26.6.16

Vale a pena ver de novo

Curiosidade masculina
Autor desconhecido
Publicada em Julho de 2013

Crônica diária

Queijo com Sotaque, mas sem a Eiffel

Impossível não contar esta historinha sem mostrar duas ilustrações. Trata-se de um fabricante de queijos "franceses" produzidos em Paulo Lopes, Santa Catarina. Fica a 30 quilômetros da minha casa. Um casal de franceses veio passar um verão em Garopaba, e se encantaram com a região. Criaram um logotipo, e marca SOTAQUE. No lugar da letra A do Sotaque, mesmo porque fica no meio da palavra, e com isso ficou equilibrada, colocaram a torre Eiffel. A burocracia de Brasília que aprova os rótulos dos produtos, aqui no caso dos queijos, implicou com o A, isto é, com a torre. Achou que a Eiffel poderia enganar os compradores brasileiros. O queijo é de tal qualidade, que poderia estar sendo importado da França. Mas não, é produzido com leite de pequenos fornecedores locais, e com a melhor técnica francesa. São formidáveis. Lá na fábrica e lojinha só se fala francês ou português com muito SOTAQUE. Cometi uma gafe imperdoável, na primeira visita. Diante de uma vitrine com duas dezenas de variedade de queijos, perguntei se não fabricavam o Gorgonzola. Quase que me cuspiram na cara. Francês detesta Italiano. Aqui só fazemos queijos franceses. Sûrement, évidemment...



 Veja mais AQUI

Comentários que valem um post

Valter Ferraz Eduardo Penteado Lunardelli, acho de uma desumanidade sem tamanho a atitude dos ingleses e de outros países da Europa contra seus pares. Esqueceram-se rapidamente que seus pais e avós foram recebidos de braços abertos na América nos tempos difíceis da guerra, da peste e da fome.. Não foi só o Brasil, muitos países os receberam. Agora erguem muros, cercas elétricas contra seus irmãos. A saída da UE é um passo gigantesco para a desordem mundial. Um novo mapa geopolítico se desenha e o que pressinto não é bom. Oxalá eu esteja errado.

 Eduardo Penteado Lunardelli Valter Ferraz, você tem toda razão, porém não acredito que a UE não vá reagir à altura, e corrigir eventuais erros e se fortalecer ainda mais, depois da saída da Inglaterra. Esta sim vai perder muito. Os velhos saudosistas que votaram a favor, contra a esmagadora maioria dos jovens, que infelizmente não lograram vencer, vão se arrepender em menos de um ano. O Japão, China, e outros países que investiam no Reino Unido, passarão seus investimentos para a Alemanha voltados para o mercado infinitamente maior e mais rico dos 22 países da UE. Não acredito que a ilha vá influenciar outros, como França, Portugal e Grécia que já esboçaram desejo de sairem. Pelo menos é isso que espero.

********************************
Joarês Costa Costa Caro Eduardo. Dos muitos comentários e artigos que ouvi e li, o seu pronunciamento, de forma objetiva, demonstra a sem razão de parte dos ingleses, (maioria mínima), de tomada de decisão que causará prejuízos não só à Europa, mas, ao mundo todo e em todos os sentidos. Peço-lhe licença para compartilhá-lo. Parabéns, caro Lunardelli.

Jorge Pinheiro
Jorge Pinheiro Os ilhéus são lixados. Abriu-se a caixa de Pandora...
 
***************************

25.6.16

Crônica diária

Até os ingleses erram 

Hoje o assunto era consumo, e adiei para amanhã, porque o tema da saída do Reino Unido da UE é prioritário. Gravíssimo. Não dá para deixar de comentar tão grosseiro erro de visão dos velhos e saudosistas ingleses. A vitória da saída foi apertadíssima. Os jovens e os habitantes de Londres votaram contra. Mas u´a maioria (mínima) de idosos e saudosistas interioranos venceu. Esses velhos deveriam estar olhando para as novas e futuras gerações. Esses velhos ingleses nunca quiseram fazer parte da UE. Nunca adotaram a moeda. Não se entrosaram com o resto da Europa. Entraram mas sempre com um pé atrás. E agora, fazem meia volta, e  retiram-se da verdadeira Europa continental e unida. O tempo mostrará o equivoco cometido. Os jovens pagarão pelo atraso. Os velhos, em sua maioria, não estarão aqui para se arrependerem. A Inglaterra com sua monarquia, e tradições, deu mais um largo passo para o atraso. É prematuro dizer os prejuízos que advirão dessa atitude equivocada, a meu ver. Mas a queda da bolsa de Tóquio prenuncia  a preocupação dos industriais japoneses que investiam em fábricas no Reino Unido. Provavelmente migrarão para a Alemanha. Fechar as fronteiras da ilha contra a imigração, fenômeno mundial, é voltar a colocar muros em suas cidadelas, ao invés de construir pontes para a realidade presente e paz futura.   

Minhas curvas

  Considero esta imagem o melhor retrato meu, como escultor. A autoria provavelmente é da Paulinha. Talvez a use , um dia, na orelha de um novo livro.

Crônica diária

Dois templos de consumo

Impossível não comprar. Duas grandes lojas internacionais na Marginal do Rio Pinheiros, e filiais em muitas cidades brasileiras "Leroy Merlin, A casa da sua casa " e  "Decathlon, tudo para todos os esportes" tem sido as que pelo menos duas ou três vezes, ao ano, eu visito. São duas perdições. Dois templos para o consumo. Quem não precisa de um certo parafuso para o braço da cadeira de rodinha? Ou uma par de luvas para jardinagem? Ou uma boia para criança usar na piscina? Ou uma campainha para a bicicleta comprada o ano passado? Uma ferramenta, uma tomada, uma lata de tinta, um banquinho para o chuveiro? Sempre estamos precisando de algum produto dessas duas magníficas lojas. Se vamos construir, uma visita à Leroy Merlin é indispensável. Se vamos viajar (para a praia ou montanha no inverno) a Decathlon é o endereço. O único problema é que conseguem nos fazer comprar mais do que precisávamos, ou era nossa intenção inicial. Pelo menos é assim comigo.

24.6.16

Há 4 anos

 
"Suas lembranças no Facebook
Eduardo, nós pensamos em você e nas lembranças que compartilha aqui. Achamos que você gostaria de relembrar esta publicação de 4 anos atrás."

Crônica diária

Só restam os levemente implicados, mas todos com rabo sujo

Acho melhor acabarem de vez com essa história do impeachment antes que acabe o governo interino do Temer. Com média espetacular de um ministro a cada dez dias, pedindo demissão por ter sido citado em delações ou estar sendo investigado pela Lava Jato, o Temer, logo logo, terá que extinguir ministérios, não mais por questões econômicas e financeiras do Estado, mas por falta absoluta de gente para ocupa-los. E que não venham com essa conversa de novas eleições. Eleger os mesmos de sempre é repetir um filme que já vimos outras vezes. Uma coisa ficou clara: todo mundo que disputou uma eleição, neste país, recebeu por dentro, por fora, oficialmente ou no caixa 2, dinheiro de empreiteira, dinheiro de corrupção, dinheiro de obra superfaturada, inacabada, e portanto não esta livre de ser citado, investigado ou preso pelo Moro. Diante desse quadro o melhor mesmo é impinchar logo a Dilma, eleger um novo presidente para a câmara e outro para o senado, todos absolutamente afinados com o Temer, isto é, os mais "levemente implicados". Prender o Lula, chefe da quadrilha, e dar férias coletivas para os promotores de Curitiba, e para o juiz Sergio Moro. Assim chegaremos a 2018 com a economia dando sinais de recuperação, e o povo acreditando que nem tudo esta perdido. A ficar nesse bate boca, de que foi "golpe", ou que pedalar não constitui crime, não vamos a lugar nenhum. A mulher, presidente Dilma, quebrou o Brasil e os políticos que a vão julgar não são nenhuma flor que se cheire. Mas é disso que dispomos. Sergio Machado chamou a Petrobras de Cabaré, onde todos os políticos, de todos os partidos, se prostituíram. E disse mais, que a Petrobras não era a maior fonte de corrupção. Há muitas outras estatais a serem investigadas. Essas declarações, que constam das fitas de áudio e vídeo divulgadas, da sua delação premiada, me fez lembrar a história do bacanal, que ficou por duas horas sem energia elétrica. Quando voltou a luz ninguém punha a mão no fogo por ninguém. Todos estavam com o rabo sujo.

23.6.16

Recordando

 Foto do autor do blog, feita pelo Guilherme, filho e fotógrafo. Ano: maio de 2013. Esculturas escorando livros na Editora Piacaba. As esculturas são de bronze e gesso, coleção do artista.
Meu filho Guilherme e meu livro recém editado em 2013

Crônica diária

Agroturismo no Brasil

Seguindo uma tendência mundial nosso país já conta com vários hotéis fazenda, pousadas, e vinícolas que recebem hospedes para porem a mão na massa, ou os pés nas uvas. A vinícola da família Valduga recebe na Serra Gaúcha, desde 1996, até 50 hóspedes, nos seus 24 quartos, em cinco casas, durante o ano todo. Os meses mais procurados são os de janeiro a março, época da colheita, onde após café da manhã no parreiral, um trator leva as visitas, acompanhados por enólogos, para a colheita das uvas. Depois vem aulas de vinificação e terminam o dia na divertida "pisa" das uvas. Dentro dessa mesma linha, aqui em São Paulo, no Espírito Santo do Pinhal, a vinícola Gaspari (leia-se Paulo Brito) já começou a se estruturar para receber hospedes a partir de 2017. Na região de Campanha, perto da fronteira com o Uruguai os produtores do azeite Batalha também investem em um hotel a ser aberto em 2019. E viva a vida rural.

22.6.16

Piracaia

 Condomínio com nove sítios à beira da represa de Piracaia, SP
 Casa de barcos
Voltando a ter água. Foto de seis meses atrás. A água, com as ultimas chuvas, esta no nível normal cobrindo aquela faixa de terra que margeia a represa.

Crônica diária

Comer nos melhores do mundo, custa caro

Muito melhor do que falar de política, justiça e polícia, trinômio que anda se confundindo, vou falar de gastronomia. Quem não gosta do assunto? Podemos discordar do gênero, uns gostando mais de massas, outros de peixe ou carne, e muitos de salada e vegetais. Eu me incluo em todas as categorias. Inclusive entre aqueles que preferem restaurantes cujo preço seja compatível com o serviço e produtos servidos. Detesto enganação, e serviço de salão que deixe a desejar. Dito isso passo a falar de sonhos. Acaba de sair a lista dos melhores restaurantes do mundo. Sonhos por que? Porque só três deles estão no Brasil, pelo menos entre os 64º lugares. O primeiro este ano é a Osteria Francescana (Itália) onde a espera por uma mesa é longa e não sai por menos de 180 a 200 euros, ou R$705,00 e R$784,00 por pessoa para um menu-degustação "Tradição na evolução" e "Sensations" respectivamente. O ranking promovido pela revista britânica Restaurant é claramente dedicado à cozinha moderna-criativa, que vale dizer, pratos elaborados com muita ciência e tecnologia. Essa vanguarda inclui thermomix, termocirculador, paco-jet, sifão, nitrogênio líquido, alginatos que deram origem aos longos minus-degustação de pequenas porções. A coisa nasceu no extinto El Bulli no fim dos anos 90, quando o revolucionário Ferran Adrià atraiu boa parte dos cozinheiros, que a partir de 2000 saíram levando as ideias para suas casas. Com a tecnologia a serviço dos sabores locais mantiveram os princípios do menu-degustação, brincadeira de texturas, e estímulos para fazer o comensal usar os cinco sentidos, conseguindo garantir a diversidade e diversão à mesa. Daí nasceu a necessidade de não apenas servir comida, mas um roteiro. Os melhores chefs do mundo começaram a viajar com suas equipes para descobrir sabores e cozinhar no exterior, em versões pop-up de seus cardápios. O segundo colocado este ano, que perdeu o primeiro posto, El Celler de Can Roca (Espanha), marca seu menu-desgustação que conta com 15 tempos, e sai por 195 euros (R$761,00) com claras influências colhidas em viagens. O restaurante italiano, primeiro colocado, chefiado pelo Massimo Bottura foi um dos que passou pelo El Bulli, usa o arsenal de vanguarda, faz menu-degustação, desconstrói pratos tradicionais e incorpora toques estrangeiros, tudo como manda o figurino vanguardista. E para concluir listamos os três brasileiros citados no ranking: D.O.M no 11º com o menu-degustação Maximus que garante até 12 pratos criados por Alex Atala, e sai por R$560,00. O Maní, que já esteve melhor colocado, aparece no 51º, ambos em São Paulo, e o Lasai, do Rio, cujo menu-degustação "Não me conte história" com 8 pratos sai por R$245,00. Por essa razão vamos continuar a sonhar.

21.6.16

Varal ao fundo

tumbler

Crônica diária

Dia do intelectual

Hoje, 21 de junho, inicio oficial do inverno é também dia da mídia, dia internacional do Yoga, do controle da asma e do intelectual. Tenho sido cobrado ao longo dos anos, particularmente nos dias dos namorados e das mães, por não escrever sobre essas datas. Realmente procedem as queixas. Não falo e não entendo como pode haver pessoas que se deixem enganar por campanhas mercantis destinadas unicamente a aumentar as vendas do comércio. Não contem comigo para isso. Abstenham-me desse envolvimento. Todos os dias são das mães, e infelizmente a minha já nos deixou faz tempo. Namorada é coisa que se guarda no coração, e não precisa de uma data específica para ser reverenciada. Lendo o rodapé da minha agenda Pombo fico impressionado com o número de dias comemorativos de coisas absurdas. Os vereadores ou quem cuida de criar essas efemérides não tem nada melhor pra fazer? Dia do goleiro (26/04), dia do choro (Estilo musical) 24/04), dia do Office-Boy (13/04), dia do aço (09/04), dia do Parkinsoniamo (04/04), dia do cacau e do chocolate (26/03), dia do telefone e do sogro (10/03), dia do surdo-mudo (13/02), dia da saudade e da história em quadrinhos (30/01), dia dos adultos (15/01), dia do leitor (07/01, para ficar só nesses, e não aborrece-los com dia nacional do Bumba meu Boi (30/06) ou dia do sorvete (23/09).

Comentários que valem um post

Francisco Giaffone Concordo com tudo , pois vivi o que você muito bem descreveu .

Já há um certo tempo tenho um condominio exclusivamente para estudantes ( 100 lofts ) a 300 metros do Campus de uma Universidade particular com 12 000 alunos no interior de SP .


Do total dos moradores 64 % são mulheres .

Sem nenhum tipo de saudosismo , a minha atual visão é que :

- No passado a gente saboreava mais as coisas .

- No passado a gente sonhava mais .

- No passado as coisas eram mais proibidas .

- No passado quando as coisas aconteciam a gente festejava mais .

- Hoje não há tanta " joie de vivre "

- Hoje parece que estão todos meio " blasés " .


Eduardo Penteado Lunardelli
Eduardo Penteado Lunardelli "Ficar" ficou muito fácil. E pior: permitido, lícito. Só é crime quando a "ficante" exagera e diz ter sido "ficada" por trinta rapazes. Francisco Giaffone, que boa ideia essa sua do condomínio.
********************************************

20.6.16

Jorge Pinheiro em Berlim

Ontem foi o fotógrafo, hoje o turista em Berlim. 06/2013

Crônica diária

"Ficar" é outra coisa

Quando eu era rapaz, com meus dezessete aos dezenove anos, tive namoradas virgens e assanhadas, outras recatadas desvirginadas. Hoje virgindade  é coisa do passado. Quase um palavrão. Os termos também mudaram. Hoje as moças chamam os namorados de "ficantes". Ficar, hoje em dia, é muito mais do que permitiam as virgens assanhadas. Naquele tempo elas topavam tudo, menos penetração. As recatadas, só depois de muita luta, cediam o objeto do desejo de todos os namorados da época. Nem por isso eram considerados estupradores. Tudo era mutuamente consentido. Tudo lindo. Hoje, as garotas "ficam" sem a menor cerimônia. Engravidam mais cedo. E vão "ficando".  

Comentários que valem um post

Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Jorge Pinheiro em Berlim":

Esta saiu bem, graças aos manequins :))



Postado por Jorge Pinheiro no blog . em domingo, 19 de junho de 2016 07:03:00 BRT 
*********************************************

João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Jorge Pinheiro em Berlim":

Que momento divertido, Eduardo !

Postado por João Menéres no blog . em domingo, 19 de junho de 2016 05:37:00 BRT

********************************************




19.6.16

Jorge Pinheiro em Berlim

Foto do Jorge, em Berlim, em 17/06/2013, para recordar.

Crônica diária



“Crônicas Safadas”

"O cheirinho do Amor" do Reinaldo Moraes tem como subtítulo o que dei para esta minha resenha inicial do livro. É composto de 36 textos publicados entre março de 2011 a maio de 2014 na revista Status. Por ser uma publicação iminentemente masculina as crônicas não são "safadas" por acaso. Segundo o autor não deveria desencorajar as mulheres. A primeira crônica fala da casa da fazenda do Flávio de Carvalho, em Valinhos, 70 km de São Paulo, e concluída em 1938. Não é sobre a casa modernista, mas sobre a visita que o Reinaldo, pelas mãos do amigo comum Mario Prata (que conheci no "Navegar é Preciso 2016, no Rio Negro)  fez ao então secretário da cultura de São Paulo, Fernando de Moraes (que alegou labirintite para não estar no evento fluvial do Rio Negro). A conversa do Reinaldo com o Fernando, apadrinhada pelo Mario é na verdade o tema da crônica. Reinaldo duro, precisando arrumar uma grana leva a ideia (a que chama de B.I.M. ou Brilhante Ideia de Merda), ao secretário, para criar a "Paulisteratur". A exemplo do que já existia para incentivar o teatro, o cinema, seria para incentivar a literatura. Ele, eventualmente poderia ser o dirigente ou na pior das hipóteses um mero beneficiário. O Fernando, entre baforadas do charuto cubano, presente do Fidel, ouviu a proposta, e retrucou dizendo já ter pensado em algo parecido. O governo do Estado comprar a casa da fazenda do Flávio, que estava em completo abandono, e transforma-la num centro de recolhimento de escritores desvalidos. Os três se divertiram imaginando tudo o que poderia rolar no tal abrigo. Chegaram até a sugerir um nome: "Retiro Procriativo do Caralho". E deram muita risada. O projeto da Paulisteratur e o do abrigo não passaram dessa conversa e não saíram do papel. O próprio Fernando não durou muito na secretaria do governo Quércia. Eu o conheci, nessa época,  num almoço com a Marília Gabriela. Ao contrário da internet, as crônicas de revista devem e podem ser mais extensas, e ele, então, entra em detalhes da biografia agitada do artista, e arquiteto Flávio de Carvalho. Cita a passagem em que o Flávio resolve para escandalizar, atravessar na contra mão, de chapéu na cabeça, uma procissão, no centro da cidade. Acontece que uma pessoa, mais baixa do que o contestador, pula e com um tapa tira o chapéu do Flávio. Há um tumulto e princípio de linchamento. Essa pessoa, o Reinaldo não sabe, mas era um grande amigo meu Aires de Azevedo, sobre conselheiro do governador Adhemar de Barros.

Comentários que valem um post

Blogger João Menéres disse...
Nada é improvável, meu caro Eduardo.
Verdadeiramente raro é o génio de Modigliani !
E no caso presente, a extrema beleza e qualidade da imagem de Teymur Daimi !
Agradeça por mim ao ao seu amigo Israel Kislansky a oportunidade que me proporcionou.

sábado, 18 de junho de 2016 06:08:00 BRT
***************************************
Excluir

18.6.16

Olhares improvaveis

Modigliani com três novos personagens. Para ver a imagem completa click sobre a foto. Foto de Teymur Daimi,  Postada no FB por Israel Kislansky.

Crônica diária

Laços de sangue

Valter Ferraz acaba de publicar um livro de poesia, e letras musicais, sob o pseudônimo de Cesar Lavalle. O nome é bom. As poesias também. As razões alegadas ao fazer dessa forma foi de que esses poemas eram de eras priscas, e que hoje não eram mais sua praia. Isso me fez lembrar a história do escritor medíocre (nada a ver com o Valter, muito pelo contrário) que depois de publicar, sem nenhuma repercussão várias novelas, contos e romances, resolveu escrever um romance ousado e experimental, escondendo-se atrás de um pseudônimo. O livro foi um enorme sucesso. Sucederam-se edições sobre edições. Os direitos foram vendidos para traduções nos Estado Unidos, Europa e Ásia. O pseudônimo ficou conhecido e famoso. O autor era um mistério, e o mistério aumentou sua fama. Diziam tratar-se de uma escritora, mulher e linda. Outras versões davam como certo que era produto de um grupo de jovens universitários, que de brincadeira inventaram o nome do autor. Tudo isso só fez o livro vender mais. O verdadeiro escritor fracassado entrou em profunda depressão, e apesar de rico, com os direitos autorais, acabou se matando. Melhor teria feito se tivesse matado o pseudônimo. No caso do Valter, ele próprio denunciou a brincadeira na orelha do livro do Cesar. Com isso fica salvo de futuras pendengas. 

17.6.16

Nadando nas nuvens

...e com pé de pato... Autor desconhecido

Crônica diária


Um copo de cólera

Como todos sabem o escritor Raduan Nassar acaba de ganhar o Prêmio Camões, o mais prestigioso para quem escreve em língua portuguesa. Sabem também que Raduan é escritor, segundo ele, de um livro e meio. Isso mesmo, considera o decantado "Lavoura Arcaica" um livro e o "Um copo de Cólera", meio, por ser diminuto. Esse pequeno trabalho foi minuciosamente retocado até sua 5º edição, e multiplicou-se em 19 reimpressões. Acabo de ler. Já havia lido, há muitos anos atrás, o "Lavoura Arcaica", e pra dizer a verdade achei muito chato. Como chato achei Guimarães Rosa, quando li, ainda estudante ginasial em Cataguases, graças a indicação do saudoso professor Gradin. Naquele tempo ninguém conhecia "O Grande Sertão: Veredas". Minha mãe, leitora informada, nunca havia ouvido falar nesse escritor. Raduan vai na mesma trilha. Não faz cerimônia em inventar. A leitura não é fácil. Mas a precisão e pontaria com que trabalha com as palavras fazem dele um escritor ímpar. Chegou a ter seu "Um Copo de Cólera" recusado por um editor espanhol porque alegou que a novela daria um volume muito magro, e pediu mais três contos para engordar a lombada, com o que Raduan não concordou. Hoje o escritor, agora com o prêmio, e com 80 anos, irá, com certeza, aposentar-se definitivamente, cuidando só das múltiplas traduções que virão. Até então foi obrigado a repetir que havia se aposentado com seu livro e meio. A exemplo do que disse, e não cumpriu, João Cabral de Melo Neto. Raduan é um escritor de, e da palavra.

16.6.16

Revista da Livraria da Vila

Número de Junho/2016 Paulinha e eu com o boto do Rio Negro.

15.6.16

Crônica diária


Chapelaria

Os jovens nem sabem o que é isso. Chapelaria não existe mais, a não ser em vetustos clubes, hotéis ou teatros. Passei por uma delas, dia desses, e me lembrei das famílias Prada e Ramenzoni. Estudei com alguns no Colégio Dante Alighieri. Mas as atuais Chapelarias só servem para guardar casacos, raquetes, mochilas, skate, patins, e malas.  Daí lembrei de nomes de famílias que nos remetem ao que fizeram ou produtos por eles fabricados. Tirando os Matarazzo que tinha indústria de quase tudo, os Filizzola nos reportam às balanças, os Caloi às bicicletas, os Kopenhagen à doceira, como bem lembrou a leitora Elianne Mesavilla, há dias passados, quando falávamos de marzipan. Martinelli foi o edifício mais alto de São Paulo num passado recente. Prado, nos remete aos cristais. Não há como não associar Suplicy ao café. Mas pode nos lembrar o ex senador Eduardo, que também é Matarazzo. A senadora Marta sua mulher, e sexóloga, é que não é uma coisa nem outra. Ela é irmã do Zizio Smith de Vasconcellos, meu contemporâneo.  O Eduardo jogou futebol no campinho da Rua Canadá, onde eu e meu irmão Paulo, também, jogávamos. Nosso goleiro era o Boris Casói, jornalista que nos remete ao bordão "uma vergonha". Gillette e Bic são nome de famílias. Arno, eletrodomésticos, e meu vizinho de rua, Pirani é meu amigo e seu avô fundador do magazine, Zanini e Dedini metalúrgicas, Teperman, tapetes e móveis. Bertolli é primo da minha ex mulher e fabricante do famoso azeite de oliva. Isso para não falar do Henry Ford, e Gurgel automóveis, Casa Almeida irmãos, roupa de cama, Zillo Lorenzetti, açucareira e chuveiros, Fasano, restaurante e Maksoud, hotel, Gigetto, cantina, Lindenberg construtora de edifícios neo clássicos, Spinelli e Busso calçados, Aurélio, camiseiro, Fracalanza, faqueiros de prata, Armani, vestuário, Castelo Branco, Dutra e Anchieta, rodovias, Vargas, lona de freio, Michelin, pneus, Odebrecht, construtora e corrupção, Dr. Ross, pílulas de vida,  Fleury, laboratório de análises, Sabin, vacina, Ono, mestre de aikido,  Gracie, jiu jitsu, Cooper, corrida, e por aí vai.        

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

.

Only select images that you have confirmed that you have the license to use.

Falaram do Varal:

"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes

(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)

..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )

Leiam também:

Leiam também:
Click na imagem para conhecer

varal no twitter

Não vá perder sua hora....

Blog não é tudo, tudo é a falta do blog ....
( Peri S.C. adaptando uma frase do Millôr )
" BLOG É A MAIOR DAS VERTIGENS DA SUBJETIVIDADE " - Maria Elisa Guimarães, MEG ( Sub-rosa )