa plástica.
Molde de cera, que será perdida no processo de fundição em bronze. Setembro de 2017

Crônica diária

Missa de sétimo dia

Até pouco tempo só íamos às missas de sétimo dia de nossos avós, pais, tios e gente de suas gerações. De uns tempos para cá estamos rezando pelos nossos contemporâneos, amigos, parentes, ex-namoradas, e de alguns filhos de gente da nossa geração. Tudo isso obedecendo à ordem cronológica das coisas. Devem morrer os mais antigos antes dos mais jovens. Entretanto por mais velho que sejamos, continuamos nos achando muito moços para partir. As missas de gente muito amiga reúnem, quase sempre, muitas histórias. A maioria impublicável. Reencontramos pessoas que não víamos a dezena de anos. Amigos que perdemos o convívio. Outros que propositadamente afastamos. Desafetos. Ex-sócios, que engordaram e quase não os reconhecemos. Gente que nos vê e não nos cumprimenta. Gente que nos cumprimenta e não temos a menor ideia de quem seja. Gente que envelheceu mal. Principalmente as mulheres que lutam contra a gravidade e o inexorável. E se operam, e se transformam em outras pessoas. Muito piores que as naturalmente envelhecidas. Mas há as que o tempo só faz gratificar. Lindas como sempre foram. E há ainda os velhos metidos a jovens. Eternos esperançosos de nunca chegar o seu dia. E há também os que já enfrentam as cadeiras de roda ou bengala. Mas nessas missas há um conforto: as filhas e netas da nossa geração. Como são lindas essas viçosas e despreocupadas criaturas. Algumas prendendo a vasta cabeleira num coque e mostrando uma tatuagem discreta na nuca. O viço da idade é tonificante. E para elas esta reservada toda uma longa vida, e por certo, histórias e aventuras igualmente inconfessáveis. Tudo isso me passou pela cabeça enquanto um padre espanhol rezava a missa.

7.9.17

Detalhe de escultura do Israel Kislansky

Bronze no atelier do artista. Setembro de 2017

Crônica diária

"Cadeia faz bem"

Com esse título o jornal digital O Antagonista fala sobre Marcelo Odebrecht. Que o empreiteiro empregou seu tempo na cadeia estudando os documentos da Policia Federal, e descobriu que repasses foram feitos diretamente da sua empresa sem intermediários. Bem faria um bom tempo de cadeia para os irmãos Batista, e executivos do grupo JBS, para que não pairassem dúvidas quanto aos seus crimes, apesar do acordo de delação. Bem esta fazendo para o Eduardo Cunha, que se presumia inatingível. Bem esta fazendo para o Palocci, que independente de delação aceita ou não, quer negociar um acordo para não ficar mais tempo na cadeia. E um bem danado para o Cabral, no Rio de Janeiro. De nada adiantou tantas joias, barcos e carros de luxo. Na cadeia nada disso é moeda de troca. E por fim, faria muito bem ao Lula, que já foi preso inúmeras vezes, como agitador sindical, voltasse para passar um par de anos preso, agora não mais como político, mas como chefe da quadrilha que comandou e assaltou o país. Além do mais cadeia tem o dom de reativar a memória.

6.9.17

Montanha sendo fundida

Dan Fialdini, escultor, assistindo, Antônio e Israel Kislansky em sua fundição trabalhando trabalhando na cera da MONTANHA. Na terceira imagem o fundidor Luciano trabalhando na cera da Montanha nº14. Na próxima postagem sobre o assunto, veremos os passos seguintes.

Crônica diária



Vito, de Maria Tomaselli

Vito é o nome do mais novo livro da escritora e artista plástica austríaca/gaúcha Maria Tomaselli. Como tudo que faz é de extremo bom gosto. Consagrada nas artes plásticas, vem se aventurando na literatura, e neste seu segundo livro se supera. Uma verdadeira caixinha de joias. No formato pocketbook editado com papel apropriado para ilustrações, deixa o leitor na dúvida se se trata de um livro de arte com textos ilustrativos, ou um de contos, e portanto de literatura, com ilustrações da autora. Ambos com a maior qualidade. Eu já havia lido os originais com as gravuras em preto e branco. Agora impresso com esmero pela editora Escritos, de  Porto Alegre, o livro ganhou forma e conteúdo de  preciosidade ímpar. Esta cada dia mais raro no mercado editorial obras com esse acabamento. Por acaso na manhã que recebi, pelo correio, esse presente da Tomaselli, tinha hora marcada no Hospital das Clínicas. E também por acaso esta semana o escritor Roberto Klotz, de Brasília, escreveu uma crônica sobre livros ideais para enfrentar filas. O tamanho pocketbook é ideal. Fui a pé, com guarda chuva, e preparado para enfrentar todas as filas que o Hospital nos impõe. Fila nas catracas de entrada. Filas nos corredores, fila para as senhas, e finalmente sentado a longa espera pela chamada. Tempo suficiente para reler alguns dos trinta e sete contos. Mais tempo namorando as gravuras coloridas que ilustram os textos. O único pecado era estar manuseando-o sem luvas. 

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