16.7.18

MYRA LANDAU


A tristeza com que escrevo estas linhas é enorme. Previsíveis, uma vez que a amiga Myra vinha se lamentando do seu estado de saúde, fraqueza, e desânimo já há algum tempo. Pudera, estava com 91 anos. Muito ansiosa com a exposição que acontecerá, nos próximos meses, em NY. Desconfiava não poder presenciar. E isso, e o frio do inverno a incomodava muito. Myra fez um grupo pequeno, mas muito fiel, de amigos, através do meu blog Varal de Ideias. Jorge Pinheiro, e João Menéres, estão entre eles. Do Jorge recebi os originais, quatro ou cinco anos atrás, de um trabalho escrito sobre a grande artista. Acredito que nunca tenha sido publicado. Sugiro que envie para sua filha Dominique. A saudade que a Myra irá provocar é enorme. Estava sempre enviando-me digitalmente uma pintura, e querendo saber minha opinião. Cobrava quando a  resposta tardava um dia. Gente com essa idade tem pressa. E como, brincando, uma vez eu disse que gostava mais dos seus traços em curva, eram com eles que me presenteava. Tenho curvas de todas as cores. Há três ou quatro dias recebi um e-mail da Dominique pedindo para escrever umas linhas por carta, pois a saúde da mãe já estava precária, e não lia mais no computador. Na noite em que faleceu, eu sonhei que estava enviando meu próximo livro, que ainda esta na editora. Ao amanhecer recebo um novo e-mail com a triste notícia. Vou sentir muita, mas muita mesmo, saudade da amigona Myra.



 Myra Landau


Comentários que valem um post



João Menéres disse...
Está visto, poucos são os anos que faltam para a Lara, essa criança prodígio, ser convidada para mostrar publicamente todo o seu génio de artista plástica no MASP !

domingo, 15 de julho de 2018 02:55:00 BRT
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15.7.18

VARAL DE LUTO



   O VARAL CUMPRE A DOLOROSA MISSÃO DE COMUNICAR A MORTE DA QUERIDA AMIGA E ARTISTA PLÁSTICA MYRA LANDAU


"Meus queridos,

Como vocês ja escutaram no email anterior a saúde da mamãe estava muito mal.

Infelizmente ela nos deixou hoje a noite.

Tivemos ainda a sorte de estar junto a ela nos últimos momentos. 

Apesar da grande deterioração ela ate o ultimo momento estava desenhando.

Ela teria gostado de ver sua exposição em NY mas agora sera uma verdadeira homenagem a ela. 

Em alguns dias ela sera enterrada aqui em Alkmaar perto da gente, depois de 91 anos de vida movimentada.

Muito obrigada pela linda amizade e amor por ela!

Dominique, Jan, Marco, Mauro e Tamara

Dominique Landau <landaudominique@gmail.com>

"

Ensaio fotográfico


A Lara pinta, recorta, cola e fotografa.

Crônica diária

A perda de confiança

Ouvi de uma leitora que a saída para nossa crise seria uma greve geral. Olhem aonde chega a insensatez. Não fossem os pesados prejuízos causados ao país pela recente, e gigantesca, greve dos caminhoneiros, e os pífios resultados por eles colhidos. A indústria brasileira registrou um prejuízo gigantesco. Irrecuperável. Esse prejuízo se refletiu em impostos e preços. O setor de aves e o agronegócio também foram gravemente afetados e o consumidor pagou o preço. A inflação mostrou sua cara. O dólar voltou a subir, apesar de fortes intervenções do Banco Central. A causa é o da perda de confiança. Talvez tenha sido esse o maior mal causado pela greve dos caminhoneiros. E ainda tem leitora sugerindo novas greves. Insano.

14.7.18

Ensaio fotográfico

Cabeça da tartaruga, no olhar da Lara

Crônica diária

Perguntar não ofende

Como podemos esperar dos 213 milhões de brasileiros 23 jogadores, mais um técnico de seleção, que possam vencer uma Copa Mundial de futebol, se não temos um único e mísero nome em quem votar para nos governar? 

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Adorei "a vida no palco", instiga  nossa imaginação, delicia de livro! Beijão
Cristina   Rolim

Crônica do Alvaro Abreu


Meras suposições

Gosto de ficar imaginando os acontecimentos que antecederam fatos emblemáticos, como o suposto grito de independência ou morte, dado do alto de um cavalo branco. Pois foi o que andei fazendo para tentar entender os meandros do episódio que surpreendeu o Brasil em pleno domingo. Pelo que vi na imprensa, foi coisa de umas poucas pessoas, das muitas que fazem da política instrumento para ações espúrias, incluindo a de transformar tribunais de justiça em palco para encenar enredos vergonhosos. Dito isso, vamos às suposições.

Deputado Espertão telefona pro Deputado Parceiro e diz: - Tá na hora de soltar o cara. Vai ter que ser neste fim de semana, quando o nosso desembargador estará de plantão no tribunal. Ele só precisa que a gente entre com aquele habeas corpus que já está pronto. Ele disse que resolve a parada com uma só canetada, como estão fazendo os nossos ministros lá no Supremo. A hora é essa, companheiro. Por sorte, o pessoal está chateado com a desclassificação, doido pra encontrar motivo pra comemorar. Precisamos do homem solto, na campanha. - Beleza, então vamos chamar Deputado Tonessa pra acompanhar os fatos ao lado do chefe e entrar na foto quando ele estiver saindo do prédio da Federal, responde Deputado Parceiro.

Dito e feito. Domingo lá estavam os três em Curitiba, monitorando os acontecimentos. Passada a euforia com o primeiro ato, o preso, homem tarimbado e sagaz, se declarou descrente da possibilidade de ser solto com tamanha facilidade. Afinal, seu fiel advogado e um outro, caríssimo, daqueles que resolvem tudo diretamente com os togados de Brasília, não tinham conseguido tirá-lo daquele lugar. Depois de ouvir tudo em silêncio respeitoso, Deputado Espertão, agora com ares de malandro federal, sentenciou: - Deixa com a gente, presidente. Pode ir preparando as declarações e os discursos. Vai ser vapt-vupt.

Como a tramoia magistral gorou por inconsistência jurídica, é fácil supor que o tal magistrado, que deu sucessivas canetadas durante o plantão, vai ficar se explicando pelo resto da vida.

Vitória, 11 de julho de 2018
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

13.7.18

Ensaio fotográfico

O olhar curioso e espontâneo da Lara

Crônica diária

Só no Brasil

Só aqui elegemos um índio pelo Partido Trabalhista - Mario Juruna.
Só aqui temos um Presidente que usa Lima no lugar de "laranja". Temer. 
Só aqui um torneiro mecânico, que perdeu um dedo, aposentou-se, fundou um partido e virou Presidente - Lula (Hoje preso por corrupção e chefiar uma quadrilha que assaltou o país).
Só aqui um juiz plantonista, num domingo, manda soltar o presidente condenado, em uma hora. A decisão  foi cassada, mas depois de muitas horas.
E pretendemos salvar a pátria com um capitão - Bolsonar. Só aqui.

12.7.18

Ensaio fotográfico

A montanha de bronze e dois cinzeiros, na visão da Lara. Julho 2018

Crônica diária

Sou radicalmente contra radicais

Não costumo seguir a manada. Sempre fui assim. No tempo de colégio (fui candidato a presidente da UPES -União Paulista de Estudantes Secundários) fui derrotado pelo José Alvaro Moesés ( hoje sociólogo) que era tido como o candidato da esquerda. Mas a direita achava que eu era comunista. Na eleição do Collor briguei com muitos e velhos amigos que participaram ativamente da campanha e das "sobras de campanha". Deu no que deu. Recentemente fui voz isolada a favor do impinchamento do Temer no momento do escândalo do Joesley Batista: "Tem que manter isso, viu?". Escrevi contra a postura ambígua, fraca, e desastrosa do PSDB, como oposição,  durante todo o governo Dilma. Continuei a criticar e prever o esfacelamento político e moral desse partido aliado ao MDB durante o governo atual do Temer. E minha postura radicalmente contra a esquerda (Ciro, Manuela, Boulos, Haddad) é a mesma contra a direita radical, representada nesse momento pelo medíocre sargento Bolsonaro. Não se iludam eleitores do agronegócio, das instituições financeiras, da classe média que tem horror aos comunistas, o caminho para a saída do atual impasse brasileiro não transita pelo radical e despreparado deputado. Em tempos passados o descontentamento do eleitor carreava votos para um cacique Juruna*, um palhaço Tiririca, um rinoceronte Cacareco*, mas não chegavam ao ponto de um Bolsonaro. Quem teme bandidos e contrata sua segurança com milícias, sabe o risco que corre.

* Mário Juruna foi um líder indígena filiado ao Partido Democrático Trabalhista,  primeiro e único deputado federal indígena do Brasil. E dizem que índio detesta trabalho.

*Cacareco foi uma rinoceronte fêmea do Zoológico do Rio de Janeiro emprestada ao Zoológico de São Paulo que nas eleições municipais de outubro de 1959 da cidade de São Paulo recebeu cerca de 100 mil votos.

11.7.18

Ensaio fotográfico

Dois cinzeiros de prasta, no olhar da Lara

Crônica diária

                                                                                                           Desenho de Dudi Maia Rosa
Uma nova oferta

Em 4 de Novembro de 2014, portanto, há quase quatro anos, escrevi uma crônica ilustrada com desenho do artista plástico Dudi Maia Rosa. Ele procurava um carro para o filho João. Eu gostei do desenho, e como tinha um automóvel com as características que o Dudi procurava, ofereci o meu e fechamos negócio. Hoje volto a usar o mesmo desenho para oferecer o Hyundai, Elantra, 2015, preto, completo com bancos de couro, com incríveis 11 000 Km, pela pechincha de R$ 69000,00. Mosca branca, Como já dizia na crônica de 2014 detesto essa de "semi novo". Ou o carro é zero e custa R$23000,00 a mais, ou é usado. Como atenuantes pode ser de um único dono, e ter uma quilometragem tão baixa, e um estado de conservação impecável que o torna único. Quem tiver interesse que se apresse. Oportunidades como essa não aparecem todos os dias. 

PS- Fotos e detalhes técnicos no site:  https://www.webmotors.com.br/comprar/hyundai/elantra/2-0-gls-16v-flex-4p-automatico/4-portas/2014-2015/24293267?idcmpint=t1:c17:m07:webmotors:clique_card_resultado_busca::anuncio-normal-pos-11&utm_medium=calhau&utm_campaign=clique_card_resultado_busca&utm_content=anuncio-normal-pos-11

10.7.18

Ensaio fotográfico

O
O olhar fotográfico da Lara é muito curioso e específico. Detalhes que  não chamariam atenção de um adulto, ou não estão à altura de seus olhos. Sola do meu sapato, unhas da vovó, papel carimbado por ela, mão e relógio do vovô. Todos os enquadramentos são mantidos rigorosamente como foram captados. Às vezes a falta de foco, é culpa da máquina, automática. Julho 2018

Crônica diária

Balas perdidas

Como escreveu meu amigo e leitor Nelson de Souza: " Leitor não tira férias", cá estou eu cumprindo minha parte. Concordo com o comentário do Nelson, mas é preciso que se diga que tem muito leitor que se enche do nosso texto e muda de leitura. Um dia voltam, mas sem constância. Ou nunca mais aparecem. Tem aqueles que apesar de fiéis não se manifestam. Como saber se são realmente fiéis? Nunca saberemos. O cronista, mesmo aquele que não interage com seus leitores, como eu, sentem falta dos que partiram para outras leituras, ou se silenciaram, temporária, ou definitivamente. Nesta ultima categoria sinto falta de um ou dois. Eram assíduos de todos os dias. Participativos. Um belo dia, eu que não costumo polemizar com leitores, escrevo alguma coisa que os irrita a ponto de nunca mais darem as caras. Claro que sinto falta. E mais do que isso, sinto pena desses leitores. Tomam para si, palavras e ideias genéricas, abstratas. Nada pessoais. Um exemplo? Certo dia escrevi uma frase que considero lapidar, modéstia, completamente, a parte: "São Paulo é uma ilha cercada de Brasil por todos os lados". Bastou para o JLF nunca mais falar comigo. Mineiro, morador de Niterói, magoou-se profundamente. E eu perdi um ex colega de Cataguases, amigo, colaborador e leitor diário. Mas houveram outros casos, tão inconsequentes e absurdos como esse. Um deles já faleceu. E ficou uma coisa estranha, mal resolvida. As palavras e ideias são como o chumbo de uma bala. Mortais. E às vezes se morre por bala perdida, ou acidente, sem nenhum propósito ou intenção.

9.7.18

Ensaio fotográfico

Meu avião, foto LARA, Julho 2018

Crônica diária

As opiniões dos leitores

Dia 6 próximo passado escrevi umas linhas sob o título "Nossa fila de todo dia" e logo de saída minha querida leitora Tereza Arditti comentou: "Pela primeira vez , você escreve um texto , que nos entristece." Foi seguida de mais gente na mesma linha. Concordo que tratar de temas como saúde, velhice, burocracia, não nos alegra, e com eles não podemos fazer humor. Mas, por outro lado, não são piores do que falar da situação política partidária, dos candidatos para a próxima eleição para presidente, do desemprego, da situação econômica, da educação, e das perspectivas de futuro para nossa gente. Acontece que de tanto se ler, ver e ouvir desgraças, vamos nos acostumando e nem nos damos mais conta. Foi bom ler o alerta da Tereza, como sempre é bom ouvir o contra pondo do meu querido professor dos tempos de Cataguases,  Joares Costa que escreveu: "Verdade, caro Eduardo. Bom iniciar o dia saboreando suas crônicas, todas de qualidade indiscutível. Bom dia, e bom jogo." (Era dia do jogo do Brasil contra a Bélgica. nas quartas de final, onde perdemos de 2x1 e caímos fora. Isso sim é triste). Outros tantos comentários absolutamente pertinentes como os do José Celestino Da Silva: " Você me faz lembrar das promessas do Hélio Beltrão lá dos anos 80. Há 40 anos!". Ou o irônico comentário da leitora Sabina Naschold. A todos agradeço a imprescindível colaboração. 

Comentários que valem um post

Blogger João Menéres disse...
A Lara, essa menina prodígio, a cada dia me espanta e encanta.
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8.7.18

Ensaio fotográfico


Os olhares da LARA. Na imagem inferior, a ponta de seus sapatinhos. Julho 2018

Crônica diária

Desanimador

Tive uma conversa de uma hora e meia com um ex ministro de governos passados, e profundo conhecedor dos meandros políticos brasileiro. O panorama traçado para as próximas eleições de Presidente da República é desanimador, para não dizer aterrorizante. Caso o Alckmin não se componha com o Álvaro Dias como seu vice, e na possibilidade de sua candidatura não decolar, teremos no segundo turno Bolsonaro e Ciro Gomes. Pronto, escrevi o nome desses dois senhores, que até o momento me recusava menciona-los por completo asco e indignação. Não consigo me conformar com essa trágica realidade. Se estávamos mal com o PT, o que vamos poder esperar dessas duas execráveis figuras do baixo clero da política brasileira? Alternativas como Marina Silva, ou o novo poste do Lula, Fernando Haddad,  chegam a ser mais palatáveis do que o dessa dupla de extremistas. Mas como já ficou provado que Deus não é brasileiro, esperanças por milagre estão fora de cogitação. Os Argentinos conseguiram fazer um Papa, mas nem por isso as coisas por lá melhoraram. Ainda assim só nos resta continuar tendo fé. 

Comentarios que valem um post



João Menéres disse...
Ontem, coloquei um OITO e alguns seguidores admitiram a hipótese de ser o sinal do infinito.
A GRANDE Lara ( de quatro anos ! ) hoje mostra o sinal do infinito na parede de um castelo ( vejam as ameias ! ).
Eu calculo que seja uma peça de Lego mas ainda mais fico admirado como a Lara consegue ter tal visionamento e o acerto com que o faz.
Essa menina-senhora vai longe !


sábado, 7 de julho de 2018 04:16:00 BRT
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7.7.18

Ensaio fotográfico

Lara e suas observações fotográficas

Crônica diária

Brasil fora da Copa

Hoje a crônica era outra, mas a derrota do Brasil pela Bélgica por 2x1 exige que eu diga duas palavras sobre essa Copa. Os três favoritos das previsões do UBS e do ITAÚ estão fora das semi- finais. Para somar ao desânimo e frustração do povo brasileiro. Essa Copa foi diferente de todas as outras, não porque o Brasil perdeu, mas porque o futebol mundial mudou. E mudou para melhor. Nós que tínhamos alguns monopólios como do café, do samba, e do futebol, não somos mais do que um país do terceiro mundo. Agora vamos voltar a cuidar de nossas feridas. Lambe-las, levantar a cabeça e seguir em frente.

6.7.18

Ensaio fotográfico

 O assunto tratado pela LARA nestas imagens foi Copa do Mundo na Rússia
 Onde todas as atenções estão voltadas para a TV

 O vovô torcendo
E rindo quando eu (Lara) fico na frente da TV.

Crônica diária

Nossa fila de todo dia

É preciso entrar numa repartição pública e pegar uma hora de fila para ser atendido e compreender exatamente o que passa o cidadão comum brasileiro. Esta semana enfrentei esse tipo de teste de resistência. Uma senhorinha de idade avançada, à minha frente na fila, foi logo dizendo que era a primeira vez que esta lá. Insegura me ´perguntou duas ou três vezes se a fila correta era mesmo aquela. Confirmei. Tentei acalma-la. Depois me perguntou que documentos iriam pedir. Disse que o RG bastava. Ela alegou não estar com o original, e fuçando na bolsa encontro uma fotocópia. Acho que serve, disse eu. A fila, apesar de se ouvir: "o próximo", não andava. Ela continuava a procurar alguma coisa no seu celular. Agilmente, para minha surpresa. Mas depois de um tempo lamentou ter esquecido o número do seu próprio telefone. Tentei ajuda-la a encontrar sugerindo procurasse na lista de nomes. Lá estava o nome dela, seguido de "nada consta". Foi quando a senhora à sua frente, muito mais jovem e muito simpática, que assistia toda nossa conversa interveio, prestativa: "A senhora tem crédito?" "Então vamos ligar do seu para o meu celular e assim aparece seu número, e a gente anota". E isso foi feito, para tranquilidade da senhorinha. Triste povo brasileiro que enfrenta filas gigantescas todos os dias. E são absolutamente calmos, passivos, resignados, e solidários.

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João Menéres disse...
A Lara ultrapassa com toda a facilidade os horizontes limitados que os seus recentes 4 anos de idade forçosamente lhe oferecem, seja por um ângulo, seja por uma perspectiva, genialmente encontrados.
Nesta situação, o copo com a limonada como seu reflexo no tampo de vidro adquire uma importância que as linhas de fuga notoriamente realçaram.
Ansiosamente aguardamos a imagem com que amanhã nos surpreenderá.

quinta-feira, 5 de julho de 2018 01:15:00 BRT
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5.7.18

Ensaio fotográfico

 Lara, o copo de limonada. Julho 2018.



Crônica diária

Há quem não tira férias

Meus leitores estranharam uma crônica falando de jogo de futebol. Eles tem toda razão, não costumo tratar desse e de nenhum outro esporte. Porém, vivemos um meio e final de Copa na Rússia, férias no judiciário, e completa indefinição das candidaturas à Presidente, nas próximas eleições de outubro, não nos deixando muitas opções para comentar. Na verdade o ideal seria dar férias para o cronista. Por outro lado, a maioria dos leitores não tira férias. Os anos tem doze meses, os meses quatro semanas, e os compromissos financeiros, como contas de energia, agua, telefone, IPTU, IPVA, gás, escolas, IR, contas do Cartão de Crédito também não tiram férias.

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João Menéres disse...
Agora, a Lara, já com QUATRO ANOS é uma SENHORA ARTISTA DA FOTOGRAFIA !
Visões que escapam a muitos encarteirados !

Com dois dias de atraso ( por ignorância minha ), um BEIJINHO de muitos parabéns à Lara e o desejo de muitas felicidades na sua vida.

quarta-feira, 4 de julho de 2018 04:50:00 BRT
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4.7.18

Ensaio fotográfico

Lara, no dia que completou 4 anos: 2 de Julho de 2018

Crônica diária

José Vasconcellos

Ontem ao escrever umas linhas durante o jogo do Brasil, lembrei do humorista José Thomaz da Cunha Vasconcellos Neto (85 anos), conhecido como José Vasconcellos, nascido no Acre, na capital Rio Branco, e falecido em São Paulo em 2011. Foi um dos bons humoristas da sua geração. E naquele tempo a concorrência era grande. Por que lembrar do Zé num jogo de futebol? Porque um dos seus quadros famosos era o do locutor gago. Um locutor esportivo, narrando um jogo de futebol. Era hilário. Ao iniciar a frase que iria descrever uma penalidade máxima, gaguejava tanto na primeira sílaba, que ao terminar a palavra o pênalti já havia sido cobrado, e ele reclamava dos jogadores chamando-os de aprepressadinhos. Mas não era só com futebol que fazia sucesso, tinha outro quadro sobre macaco para trocar pneu. Hoje em dia os pneus quase nem furam mais. E por fim imitava Gary Cooper no cinema falado, à perfeição. Quem nos dias de hoje sabe quem foi esse ator dos filmes de cowboy, em cinemascope. Mas o futebol, muito diferente do daquele tempo, ainda junta torcedores no mundo todo. 

3.7.18

Voltando à vaca fria

Lagoa de Ibiraquera. E.P.L. Anos atrás.

Crônica diária

Brasil contra México

10:30 
Segunda feira e faltam trinta minutos para iniciar o jogo do Brasil contra o México na fase de oitavas de final. Jogo mata-mata. O transito na cidade de São Paulo, e imagino que nas outras cidades também, esta com cara de domingo. Muito pouca bandeira e ouço ao longe um som de vuvuzela.  Por mais que se diga que esta copa esta sendo morna para o torcedor brasileiro, numa hora dessas não há como não torcer. Esta crônica será escrita ao sabor do andar da partida.
 O estádio em Samara na Rússia tem o formato de uma nave espacial em homenagem ao primeiro voo espacial com Yuri Gagarin, que disse que a terra é azul.
 O Brasil veste  amarelo e azul, o México verde e branco.     
 
11:45
O Brasil jogou melhor nove minutos depois dos vinte e quatro do primeiro tempo. De resto o México marcou e atacou melhor. Zero a zero com atuação  melhor do México na partida. 

12:52
Termina o jogo onde o Brasil ganhou de dois a zero, com um gol do Neymar nos cinco minutos do segundo tempo, e um passe para o segundo, aos quarenta e três, colocando o nosso país nas quartas de final entre os oito melhores do mundo. Muitas vuvuzelas ouço pela janela. 

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Blogger

João Menéres disse...
É curioso como gosto deste tema assim inclinado !...
A Lara é uma revelação que se afirma todos os dias.


segunda-feira, 2 de julho de 2018 05:00:00 BRT
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