20.5.19

Lobão


Crônica diária

Inácio de Loyola

Conheci o Loyola há praticamente meio século. Na casa da Guaracy Mirgalowska,  casada à época, com o Thomaz Souto Correa, diretor das revistas em que o Loyola trabalhava na Editora Abril. "Bebel que a cidade comeu" era um romance que ele portava datilografado em baixo do braço. Não sei que ano conseguiu publicar. Li para opinar com meus sócios da Nova Filmes, que pretendiam fazer do romance um roteiro de filme. Nunca mais nos vimos, e há uns três ou quatro anos nos cruzamos no aeroporto de Congonhas e ele não me reconheceu. Para não constrange-lo, e por que sou tímido, não me identifiquei. Agora o caipira de Araraquara é um imortal da Academia Brasileira de Letras, e portanto, jamais irei me identificar para não parecer que só faço porque virou imortal. Imortal e conhecido. A menos de um mês, na missa de sétimo dia de um primo, meu irmão Paulo disse que o Loyola estava lá e que várias vezes o encarou. Querendo cumprimenta-lo certamente. Como o Paulo não o conhece, desviava o olhar. Terminada a missa é que caiu a ficha do Paulo. Nunca o Inácio iria na missa do nosso primo. Não havia nenhum motivo. Quem estava lá, e tentou várias vezes cumprimentar o Paulo foi o Roberto Suplicy, velho amigo nosso, e de uma das filhas do falecido.
                                  Inácio 2019                                          Roberto 2011                           Paulo 2011

19.5.19

Nuno Ramos


Crônica diária

Seria bom que o Bolsonsaro lesse um pouco da história

Fui talvez uns dos primeiros a escrever sobre semelhanças entre o atual presidente e Jânio. Era sua primeira ou segunda semana de governo. Agora com cinco meses no poder, as semelhanças só fizeram aumentar. Resumidamente para quem não viveu aqueles dias, o Jânio, eleito por larga maioria, com discurso moralizador e populista, começou a enfrentar forte oposição no congresso. Qualquer semelhança com os dias atuais não é mera coincidência. Naquele tempo a corrupção entre os deputados e senadores era igual às dos dias presentes, o que agrava hoje é o componente ideológico. Um presidente eleito pela maioria, e nele depositando muitas expectativas e esperanças, não garante um apoio irrestrito dos congressistas. Pelo contrário, cria inveja e ciúme. Vira alvo de todas as forças opostas. No caso do Jânio, chamou-as de "ocultas". No desespero da imobilidade, e certo de que o povo o reconduziria ao poder, renunciou. As ruas, pegas de surpresa, silenciaram. Ele continuou bebendo e lamentando o erro de calculo. Ao Bolsonaro não me espantaria atos semelhantes, sóbrio, e certo de que sua atitude seria para o bem do Brasil, e cumprindo uma missão divina. No caso do Jânio o exército estava longe dos holofotes. E longe, na China, estava seu vice João Goulart. Mais uma vez as semelhanças se cruzam. O vice do Bolsonaro esta na China. A diferença é que os militares desta vez estão em grande, e seletivo grupo, dentro do palácio. Quem viver verá.

18.5.19

Caetano Veloso


Crônica diária

Simploriedade e despreparo

Foi um leitor quem definiu com esses dois adjetivos o governo do Presidente Bolsonaro. Não o cito para evitar retaliações. Qualquer crítica, análise, considerações que se faça ao Capitão é acompanhada de severas recriminações de uma larga parcela de seus seguidores apaixonados. Todos cegos pela paixão, obviamente bem intencionados. Não perceberam que agindo dessa forma se igualam em gênero, número e grau aos cegos seguidores dos líderes de esquerda, como Lula, Maduro, Christina, na Argentina. Corruptos, canalhas, e tem seguidores e voto. A nós que criticamos responsavelmente não nos venham dizer que somos opositores disfarçados, como já me acusaram. O que não somos é ovelhas apaixonadas. Dito isso é preciso reconhecer o despreparo e simploriedade da família Bolsonaro. A tarefa a que se propôs o nosso capitão é hercula.  Despetizar o país corrompido pela ideologia socialista durante 14 anos não é tarefa para um fraco ou covarde. E nem pode ou deva ser feita da noite para o dia. O que foi construido lenta mas persistentemente durante vários mandatos, levará outros tantos para ser desmontado. Precipitações podem gerar resistências indesejáveis. É preciso mais sabedoria, mais paciência, como a dos lutadores de box que durante vários e seguidos assaltos vão minando o adversário com estocadas no baço, no fígado, aparentemente inócuas, que ao fim e ao cabo levam o opositor a nocaute. Sem o espetacular soco no queixo que derruba o adversário no primeiro segundo do primeiro assalto. Mas é preciso preparo e estratégia para isso. Eu, nessa luta, não sou um juiz isento. Torço pelo Capitão, mas reconheço seus pontos fracos.

Crônica do Alvaro Abreu

 
Desapegando

Depois de conviver com obras dentro de casa, transferir o escritório para outro cômodo tem me exigido decisões e providências. É serviço que gosto de fazer e que começa com a definição da disposição dos móveis, com destaque para o lugar da mesa de trabalho. Aprendi que a luz natural deve chegar, preferencialmente, pelo lado esquerdo, para garantir conforto visual ao trabalhador. Um novo ponto de internet, sem o que não se vive hoje em dia, deverá ser providenciado.

Como certamente acontece com muita gente madura, difícil mesmo tem sido resolver o que fazer com tudo aquilo que ocupava as paredes do antigo escritório. Aos poucos, durante muitos anos e sob boas emoções, fomos trazendo pra casa livros, fotografias, quadros, objetos curiosos e simpáticos que fomos coletando nas andanças mundo afora, nos convívios e nas realizações. Assim, o cômodo foi se transformando em lugar das coisas do passado, das boas lembranças e das referências pessoais. Eram muitos ítens. Basta dizer que ocupavam uns 10 metros de prateleiras largas, 6 nichos grandes e preenchiam completamente uma das paredes.

Depois de descartar muita coisa, foi preciso resolver o que fazer com os livros. Tinha de tudo um pouco e muitos sobre alguns assuntos. Numa primeira triagem, separamos e demos boa destinação para uma grande quantidade deles sobre patrimônio histórico, antropologia, sociologia e assuntos afins. Algumas caixas com romances, livros de contos, poesias, história, biografias estão prontas para serem levadas para a biblioteca municipal de Anchieta, mas ainda resta inventar para onde levar as dezenas de bons livros técnicos, já sem qualquer serventia para os moradores. Falta também resolver o destino dos livros de história, de capa dura e letras grandes, espécie de tesouro da infância de Carol. Decidimos manter e deixar acessível tudo aquilo que foi produzido e publicado pelo pessoal da casa, por nossos parentes e amigos, por gente com quem convivemos e por autores que tomamos como referência. Posso garantir que já ando me sentindo bem mais leve.

Vitória, 15 de maio de 2019
Alvaro Abreu
Escrita para A GAZETA

17.5.19

Inácio de Loyola Brandão


Crônica diária

O riso do afogado

Foi lendo Vanessa Barbara na antologia Granta, em seu conto "Noites de alface" onde ela descreve um modesto ajudante de farmácia que queria ser nadador profissional. Morava com a mãe e passava o tempo livre na academia. Ele ria como um macaco, com a boca aberta ao máximo, sem fazer barulho. Um dia ele mergulhou e quando subiu, estava rindo desse jeito. Todo mundo riu. Ele afundou de novo, subiu e riu, Todo mundo riu. Aí ele afundou e não voltou mais. Ele não estava rindo, ele estava se afogando. Moral da história, diz a Barbara: Se você ri da mesma forma que se afoga, mude seus hábitos. 

16.5.19

Um gato em Marrocos

Foto de uma das viagem ao Marrocos

Crônica diária

 Livro é um produto como outro qualquer

Já contei aqui neste espaço, e faço essa referência para que não pensem que estou repetitivo, por conta da idade, ou do alemão (Alzheimer). É preciso repetir mil vezes. O então governador da Guanabara, Carlos Lacerda, grande tribuno, escritor, dono de editora, pintava. Na época o Jânio, governador de São Paulo, também pintava. Eram outros tempos. Os políticos tinham outro estofo cultural. Mas o Carlos deixou de pintar porque todo mundo achava que ele deveria dar de presente suas telas. E esse desabafo ouvi do próprio, e pessoalmente. Pois bem, com livros, hoje em dia, acontece exatamente a mesma coisa. As pessoas que os desejam acham que o autor deve dá-los graciosamente. E não se trata de uma pintura, de uma obra de arte original. De uma tela que  no mercado pode custar milhares de reais. Trata-se de um livro que custa R$ 35,00 com frete incluso. Quando se anuncia pela internet um shampoo, ou um relógio, ninguém pensa, ou acredita, que é de graça. Por que no caso de livro é diferente? E estamos falando de livros brochura normal. Nada de luxo. A semana passada fui a um espetáculo de circo no Ibirapuera. O ingresso custou R$ 500,00 e era o mais barato. O lugar correspondia às gerais num estádio de futebol. O estacionamento com preço único R$ 70,00. O meu carro ocupou a ultima vaga. Quem vai ao circo leva criança, mesmo sendo o Cirque du Soleil. O balde de pipoca menor R$ 40,00, o algodão doce R$15,00 e a garrafinha de água R$ 8,00. Livro é barato ou não é? E os autores não são instituições como o Bradesco que pode dar um desconto de 20% nos ingressos para quem tem cartão com sua bandeira. O escritor quando anuncia seu novo livro por R$ 35,00 ainda paga o correio. E tem gente que acha que deve ser dado de presente. Por que será?

15.5.19

Marc Chagall


Crônica diária

Há esperança 

Cinema é literatura visual.
Depois da escrita veio a representação teatral e depois o cinema. 
Hoje existem os livros sonoros. Uma leitura, quase como a representação das novelas radiofônicas de décadas passadas. Mas não é sobre isso que vou falar. Acabo de ler 20 melhores e jovens escritores brasileiros segundo a revista Granta. Todos muito premiados e em franca produção. E ao lê-los tive a nítida impressão de estar vendo filmes contemporâneos. Atuais. Em seguida tomei a leitura do John Banville, irlandês, nascido em 1945 e com muito livros e prêmios literários, numa carreira consagrada mundialmente. O romance "O Mar" me deu a impressão de estar vendo um velho filme em preto e branco. Não por acaso o romance também foi levado para o cinema com roteiro do próprio autor em 2013. 
Cinema e literatura andam de mãos dadas. Também, não é por acaso que grande número de escritores são roteiristas e fazem adaptações para a indústria cinematográfica. O melhor do cinema atual são as séries policiais da TV fechada. A maioria nórdicos, dinamarqueses, noruegueses, de onde vem a melhor literatura do gênero. Outro exemplo que me ocorre são os ótimos filmes argentinos baseados em sua também ótima literatura. 
No Brasil, apesar de uma safra de formidáveis escritores, o cinema não tem correspondido. Depois de Glauber Rocha e sua turma do cinema novo, o cinema ficou a desejar. Foi assim também com a música. Depois da bossa nova e tropicália nada de bom se produziu. 
A literatura continua viva e surpreendente. Há, portanto, esperança. 

14.5.19

Lembram da árvore de eucalipto?




Virou dois bancos




 Club Harmonia de Tenis, SP

Crônica diária

 Puxando pela memória

Conversando com o meu amigo Leonardo, que jogou na Mega Sena e não ganhou, ele perguntou o que eu teria sido na vida, se não fosse o que sou. Parece papo de "analista", mas era só conversa entre amigos. Eu disse que seria alguma coisa nas áreas de comunicação. Certa vez, eu tinha uns dezoito anos, e estava num bar em frente ao prédio da Rádio e TV Tupi, no Sumaré, e alguém se aproximou e me perguntou se gostaria de fazer um teste para locutor. Aquele convite pegou-me de surpresa, fiquei sem saber se era uma pegadinha, ou verdade, agradeci e acho que peguei um cartão e disse que iria pensar. Nessa mesma época fiz cinema amador 16 milímetros e sonoro. Trabalhei como assistente de direção do Ozualdo Candeias, em cinema de verdade. Antes disso desenhei histórias em quadrinhos para um ou dois leitores. Eram meus vizinhos de muro na rua Honduras, em São Paulo. Eram cinco ou seis irmãos e um deles também desenhava, e trocávamos figurinha. Outra brincadeira um pouco anterior foi fazer programa de TV, uma novidade dos anos 50 que impactou minha geração. A câmera era uma caixa de sapato, a lente o cilindro de papelão do rolo de papel higiênico, uma manivela feita de arame grosso, e um tripé com três cabos de vassoura. O estúdio uma sala sobre a garagem da casa dos meus pais. Depois fui interno (1960) e em Cataguases, MG, fiz um pouco de tudo, menos estudar. Participei da criação de um jornalzinho mimeografado chamado "Pirilampo". Fiz política estudantil. Fui eleito Presidente do Grêmio Literário Machado de Assis. Publiquei o Jornal do Grêmio, impresso e chamado "O Estudante". Participei como ator numa peça de teatro, no colégio. Ganhei um concurso de fotografia promovido pelo meu próprio Grêmio. Pintei minha primeira tela a óleo. Dei de presente para o Joãozinho, porteiro do colégio. Fiz com meu colega José Roberto Noronha programas de rádio no colégio, e na rádio da cidade. Depois de volta a São Paulo fui eleito vice presidente da União Paulista dos Estudantes Secundários UPES. O Presidente era o José Alvaro Moisés, hoje professor da USP.  Participei ativamente da fundação do jornal "Notícias Populares", criado pelo grupo dono da Gazeta Mercantil, liderado pelo Deputado Federal Herbert Levy, de quem era secretário particular da área política. Ele era então presidente da UDN nacional. Hoje 12 de maio de 2019 faleceu seu filho Luiz Carlos Levy, meu querido amigo Lisca. Puxar pela memória dá nisso: acabamos matamos muita gente.

13.5.19

Gilberto Gil


Crônica diária

13 de maio

13 de maio é o 133.º dia do ano no calendário gregoriano. Faltam 232 para acabar o ano. O 13 de maio, por tratar-se do 133º dia do ano é considerado pelas ordens secretas, esotéricas, filosóficas e místicas como sendo uma proporção áurea do ano.
13 de maio é a data da comemoração da abolição da escravatura. Foi em 1888. Mas até hoje os negros não a comemoram.
13 de maio é o nome de uma rua em São Paulo onde moravam meus avós maternos. No lugar da casa hoje tem um prédio.
O hábito de compra por impulso nada tem a ver com o 13 de maio.
Pessoas mais velhas, e que ficavam horas na frente da TV, por falta do que fazer, eram tentadas a comprar tudo que anunciavam. De meias elásticas a desentupidores de pia. Mas a compra demandava iniciativas que nem sempre o idoso estava disposto. Hoje pela internet tudo é ainda mais fácil. E portanto, mais perigoso. Compra-se de tudo e mais um pouco com apenas três dígitos. Em segundos. E o apelo para que se compre é ainda muito maior do que o da TV. Aqui no computador, notebook, ou iPhone, as imagens permanecem fixas desafiando os olhos e desejos para o supérfluo. Os preços são sempre promocionais e o produto o ultimo do estoque. É agora, ou nunca mais, por esse valor. E a pessoa recebe em casa uma semana depois, e nem lembra o que comprou.

12.5.19

Pé de moça

Esta foto foi gentilmente enviada por Maria de Fátima Santos diretamente de Portugal. É verdade que tem um pouco de areia, mas mesmo assim um lindo pé.

Crônica diária

 Não existe uma "Estante Virtual" em Portugal

Quando recomendei o site da "Estante Virtual" que congrega dezena de sebos em todo o Brasil, meu amigo e leitor diário João Menéres, escreveu lamentando não haver um site semelhante em Portugal. Realmente, apesar de serem livros editados no Brasil e em Português, o frete para a Europa inviabiliza qualquer compra. Digo isso porque o frete cobrado internamente é muitas vezes o dobro do valor pago pelo livro. Isso mesmo. Canso de comprar livros por 4, 5, 9 reais e pagar mais de 10 de correio. Isso de sebos na mesma cidade. Imaginem o frete para Portugal! Mesmo levando-se em consideração que nossos patrícios vão pagar com Euros, que valem mais do que 4 vezes um real, a compra é complicada. Já tentei vender meus livros na Europa. "Impossível" receber via transação bancária, por conta da burocracia. O próprio João Menéres lembra disso.

11.5.19

Amanhecer

A cada 24 horas, um novo dia. Piacaba

Crônica diária

A Montanha do anel

Até parece título de história infantil. Mas não é minha praia. Pelo menos ainda. Em outubro de 2017, portanto há 19 meses quando fundi uma Montanha em bronze, na Fundição do Israel Kislansky, em São Paulo, de brincadeira perguntei ao artista plástico e joalheiro Heráclio, que também estava fundindo obras suas, se seria possível fazer um anel com as minhas montanhas. E ele disse que sim. Modelei uma pequena montanha e coloquei num aro de argila. Foi feito o molde em gesso e cera, e colocada para fundir junto com as peças do Heráclio. Posteriormente perguntei pelo resultado da fundição e me foi dito que ninguém tinha notícia da pequena peça. Perdeu-se, provavelmente no processo. Nunca mais ninguém falou do anel. Agora, nos últimos dias de abril de 2019 liga o Israel para falar que a minha montanha anel, estava pronta. Que grata surpresa. 
Foto de Israel Kinslansky - Anel de cobre (90% cobre e 10% estanho)

10.5.19

Para recordar uma foto do Péparazzi

                                                             Postado em agosto de 2016

Crônica diária

Esse Google é incrível

Há dois anos criei um nome e capa para um novo livro de crônicas previsto para sair no segundo semestre deste ano. Cronicante. A palavra evidentemente não existe. Tanto é que o Google ao ser consultado informa algumas que talvez estejam a ela relacionadas:
criticante
cronicamente
crocitante
cobiçante
cruciante
começante
confiante
coriscante
comunicante (norma brasileira, na grafia pré-Acordo Ortográfico)
conivente (norma europeia, na grafia pré-Acordo Ortográfico)
convidante (norma europeia)
criticaste (norma europeia, na grafia pós-Acordo Ortográfico)
crónicas (norma europeia, na grafia pré-Acordo Ortográfico)
Mas o que mais me impressionou é que nas imagens relacionadas à Cronicante já tem uma foto da  minha capa. Como são ligeiros e competentes.

9.5.19

Eliane Pantoja Vaidya e o Dia das Mães

A minha amiga e leitora Eliane Pantojas Vaidya postou em sua página do FB a publicidade acima. Muito obrigado Eliane.

Crônica diária


Senti falta, fui procurar, morreu

Imaginem que depois de três meses comecei a achar estranho a ausência de uma amiga e leitora desta página na internet. Era assídua, e participante comentarista. Muito alegre, e interativa recentemente comunicou seus seguidores que estava feliz com namorado novo. Eu não a conheci pessoalmente, mas o Paulo, meu irmão, a conheceu, e ela sempre pedia ou mandava notícias pra ele. Regina Collor ex-mulher do Leopoldo Collor, com quem estive em jantares na casa de uma amiga comum, Maria Cecília M. Machado, carioca e na época morando e trabalhando em São Paulo. Maria Cecilia nos deixou o ano passado.
Fui procurar notícias da Regina em sua página do Facebook e estarrecido fico sabendo que morreu. A nota que encontrei, mais de três meses depois, foi esta:
"Morre Regina Collor de Mello" "Publicado por: Luiz Claudio Data: 31 janeiro 2019 13:00 Em Notícias, Variedades
Morreu ontem, em São Paulo, a carioca Regina Cozzo Collor de Mello, viúva de Leopoldo, que, nos breves anos de Fernando Collor no poder, foi o primeiro irmão de fato e de direito. Ele faleceu de câncer em março de 2013, sem poder e sem dinheiro num hospital do SUS. Regina foi-se ontem: morreu dormindo, em casa, aos 69 anos."
Nunca mais façam isso comigo, meus prezados leitores e leitoras. Nunca partam sem me avisar.

    8.5.19

    As três graças

                                    " A quarta graça " de Luiz Baravelli - Coleção do autor do blog
                                      Outras três graças ao redor do mundo, dos museus e do tempo














                                                 Hand made collage - Les trois Graces, Regnaut -Fitacola

    Crônica diária

    Turismo gay 

    Na mesma Folha de São Paulo de que falei ontem, o Bolsonaro declara que não quer ver o país como circuito turístico internacional de gays. Se quiserem visitar o Brasil para transar com as mulheres tudo bem. Mas virar paraíso de gays, esqueçam. Essa declaração esta entre outras que não deveriam fazer parte das preocupações de um Presidente da República de um país com 14 milhões de desempregados, e à beira da falência caso a Nova Previdência não seja integralmente aprovada pelo Congresso. Como disse ontem, somos  "um continente de problemas", para nosso Capitão ficar preocupando-se com o turismo sexual gay.

    7.5.19

    Numa das viagens à Europa

     ...e com a mão no bico do seio. Ambas fotos de Paula Canto

    Crônica diária

    Água e sabão no pênis

    Veja se é coisa para o Presidente da República se preocupar. E pior, virar notícia no jornal, que faz sistemática oposição à sua pessoa e governo: Folha de São Paulo. Depois virou noticia internacional. Mas ao saber pelo seu ministro da saúde que em 2015 (e vejam como as estatísticas estão defasadas) 402 pessoas morreram por conta de câncer no pênis, causado por falta de higiene, isto é, água e sabão, ficou indignado. E disse mais o ministro, são amputados 1000 pênis por ano por conta dessa doença. Quando o tumor tem o tamanho de uma ervilha, pode ser extraído, mas em um ano fica do tamanho de uma goiaba. Aí só amputando. E saber que só água e sabão pode evitar esse câncer, é terrível. Mas ainda assim não é tema para o Presidente de um verdadeiro "continente" de problemas. 

    6.5.19

    Tela: Casa da Margarida

    Tela de grandes dimensões, auto retrato com 4 anos de idade, posando na casa do meu avô Delfino e vovó Nina na rua 13 de Maio, no ano de 1947. A casa da Margarida, na praia de Pernambuco no Guarujá, e retrato de uma grande amiga com uma flor na mão. Ela nos deixou muito cedo. Daí a homenagem.

    AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

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    "...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes

    (Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)

    ..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
    (Vi Leardi )

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