11.2.16

Desastres ferroviários






Série enviada ´por José Luiz Fernandes

Crônica diária



Será o fim do Gigetto??

A imprensa especializada da notícia do fechamento da cantina no Bexiga. Era considerada a precursora das cantinas em São Paulo. Gerida pela terceira geração dos seus fundadores. O Bexiga seu terceiro e ultimo endereço. O jornalista Josimar Melo, colunista da Folha, acredita que a mudança de endereço tenha contribuído. Concordo. Mas ele vai além, recomendando os tradicionais restaurantes a atualizarem seus cardápios. Aí eu discordo. Há na Europa restaurantes servindo o mesmo prato há dois séculos, e continuam fazendo sucesso. Aqui em São Paulo posso citar dois bons exemplos de restaurantes que, com o mesmo menu, e a mesma cara e decoração, continuam com sua clientela passando por gerações. O Ponto Chic, e seu Bauru, e o Frevo que atravessou a rua Oscar Freire, levando nos mínimos detalhes, tudo que tinha, inclusive seus tradicionais pratos.

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José Luiz Fernandes deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Faro":

Acho que a cena foi fotografada em Lisboa, na Mouraria.
Postado por Anônimo no blog . em quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016 03:17:00 BRST 

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Li Ferreira Nhan deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Constrangedor são as demissões. Constrangedor são amigos e, pior, os parentes justificarem esse governo. Não, não é constrangedor, é desesperador.

Postado por Li Ferreira Nhan no blog . em quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016 02:30:00 BRST 
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10.2.16

Mouraria, Lisboa

Foto de A. Moura, Faro Portugal, enviada por José Luiz Fernandes

Crônica diária




País constrangedor

Lendo um pouco sobre nossa história, e a estória verdadeira, não a contada nas escolas, ficamos profundamente constrangidos. Tanto o nível de seus atores, personagens, como os métodos, e procedimentos usados, nos deixa irremediavelmente constrangidos. Não poderia continuar sendo muito diferente. O nosso constrangimento tem DNA na história, na herança. Cada fato significativo,  e decisivo, de nossa história como nação, como país, como sociedade esta pautada num constrangimento original. Desde  o Império, com pixotadas como a nossa independência, feita ao lombo de burros, com fardas e trajes sujos e mal cheirosos, por um Imperador que minutos antes de proclamar a República, havia evacuado atrás de u´a moita de capim às margens do riacho Ipiranga, ao lado do casebre de um condutor de carro de boi. Da mesma forma que a tela de Benedito Calixto (1853-1927) retratou  com ares e cores europeias esse momento, a realidade era bem outra. Os constrangimentos continuaram sendo lugar comum durante a República até os dias de hoje. Ou, sobre tudo, durante os atuais momentos políticos econômicos. Dilma, ex-guerrilheira, falida como empresária num negócio de R$1,99, preside o país num segundo ano de um segundo mandato. Quais os méritos que a habilitaram a se candidatar? Foi Presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Durante sua gestão a maior empresa brasileira cometeu, além da maior corrupção jamais vista no Brasil, as piores negociatas com empresas de petróleo e seu refino. Suas decisões levaram a maior empresa, a ser a "quebrada", tecnicamente, não fosse uma estatal. Constrangedor vê-la como candidata há mais quatro anos de mandato. Pior, maior constrangimento, é assistir 51% dos eleitores a elegerem novamente. Constrangidos ficamos ao assistir eleitores e cidadãos de bem defenderem seu mandato até 2018. Constrangedor é assistir as barganhas políticas que a Dilma faz com o PMDB do Renan Calheiros, a despeito de ter como seu maior inimigo o presidente da câmara dos deputados, Eduardo Cunha. Constrangedor é assistir a alegria como o executivo saúda as ações contra seu inimigo Eduardo, e lamenta as medidas judiciais contra o amigo Renan. Todos os três personagens estão constrangedoramente envolvidos nos mesmos escândalos. Uns mais, outros menos, mas todos absolutamente réus e culpados pelos crimes que cometeram. Aí entra o "impoluto" poder judiciário, que tem no STF, quase integralmente, juízes indicados pelo PT, colocando no banco dos réus, gente da quadrilha, do bando, de políticos, partidos, e de empresários que delapidam o Brasil há tantos anos. Mais constrangimento. Esses juízes fazem o jogo constrangedor. Colocam no banco dos réus seletivamente os parceiros desses crimes. Alguns vão para o calabouço, outros são perdoados por delatarem seus comparsas. Tudo muito constrangedor. Tudo como sempre foi. Constrangedor não poder propor um pouco de esperança e otimismo aos meus pacientes e indignados leitores.

9.2.16

Grande frase

" O prazer é momentâneo, e a postura é ridícula".
( about sex, from to be an english gentleman).

Crônica diária

Tiradentes  ginecomasto

A cidade de São Paulo na altura de 1930 era considerada uma "batida arquitetônica" no seu aspecto geral. "Tinha todos os estilos possíveis e impossíveis. E todos eles brigando com o ambiente." Esta é descrição que o historiador Roberto Pompeu de Toledo faz da "Capital da Vertigem". Encomendavam projetos a arquitetos alemães, e eles vem com seus estilos góticos. O Palácio da Justiça era um bom exemplo da "engraçada arquitetura oficial". E assim por diante, o Palácio das Indústrias, o edifício dos Correios, a que chamou de "ignóbil, é assimétrico como um bandido lombrosiano". "O Teatro Municipal não tem equilíbrio". Mas o destaque fica para os monumentos que foram espalhados pela cidade. O de Bilac, no fim da Avenida Paulista é "hediondo". O Giusseppe Verdi (de Amadeo Zani) , no Anhagabaú, "é o "horror mais absurdo'. O de José Bonifácio, o Moço, no Largo São Francisco, fez "outra vítima da posteridade". E o autor brinca com Anchieta, que se soubesse o monumento que fariam para comemorar a fundação da cidade, não a teria fundado. Mas a descrição mais maldosa foi a de Tiradentes, no Monumento da Independência, no Ipiranga, onde a aberração é gritante: Tiradentes ginecomasto, que quer dizer, "homem com seios de mulher".  Mais uma vez sobrou para o Tiradentes. Isso para não falar, muito depois, no Monumento ao Bandeirante Borba Gato, na Avenida Santo Amaro.

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Eduardo, não me leve a mal,mas só ri enquanto lia o seu drama !
Não tenho culpa do Eduardo saber contar as tragédias com um fino humor.
Quanto ao plano B, não sei não...
Não há um plano C ?

Postado por João Menéres no blog . em segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016 10:08:00 BRST 

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8.2.16

Sapateiro

No tempo que se fazia meia sola. Autor desconhecido, enviada por José Luiz Fernandes

Crônica diária


Um plano B

Não gosto de gente que responde à pergunta protocolar de "como vai?" Em geral contam umas histórias tristes de doença, crises financeiras, problemas familiares. Também não gosto de quem, sem ninguém perguntar, descrevem seus problemas. Mas é impossível contar minha recente experiência com anestesia sem falar que padeço de mielodisplasia. Há cinco anos tomo um medicamento chamado Ciclosporina. A medula voltou a funcionar às mil maravilhas, mas o remédio tem efeitos colaterais. Pudera, cinco anos de drogas diárias! Um deles é gerar ou criar, não sei o termo técnico, carcinomas malignos na pele. Da primeira vez o médico optou por anestesia geral. Era no cocuruto da careca. Não fosse ter saído tão rápido do sono anestésico teria sido uma maravilha. Como a anestesia foi leve, ao sair muito rapidamente, senti muitas dores antes de receber analgésicos. Uma pequena barbeiragem do anestesista. De resto ficou ótimo. Isso foi em 2014. A semana passada fui submetido a mais três cirurgias. Dois carcinomas no nariz e um maior na canela da perna esquerda. Outro cirurgião, outro procedimento. Optamos por anestesia local. Digo optamos porque assinei concordando. Era uma coisa à toa, e não valia a pena anestesia geral. Ledo engano. Assistir ao festival de bisturis elétricos, agulhas e pontos, não é uma experiência nada agradável. Nós quatro, Claudia a enfermeira, o cirurgião e seu assistente passamos mais de duas horas numa enorme sala cirúrgica. Ela era quem dava as cartas, isto é os instrumentos. Ela é quem sabia de tudo naquela sala. Subiram no meu nariz como a luva do Mike Tyson fazia com os narizes de seus desafetos. Desde as doloridas picadas, muitas, de anestesia local, e cheiro de carne assada, fazem dessa parte da história muito desagradável. Ao mesmo tempo, tudo acontecia na minha perna esquerda. Picadas, bisturi, e carne assada. Depois meia hora de conversa esperando o resultado do patologista, que é quem dá a ultima palavra. Demorou tanto que a Claudia, a enfermeira, saiu para almoçar. Depois fui removido para a enfermaria, e recebi alta. Minha impressão de que o Mike Tyson havia me atropelado ficou patente dois dias depois. O olho e metade do rosto eram irreconhecíveis. A canela doía. No box não se atinge a canela. Resumindo, estou na dúvida se não é melhor deixar de tomar a tal Ciclosporina, a continuar, a cada dois anos, ter que operar os carcinomas. Mas há, felizmente, um plano B. Depois eu conto.

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Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Pé da Brigitte Bardot":

Brigitte Bardot a Grande Diva que derreteu milhões de corações jovens e menos jovens, nos idos anos 60 do Século passado. Vi e revi os seus filmes e tudo o que a ela dizia respeito, sem nunca imaginar que pudesse ter uns pés tão feios. Mas, no fulgor da juventude e perante tantos e fantásticos atributos, como poderia eu, simples mortal, arranjar tempo, para reparar nos pés da DIVA ?!

Postado por Gaspar de Jesus no blog . em sábado, 6 de fevereiro de 2016 11:44:00 BRST 
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 João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Carregadores de piano":

Esta imagem de imediato me conduziu a um romance que li há pouco tempo e que recomendo vivamente.
Refiro-me ao O AFINADOR DE PIANOS, de autoria de Daniel Mason, jovem escritor norte-americano, que relata a sua ida para a selva da Birmânia.

Postado por João Menéres no blog . em domingo, 7 de fevereiro de 2016 09:11:00 BRST 

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7.2.16

Carregadores de piano

Enviada por José Luiz Fernandes, carregadores de piano na India

Crônica diária

Alô, alô Tietê

Por mera curiosidade escrevi o nome do meu pai no Google. Ele morreu muito antes de existir essas ferramentas de busca e de informação na internet. Apareceu um post que eu mesmo fiz no meu blog Varal de Ideias. E aparece outra citação de rua  com o nome de "Santo Lunardelli" na cidade de Tietê, SP. Alguém pode me informar quem foi esse Lunardelli com o nome de Santo. O Santo do nome do meu pai vem do seu bisavô italiano. Mas pelo que me constava nenhum outro parente teve esse nome aqui no Brasil. Por certo estava errado.

6.2.16

Pé da Brigitte Bardot

Enviado por José Luiz Fernandes

Crônica diária

Peixaria não é aquário

Tratei de marchands, antiquaristas, e arte, nas crônicas dos últimos dias. Curiosamente de Paris a Sheila Leirner escreveu: "Acabo de saber: estamos na iminência de um crash por causa da bolha gigante de especulação imobiliária londrina e também do mercado de arte, em geral. Não sei se a notícia é digna de crédito, mas é bom lembrar que a arte não têm nada a ver com o peixe. Não distinguir mercado de arte e arte é o mesmo que confundir peixaria com aquário." Meu leitor e amigo Valter Ferraz comentou um dos meus textos com a seguinte observação: "Antiquaristas e marchard dão ótimos personagens para romances. Estão ali, prontos, à mão." Na verdade ambos tem razão. O  cinema, que sempre andou a reboque da literatura, e dos grandes autores, já tratou do assunto. E quanto a confundir a arte de mercado, que entram e saem de moda, como as saias em relação aos joelhos das mulheres, e que é imposta pelos curadores, marchands e galeristas,  não entender nada de arte.

Novidade no Brasil


Prezado Amigo,
Ciente de seu interesse pela olivicultura e de aprimorar seu conhecimento sobre Azeites Extra Virgens de qualidade diferenciada, apresentamos um novo conceito para a realidade Brasileira: Azeite Novello ou Azeite Novo. Trata-se de um conceito muito valorizado em países tradicionalmente produtores de azeite, especialmente aqueles da bacia mediterrânea. Este tipo de azeite faz parte da tradição dos produtores de se reservar o mais fresco do lagar: O primeiro azeite.
 
Nossa decisão a partir deste ano, e a de instituir esta tradição aqui no Brasil, para um publico cada vez mais exigente e sensibilizado em conhecer mais sobre este fascinante mundo. Anexo a esta mensagem, alguns conceitos sobre este novo lançamento que sem duvida nenhuma, vira para ficar a cada ano.

Lembro que este produto somente sera vendido na modalidade de Pre-venda e que depois do dia 15 de fevereiro não aceitaremos pedidos. Aproveito para convida-lo a vistar nosso olival na colheita com previsão de inicio na ultima semana do mes de fevereiro.
Aqueles interessado em adquirir este azeite, por favor nos enviem um mail. 
Responderemos com maiores detalhes.
Abraco,

Fernando H. Rotondo

Uma montagem de Stayin Alive do Bee Gees.

This video offers short clips of Rita Hayworth dancing the night away.
You can't help but feel the joy she expresses while she dances.
She sure is "staying alive!"
Enviado por José Luiz Fernandes

5.2.16

Pecados aborrecidos

Enviada por José Luiz Fernandes. Autor desconhecido.

Crônica diária

Joseph Duveen um gênio

Volto a falar um pouco mais desse que foi o maior de todos os marchands do mundo. Joseph Duveen, que era britânico, disse durante sua vida frases preciosas. Uma delas, a razão do seu impressionante sucesso nos negócios de arte. "A Europa tem uma grande dose de arte e América tem uma grande quantidade de dinheiro." Isso dito hoje soa óbvio e primário. No após guerra foi sua astuta percepção. O que o destacou de todos os outros grandes de sua época. Mas vou além. Se outros tiveram a mesma visão, faltou-lhes o que Duveen considerava importante na sua atividade profissional: " É preciso incutir a ambição no cliente." Essas quatro palavras: "preciso", "incutir", "ambição" e "cliente", fizeram e fazem toda diferença. Essa frase, por si só, vale como uma universidade para vendedores, corretores, e pessoas que se dedicam a comercialização de qualquer bem de valor. Seja ele um automóvel, um , uma casa, um quadro, um tapete, ou um relógio. Tratar o cliente, antes de promover uma simples venda, como um ser que precisa "ambicionar" ardentemente aquele bem. É sabido que quanto mais difícil é a aquisição de determinado bem, maior é o prazer da compra. Ao bom vendedor cabe criar essas condições. Aparentemente contrárias aos seu interesse que é o de promover a venda. Incutir ambição no cliente. Para isso Duveen perguntava a um milionário que o procurava para comprar um quadro: "Você tem parede?" E em seguida "vendia" o mais famoso e desejado arquiteto, construia a casa, para depois "recheá-la" de quadros. "Incutir ambição". Para um comprador de um carro de luxo, ou de um relógio muito caro, o vendedor deveria questionar o cliente se tem certeza do risco que vai correr? Se tem segurança privada? Se tem ambiente social para usar? Incutir ambição. "Talvez este apartamento seja muito modesto para seu padrão social. Tenho um outro que é a sua cara." Essa conversa de um corretor de imóveis pode fazer o cliente desejar, ambicionar, um apartamento muito mais caro. Joseph Duveen era um gênio.

4.2.16

Terror

Enviada por José Luiz Fernandes. Livraria durante a guerra. Autor desconhecido.

Crônica diária



Antiquarista não era marchand

Ontem falei de quatro marchands importantes e meus conhecidos. Deixei de falar de dezena de outros importantes também, mas bem mais novos e vivos da silva. Mas um nome que não mencionei ontem, e que não caberia no título de marchand, porque era um antiquarista antes de um galerista, e seu forte era a arte barroca, prata e mobiliário. Falo do José Claudino da Nóbrega (1909 – 1995), pai do meu amigo Claudino Nóbrega, que deu continuidade ao negócio do pai. Nóbrega como era conhecido e respeitado antiquário de São Paulo foi quem me orientou e vendeu móveis brasileiros que tenho há mais de cinquenta anos. Mesa, cadeiras, e guarda louça que viajaram comigo para Belém do Pará, voltaram para São Paulo e hoje estão em Santa Catarina, na Piacaba, onde moro. A razão do título desta crônica é porque naquele tempo (década de 60), antiquarista não era considerado marchand. Na Europa há três séculos, marchand comercializavam tapetes, móveis, lustres, quadros e esculturas. O nome vai mudando através dos tempos. Dono de antiquário, marchand e hoje curador. Não fazem exatamente a mesma coisa, mas no fim é exatamente o que fazem. Orientam, prestigiam, valorizam, objetos de arte, e suas orientações desprestigiam, desvalorizam, ou não, aquilo que comercializam, ou opinam. Fazem moda. Descobrem artistas. Fulminam carreiras, ou endeusam artistas.

3.2.16

Lagoa de Ibiraquera

E.P.L. - Um dia desses. 2016

Crônica diária

Marchands paulistas

Ontem falei do maior marchand do mundo, Joseph Duveen, e hoje vou citar quatro dos maiores de São Paulo. Na verdade escolhi só quatro conhecidos de longa data.  Benjamin Steiner,   frequentava minha casa porque éramos amigos do casal Thomaz Souto Correa e Guaracy Mirgalowska.   Giuseppe Baccaro, Antonio Maluf, e Dna Sarah Cunha Bueno, com quem tive relacionamentos comerciais e com quem aprendi muito. Eu não tinha "paredes" e muito menos condições financeiras para me tornar um colecionador de arte. Mas por ser neto do Geremia, e sobrinho do Hermínio, as portas, e o crédito, se abriam para mim. Dna Sarah, amiga dos meus pais era mãe do José Edgar da Cunha Bueno, colega de Cataguases. Astréia era a galeria, e ficava no centro da cidade, inaugurada em agosto de 1961, na praça Ramos de Azevedo, perto do Mappin e do Teatro Municipal. Dela comprei Luiz Jasmim, e Raimundo de Oliveira (1962). Antonio Maluf tinha galeria perto de uma esquina da Rua Augusta, e ficou mais conhecido como artista plástico. E o "polêmico" Baccaro, "o rei dos leilões" (no período de 1962 - 1972) e um modesto barbeiro nos arredores de Nápoles, "foi responsável pela verticalização do mercado" segundo Antonio Maluf, com os leilões de arte na cidade. Em 1965 abre a Casa dos Leilões.  Dele comprei uma obra (a óleo), que veio a ser considerada falsa. Depois de uma certa "canseira" consegui que me reembolsa-se com desenhos do Ismael Nery.

2.2.16

Tem pai que é toureiro e louco

Fran Rivera incendia las redes al torear con su hija de 5 meses. Enviado por José Luiz Fernandes

Crônica diária

História dos Mercadores de arte

 Escrevi outro dia sobre minha coleção de arte. Escrevi também que estava lendo o livro de Daniel Wildenstein, "Mercadores de Arte", recomendado pelo Fernando Machado. O autor fala de si e de seus antepassados, pai, avô e dos maiores marchands do mundo. Segundo ele o maior foi o cínico Joseph Duveen, cidadão inglês de origem holandesa. Tornou-se Lorde Duveen. Para ser lord, na Inglaterra, é imprescindível ter feito muitas doações. Duveen fez o necessário, doou muito dinheiro e quadros aos museus. Como marchand dizia que: "Quando um homem rico vem me procurar para comprar, pergunto primeiro se ele tem as paredes. "Não? Isso é muito desagradável...E onde vai colocar os quadros, as esculturas?" Explico então que primeiro é preciso ter as paredes. Um colecionador tem que começar pelo começo. Ou seja, pela casa.. E aí é que eu entro. Construo a casa." De fato ele era amigo do gênio Frank Lloyd Wright, e dos melhores arquitetos da época. Depois de construída a casa, Daniel se encarregava de "decorá-las". E completava dizendo: "...é preciso incutir a ambição no cliente." Grande Joseph Duveen.

1.2.16

Pais e fotógrafos loucos


Enviadas por José Luiz Fernades

Crônica diária

O Brasil em férias
 Já escrevi algumas vezes, e volto a repetir, que um dos mais graves, entre os gravíssimos problemas que temos, é a forte e nociva herança colonial que não nos abandona. A mentalidade predominante é a de total dependência do Estado. Acorda-se de manhã, e a primeira coisa que nos preocupa é saber o que disse, fez, fará, ou deixou de fazer o presidente da República. Vale dizer: o rei de plantão. Num país de dimensões continentais como o nosso, é evidente que uma pessoa, por mais capaz e competente que seja, (e não temos tido essa sorte) nunca poderia governar atendendo os anseios e necessidades dos munícipes dos mais distantes pontos da Capital. Nem os mais distantes, nem os das cidades satélites, ao lado de Brasília. Para citar só um exemplo oposto, nos Estados Unidos da América o presidente é uma figura tão importante quanto a Rainha da Inglaterra. Não tem importância direta na vida dos cidadãos. Lá o que importa é o líder do bairro onde as pessoas moram ou trabalham. Quando o legislativo, e judiciário entram em férias, o Brasil para. Como o ano de 2015 foi um ano absolutamente estático, parado, não existiu positivamente sobre o aspecto político e econômico, a presidente resolveu não tirar suas férias. Empenhou-se em garantir sua permanência no poder, que corre grande risco. Fevereiro esta começando hoje, e o carnaval termina dia onze. Estamos portanto na véspera de por o Brasil a trabalhar novamente. Desta feita com menos empregados, menos empregos, menos atividade industrial, comercial, e portanto menos impostos. O que aumentou foi inflação e o dólar. Regredimos a níveis de dez a quinze anos atrás. Em alguns casos nunca mais vamos recuperar os prejuízos. A Petrobras nunca mais será a mesma de vinte anos passados. Orgulho brasileiro. E como estamos passivamente aguardando o que a Dilma dirá, ou fará para nos salvar, acordaremos dia doze pensando nela.

31.1.16

Olimpiada urbana

Autor desconhecido. Enviada por José Luiz Fernandes

Crônica diária



Delfim, o “Gordo”
 Delfim Neto elogia o Lula, enaltece a Dilma, mas é inteligente e diz o óbvio: "no presidencialismo é preciso ter um presidente". E concorda com a vasta maioria do povo brasileiro de que a Dilma não esta cumprindo suas funções. Ou assume o comando do país, e faz o que deve ser feito ou não acaba seu mandato, e se o fizer, acaba com o Brasil. Esse é o resumo da entrevista que deu para Mirian Leitão. O "Gordo", continua gordo, cabelo preto, e absolutamente lúcido, e didático. A Dilma nunca foi de ouvir conselho, tanto assim, que só agora, três anos depois voltou a reunir seu Conselho Político. Reuniu, falou, mas não deu voz aos seus membros, portanto não ouviu, mais uma vez. Apesar de esperançoso,  Delfim esta equivocado. Ela não chegará ao fim do mandato. Não fará as reformas necessárias. O Brasil precisa de "confiança", segundo o ex-ministro. Só confiança fará o empresariado retomar os investimentos. Oitenta e três bilhões de crédito, neste momento, não resolvem nada. Medidas como essa, da linha desenvolvimentista do governo (leia-se Nelson Barbosa), só farão a inflação e o desemprego crescerem. Esses dois componentes não geram receita, e é a mais simples rota para o caos. O "Gordo" prevê para depois das Olimpíadas, e fim das obras no Rio de Janeiro, grandes massas de desempregados servindo de estopim para a explosão final. Para que nada disso aconteça é urgente que se promova o impeachment dessa presidente que não governa. O Delfim não acredita nessa hipótese, e a meu ver esta enganado. Ou se faz passar por.

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