19.2.18

João Menéres em Buenos Aires

Uma homenagem do fotógrafo e amigo João Menéres especialmente para o VARAL. Nov. 2017

Crônica diária

Cpt

Pois é, mais uma sigla sendo usada, e mais uma para nossa coleção de letras com algum significado embutido. No caso só consoantes, mas há com vogais também. App, por exemplo, ou  Unf que quer dizer Unfollow, que na linguagem da Internet quer dizer, "deixar de seguir" ou seja unf = unf se você deixar de me seguir eu deixo de te seguir, e app ativo é quem tem aplicativos que se baixados ele lhe dá o controle de quem lhe segue e de quem deixa de lhe seguir. No futuro muito próximo vamos encontrar textos assim: No FB li que FHC foi a BH fazer palestra que retransmitida por DDD,  virulou na rede, e eu cpt. É preciso permanente consulta ao Google para poder acompanhar o que surge diariamente. Pqp é velha conhecida nossa e da torcida do Flamengo, mas cpt para mim novidade absoluta. E como tenho alergia às letras PT fiquei com medo de tratar-se de "com o pt". Mas não. Uma leitora escreveu, dia desses:"Marcia Sauchella Cpt", e com isso ela disse: "Compartilho". Que susto. 

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Norma Jean Dougherty - MM":

Não tenho mais palavras para acrescentar às que o Eduardo define a Marilyn !

Postado por João Menéres no blog . em domingo, 18 de fevereiro de 2018 06:35:00 BRT 

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18.2.18

Norma Jean Dougherty - MM

Em 1946, uma garota gostosa chamada Norma Jean Dougherty, aspirante ao estrelato em Hollywood posou para o rei das pin ups, Earl Moran, que a desenhou em pastel. Seu destino era ser MARILYN MONROE, a mais sexy e deliciosa mulher, que passou pelo planeta Terra. Irresistível, forever !!!

Crônica diária

 Reflexões sobre o assédio

No conto curto, típico do melhor da literatura da norte-americana Lydia Davis (cuja dona da livraria Navegar, de Garopaba, SC não conhecia), denominado "Como funciona" ela descreve um ato sexual , chamando-o de "ato de amor", segundo um artigo que leu, "com  o afeto entre um homem e uma mulher." O conto não esta datado, mas o livro onde foi publicado é de 2007. Portanto há dez anos. Naquele tempo não se imaginava que sexo pudesse ser tratado de outra forma. Era entre um homem e uma mulher. Hoje esse tratamento, absurdamente, soa preconceituoso. O artigo, segundo Lydia, diz que "tudo começa com o afeto, depois um beijo que gera prazer e desperta o desejo dos respectivos corpos de serem tocados. O sangue intumesce o pênis do homem, e a vagina umedeci e fica macia. O pênis pode então penetrar a vagina e as partes se movimentam de forma confortável e agradável até o homem e a mulher (repete enfaticamente) chegarem ao orgasmo, não necessariamente ao mesmo tempo." Lydia termina seu texto alertando que "hoje em dia, presumidamente se refere a um dia do ano de 2007, muitas pessoas fazem sexo sem se amarem, ou mesmo sem terem afeto algum uma pela outra," e conclui, "se isso é bom ou não, ainda não sabemos."  A campanha, recente, contra o assédio sexual, é uma das causas, e demonstração cabal, do que questionava Lydia, e só faz dez anos. Minha pergunta é: onde tudo isso vai parar?

17.2.18

Por que não?

Elas engordaram um pouco depois de posarem para as Três graças de Rafael

Crônica diária

"Tipos de perturbação" - Lydia Davis

Com este livro li tudo que dela foi publicado no Brasil, com exceção de uma coletânea que não encontrei nas livrarias e no sebo existe um único exemplar por R$ 450,00 por tratar-se de livro raro. Ela realmente é muito boa, especialmente nos textos curtos. Nos curtíssimos, ela brilha. E em sua homenagem minha resenha sobre o seu "Tipos de perturbação" fica por aqui. 

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Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Elisa e Betty Vidigal":

É tão bom recordar! Estas fotos amarelecidas são preciosidades.
Abraço

Postado por Gaspar de Jesus no blog . em quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018 22:07:00 BRST 

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16.2.18

Gordinha fazendo "estrela"

Grande agilidade

Crônica diária

Uma ideia para Leticia

Não é comum, mas acontece eu ter um estoque de dezesseis a dezessete crônicas prontas aguardando publicação na mesma ordem em que foram escritas. Fui visitar uma amiga que tem uma floricultura charmosa, e um café acolhedor, perto da minha casa em Santa Catarina. O café e as flores convivem ainda com uma ativa corretora de imóveis. E além disso, minha leitora diária. Por acaso havia escrito uma crônica sobre o preço do café (postada dois dias atrás) e contei a ela as linhas gerais do texto. Três dias depois tive que voltar ao café/floricultura para apanhar uma avaliação da corretora, e ela cobrou-me a crônica do café. Calma, um dia desses ela aparece. E o curioso que leitoras como a Letícia me acompanham, silenciosamente, sem curtir ou comentar. Passei um e-mail avisando a data da postagem: 14 de fevereiro. Estávamos em 29 de janeiro. Espero que até lá o café não esfrie, ou mude de preço. Mas como seria bom se todos os cafés plastificassem minha crônica e deixassem sobre as mesas para leitura dos clientes. Café com crônica. Fica aqui a ideia, Letícia. Desde já fica autorizada.

15.2.18

Elisa e Betty Vidigal

Minha irmã Elisa é a segunda de direita para a esquerda de pé. A Betty é a quarta. Foto do FB da Betty.

Crônica diária



Fé e temor

Como  nunca tinha pensado nisso. Pelo menos nessa perspectiva. Todo temor é inerente a toda fé. As pessoas que não temem não tem necessidade da fé. As que tem fé, ainda que inconscientemente não percebam, temem. Nunca fui tão profundo em tão poucas linhas. 

14.2.18

João e Pedro com amigos comemorando 9 anos

João e pedro com mão no nariz à esquerda, com amigos na picina no dia do aniversário de 9 anos

Crônica diária

Por R$6,92 e $2,17

O título dessa crônica é o valor cobrado em reais (ou dólar), na data de hoje, por um cafezinho no melhor café da cidade de São Paulo. Esse mesmo preço é válido para Miami. Mas você encontra cafés por preços até pela metade desse valor, em cafés com metade da sofisticação, conforto, ponto comercial, e atendimento. Mas o que me levou a escrever sobre o preço do cafezinho foi o comentário de uma amiga achando-o muito caro. Se pensar bem, e levando em consideração todo o investimento por trás desse líquido escuro, nessa pequena xícara sobre esse pires com colher de plástico, que levou anos para a planta produzir, o fruto ser colhido, a secagem, torrefação, embalagem, transporte até chegar à loja, e dela à sua mesa, com dois bancos, o preço não é tão caro. Sem contar que você tem à sua disposição guardanapos de papel, vários tipos de adoçantes, ar condicionado, serviçais uniformizados servindo, um tempo indeterminado usufruindo do ambiente adequadamente iluminado, banheiros limpos à sua disposição, e se tiver sorte três lindas garotas de pernas de fora, na mesa ao lado, que parecem estarem conversando entre si através de iPhones. Definitivamente, não é caro.

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Carnaval no clube":

JORGE

O EDUARDO foi de véspera e fora de horas para escolher a mesa...
É como eu : previne-se e é selectivo.
 
Postado por João Menéres no blog . em terça-feira, 13 de fevereiro de 2018 07:13:00 BRST 

Na verdade João e Jorge, minha mesa era na piscina cuidando dos netos. Desse almoço carnavalesco não participei, mas não pude deixar de registrar a Miamisse.... 
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13.2.18

Banana Split

Da sorveteria Alaska, SP
Pela primeirta vez na vida não dei conta de um inteiro. Fev. 2018

Crônica diária

Notícias sobre o carnaval

O carnaval no Brasil tem passado por várias fases. Primeiro era de salão, com pouquíssimos eventos na rua. Um deles era o corso, onde pessoas fantasiadas em carros, de preferência conversíveis, saiam nas principais avenidas. Havia serpentina, confete e lança perfume. Muita alegria. As calçadas se enchiam de gente para ver e brincar com o corso. Depois vieram as escolas de samba e seus desfiles majestosos. Quase acabaram os bailes de salão, pelo menos diminuíram muito. O Bola Preta foi o primeiro bloco de carnaval criado há 100 anos. Depois lentamente o povo foi criando seus blocos. Os desfiles das escolas continuaram, mas o povo resolveu rasgar a fantasia, e literalmente tirou a camisa, colocou uma bermuda, ou fio dental e caiu na farra. O carnaval de rua, com blocos gigantescos dominaram o carnaval este ano em todo o país. Sem lança que o Jânio proibiu, sem confete e serpentina que a carestia não permite, mas ao som dos mais variados ritmos musicais. A marchinha carnavalesca também tem perdido espaço nos dias de momo. E dele, nem ouvi falar.

12.2.18

Carnaval no clube




 Fevereiro de 2018

Crônica diária

Bengalas



Elas são úteis e necessárias em muitos casos. Mas antes de que pudessem servir para alguma coisa eu vinha comprando e colecionando. Nada de bengalas caras com castão de prata ou marfim, cabeça de animal ou ave. Comprei bengalas de madeira em várias ocasiões e viagens. Em casa, em São Paulo tenho um porta guarda-chuvas de cerâmica assinado pela amiga ceramista Lucia Ramenzoni, e nele além dos guarda-chuvas estão algumas bengalas. A maioria, porém, fica num velho latão de leite enferrujado na casa da praia. Muita gente já fez uso delas. Servem como apoio para longas caminhadas, e ajudam nas ladeiras, para cima ou para baixo. Para uso ortopédico hoje recomendam as metálicas, mas leves e seguras. Umas têm quatro pés, guarnecidos com borracha, uma haste central regulável, apoio para as mãos e encosto para o antebraço. Esteticamente não são bonitas nem elegantes como as bengalas da minha coleção, e por isso, coleciono as antigas. 

11.2.18

A folia começou

Carnaval no Brasil 
Ops....
Por engano a imagem acima foi trocada. Era antigamente. A verdadeira, e atual,  é a de baixo:
 ....

Crônica diária

Olhem que boa ideia

Minha mulher Paula e eu sempre comentamos sobre a dificuldade de abrir embalagens de determinados produtos. Ora porque no lugar indicado o picote não funciona, ora porque não há nenhum lugar indicado. Plásticos, celofanes de tal modo colados que não há como abri-los sem ajuda de faca ou tesoura. Mas vejam como a escritora Lydia Davis manifestou seu descontentamento. 
"Título: Ideia para um documentário de curta-metragem".
"Representantes de diversos fabricantes de produtos alimentícios tentam abrir suas próprias embalagens."

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João Menéres disse... 
 
Não falta a lógica do humor.

10.2.18

Domingo em Key West



 Domingo em Key West , Guilherme Lunardelli

Crônica diária

Tia Klara

Ela  perguntou se eu tinha uma tia Klara. "Todo judeu tem uma tia Klara".  Eu não tenho uma tia com esse nome, mas tive uma tia Branca, outra Bianca e minha avó Albina. Todas morreram. E não sou judeu.

Crônica do Álvaro Abreu


 Pássaro de estimação

O pessoal foi para a estrada com o sábado começando a clarear, em carro sem espaço para mais nada e meus três netos dormindo no banco de trás. Na frente, um chefe de família com disposição para enfrentar 13 horas de viagem e uma mãe exausta, munida de um de travesseiro em forma de lua, próprio para esse tipo de aventura. No chão do banco do carona, uma dessas bolsas térmicas com sanduíches, frutas, biscoitos e água gelada garantiria o abastecimento da turma sem precisar parar a toda hora. A cena me fez lembrar das nossas muitas viagens entre Vitória e Brasília. Eram uns 1300 km de estradas quase vazias e sem controle de velocidade.

O caminhão da mudança saiu no final da tarde. Alegando eventuais problemas com a fiscalização, o motorista não aceitou levar a gaiola com um casal de calopsitas e dois filhotes já bem crescidos. Sobrou pra mim, que tive que trazer a família aqui pra casa. Bati um prego lá fora para pendurar a gaiola mas, como estava frio, acabei deixando as quatro na área de serviço, onde piam histericamente sempre que passa alguém por perto.

No ano passado Manu cismou que queria uma calopsita e tive que ajudar os pais a procurar nas lojas especializadas pelos quatro cantos da ilha, começando pelo Mercado da Vila Rubim. Como os vendedores disseram que filhotes desmamados só mais adiante, voltamos pra casa com a menina de mãos vazias e emburrada. Não retornei ao comércio, mas paguei por duas calopsitas e uma gaiola grande, como convém aos avós. Não tenho grandes simpatias por calopsitas nem periquitos australianos. São enjoadinhos e carentes. Sou do tempo dos canários da terra, coleirinhos, bicudos e curiós, que adoram cantar. Hoje, sustento sabiás da praia que vêm comer mamão na janela da cozinha. A boa notícia é que nesta semana vai chegar a tal arara que ganhei de aniversário. Ela vem de avião, documentada, anilhada e com manual de criação. É igualzinha a Aurora, uma Canindé que trouxemos de Brasília. Tem as cores da bandeira nacional e, por sugestão de Tetheo, vai se chamar Amora.

Vitória, 07 de fevereiro de 2018
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

9.2.18

Domingo em Key West


Domingo em Key West , Guilherme Lunardelli

Crônica diária



Influência de Lydia Davis

Minha cama na praia tem cortinado contra mosquito. Acordei no meio da noite e vi um pontinho de luz do tamanho de um LED no alto da cama. Primeiro achei que fosse um reflexo. Depois acendi a lâmpada da cabeceira. Era um vaga-lume com seu farol verde. Parecia um ser extraterrestre me observando. Apaguei a luz e, antes mesmo de voltar a dormir, resolvi que escreveria esta crônica.

8.2.18

Domingo em Key West




Passei o Domingo em Key West ( Guilherme Lunardelli )

Crônica diária

Ainda bem

A razão pela qual há muitos insetos, e aranhas em um determinado lugar e nenhum dessa espécie em outro é conhecida da ciência, mas continua sendo estranho para mim. Por exemplo, quando passávamos férias com as crianças na Ilha Bela os borrachudos eram um drama. Tomávamos comprimidos de complexo B um mês antes a fim de nos proteger. Hoje dizem que isso é mito. Não protege nada. E passávamos muito repelente durante a estada, e mesmo assim éramos devorados por eles. Por que lá tem borrachudos, e aqui na minha praia em Santa Catarina, não? Ainda bem. Como não tem a mesma quantidade de besouros pretos, enormes, que desafiando a lei da gravidade voam. Apesar da falta de jeito, da aparência anti diluviana, do seu peso em relação ao tamanho das asas, e de seu formato pouco aerodinâmico, voam. Voam fazendo um ronco, batem nas cúpulas das luminárias e caem. A maioria das vezes de costas e ficam com as pernas em movimento tentando virar-se. Às vezes ficam imóveis, parecendo mortos, e depois voltam a espernear.  Quando conseguiam virar-se alçavam voo e tornavam a bater contra a luz. Essa é a lembrança que tenho quando éramos crianças na casa da fazenda no noroeste de São Paulo. De manhã, quando eram varridos, centena deles, e recolhidos com pá, e colocados no lixo tínhamos a impressão de que nunca mais veríamos outros. Bastava escurecer para a casa voltar a ficar infestada de besouros.  Aqui não tem. Ainda bem. Como não tem as monstruosas aranhas pretas e peludas, do tamanho da mão de um adulto, que chegavam a quebrar cabo de vassoura quando tentavam mata-las. Isso em Paragominas no interior do Pará. Elas eram lentas e impressionantes. Nunca mais vi nenhuma desse porte em nenhum outro lugar. Ainda bem.

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Pé de mulher":

Mais que actual e verdadeira a sua última frase !
Mas, afinal, de que se queixam se andam ( e são ) de uma forma altamente provocante ?
Bolas, ninguém é de ferro.
Ou querem que andemos com uma venda nos olhos para depois se poderem queixar :
AGORA NEM UM PIRÔPO ME DÃO...

Postado por João Menéres no blog PÉ DE MOÇA em 6/2/18 20:44 

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